8 de set. de 2012

Bullying: aluno é arrastado em sala por colegas e professor


Bullying: aluno é arrastado em sala por colegas e professor

Um caso de bullying "sem precedentes" deixou a comunidade do condado dePierce (estado de Washington, EUA) estarrecida.
Um menino de 13 anos foi aterrorizado em sala de aula por outros alunos e pelo professor!

O incidente ocorreu na escola pública de ensino médio de Gig Harbor e foi registrado por uma câmera de celular. A vítima foi amordaçada e arrastada.

A sessão de tortura durou 15 minutos. O professor, John Rosi, participou de algumas das "atividades". Em outras, funcionou como "orientador".

Pasme: o professor foi punido com suspensão de dez dias, e foi transferido para outro colégio.
O professor se desculpou pelo incidente, mas eclareceu que ele "não foi diferente ou mais nocivo do que qualquer outra brincadeira feita por crianças".

Os pais do aluno que sofreu o abuso não se deram por satisfeitos e solicitaraminvestigação criminal.
"Ele me disse: 'Eu quero morrer. Eu quero me matar' ", contou ao canal KING 5 o pai da vítima.
O menino foi transferido para uma escola particular e está com acompanhamento de psicólogo.


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Wed Aug 29 13:15:40 PDT 2012

Bullying at Kopachuck MS recorded in cell phone video

The following edited segment of video was shot by students at Kopachuck Middle School in February 2012. The video was provided to KING 5 News by the parents of the student involved. view full article

Fonte: O Globo. Enviado por Fernando Moreira - 
30.08.2012. Disponívelem:
http://oglobo2.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2012/08/30/bullying-aluno-arrastado-em-sala-por-colegas-professor-462902.asp. Acesso em: 8 set. 2012.

O retrato de uma infância feliz. Será?



A Invenção da Infância - Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

Enviado por Aparecido Araujo Lima, jornalista e integrante da Rede de Blogueiros Progressistas de São Paulo, em 28 de agosto de 2012. In: Blog Educar Sem Violência. Cida Alves. 2012.

6 de set. de 2012

Como educar sem bater - dicas do blog Paciente Psiquiátrico


Nise da Silveira
"O que melhora no atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito."
Nise da Silveira
 
Primeiro não se deve bater nos filhos porque os filhos imitam os pais. Filhos que apanham dos pais batem nos outros e as vezes batem nos próprios pais... mais cedo ou mais tarde!
As crianças imitam os adultos, portanto a melhor forma de educar as crianças é através de bons exemplos.
As vezes as crianças provocam os adultos de propósito. E se o adulto cai na provocação e bate na criança, sem dúvida a provocação da criança funcionou e o adulto não foi maduro o suficiente para lidar com a provocação com argumentos e firmeza.
Eu garanto que seu filho o admirará muito se você agir com calma sempre diante das bagunças dele.
Em vez de bater ou punir, ensine, com calma e esmero.
Ele ficará espantado com sua calma e terá isso como exemplo, o exemplo do controle e da calma, em vez da violência.
Explique para o seu filho porque não se deve fazer algo. Se ele não entender logo, tenha paciência e explique de novo.
Lembre-se que a paciência é exemplar e a violência é sinal de fraqueza e incapacidade de conversar, incapacidade de resolver os problemas com coragem. As pessoas recorrem a violência quando não sabem mais o que fazer.
Mas bater em alguém mais fraco ou impor proibições ou outras punições não é autoridade. É AUTORITARISMO. Autoritarismo causa revolta, e não respeito.
Violência é a incapacidade de resolver os problemas com estratégia.
Exemplo: se seu filho xingar e você bater nele ele apenas sentirá raiva e revolta e não aprenderá nada com isso. Se você proibi-lo de usar o computador para puni-lo ele só sentirá raiva e tentará usar o computador escondido.
Não dê punições. Dê exemplos. Ou seja, tome providências que ensinem. Se ele xingar converse com ele seriamente, faça uma REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA. PARE TUDO PARA FAZER A REUNIÃO.
Tenha uma conversa demorada, pois fazê-lo entender a gravidade de ofender outra pessoa ou fazer algo errado é mais importante que uma reunião de negócios de uma grande empresa.
O simples fato de você fazer uma REUNIÃO SÉRIA com ele mostrará para ele que a coisa é importante.
Lembre-se que ser pai ou mãe é uma grande responsabilidade, a maior de sua vida.
Você nunca conseguirá controlar seu filho batendo nele. Nunca conseguirá controlar seu filho com punições.
O homem consegue controlar outros animais, consegue domar animais com violência, punição e força, mas um homem não consegue domar outro homem. Seus filhos ou suas filhas não podem ser domados como animais. Pois eles são filhotes do animal homem e agem como homem.
Violência é sinal de insegurança, descontrole, fraqueza e medo. Você não quer que todos esses defeitos passem para seu filho, não é mesmo?
As pessoas praticam violência quando não conseguem contornar a situação com argumentos e firmeza. Importante: firmeza não é fazer cara feia. Firmeza é ser persistente, insistir no que você está ensinando.


Nise da Silveira 1
Conheça um pouco da história dessa
mulher extraordinária, visionária e REBELDE!!!

Nise da Silveira, a mulher que se rebelou e decidiu não apertar mais o botão do eletro choque!



Fonte: O texto e a citação de Nise da Silveira forão extraidos de um blog muito bacana. Vale a pena conferir as informações prestadas pelo PACIENTE PSIQUIÁTRICO. In: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

2 de set. de 2012

Olhos encantados – Rubem Alves

Estimado leitor do blog deixo com você as palavras de Rubem Alves e o brilho nos olhos da criança para encantar o seu domingo.

Olhos encantados
“ Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento” (Rubem Alves).
Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

Fórum DCA da Bahia denuncia irregularidades em processo de adoção


Divulgando a Nota Pública da Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Bahia

NOTA PÚBLICA

O FORUM DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE/Fórum DCA/Bahia, representando mais de 80 organizações do movimento social baiano, vem a público para exigir, como é seu dever, a devidareparação dos direitos de cinco crianças do município de Monte Santo, retiradas à força da família, e entregues a pessoas residentes no interior do estado de São Paulo,por força de sentenças judiciais, sentenças essas que configuram total desrespeito ao que determinam o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal e a Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

O fato ocorrido em maio de 2011 só agora veio à tona, revelando a violência invisível contra famílias fragilizadas pela pobreza, que perdem seus filhos para o comércio e tráfico de crianças, em regiões onde o sistema de garantias de direitos não consegue protegê-las.

Ainda há tempo para que o Ministério Público, o Tribunal de Justiça da Bahia e mesmo o Juizado da Comarca revejam, o mais rápido possível, a injustiça cometida contra essa família.

Entretanto, é de fundamental importância nesse momento alertar as redes de proteção para identificar, prevenir e denunciar situações semelhantes, que possam talvez configurar comércio e tráfico de seres humanos, muitas vezes mascarados sob a forma de guarda, tutela ou adoção irregulares de crianças, considerando ainda que o município de Monte Santo encontra-se identificado como rota de tráfico de pessoas.


Assim sendo o Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente/ FDCA BAHIA vem a público exigir:
  • O retorno imediato das crianças ao seio familiar;
  • A apuração rigorosa de como se deu o processo de adoção das crianças;
  • A punição dos responsáveis pela ação que concedeu as crianças em guarda para diversas famílias, rompendo abruptamente os laços familiares;
  • Que o sistema judicial se retrate dos erros cometidos;
  • Que a família seja ressarcida dos prejuízos causados pela ação;
  • A mobilização de todo o Sistema de Garantia de Direitos do território nacional, para impedir que este fato figure apenas como mais mais um êrro judicial, evitando que tais fatos voltem a acontecer no Brasil.

Alie-se à nossa luta, retransmitindo este documento. Toda ajuda será bem vinda!!!FÓRUM DCA/Bahiaforumdcaba@gmail.com

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012. 

1 de set. de 2012

Um conto, com prólogo e moral, segundo alguns fragmentos das Confissões de Rousseau – Jorge Larrosa



As confissões




Apresento a você leitor do Blog Educar Sem Violência parte da metanarrativa* feita por Jorge Larrosa de fragmentos das “CONFISSÕES DE ROUSSEAU”. Acredito que a releitura que Larrosa faz do texto de Rousseau dá uma grande força no nosso movimento de erradicação dos castigos físicos e humilhantes na educação e no cuidado de crianças e adolescentes.








“(...) A EXPULSÃO DO PARAÍSO.

Um dia, o menino Jean Jaques Rousseau, que na época tinha 10 anos e passava uma temporada no campo, na casa de uns parentes, foi acusado e castigado injustamente. Acusaram-no de ter quebrado os pentes da senhorita Lambercier que uma empregada havia posto para secar na estufa do quarto onde ele estudava sozinho suas lições. Jean Jaques jurava que não havia tocado os pentes, mas esses estavam quebrados e ninguém mais que ele tinha entrado no quarto. Os protestos do menino, que persistia teimosamente em sua negativa, foram tomados como obstinação no engano. O pequeno Jean Jaques, inocente não confessava. E, naturalmente, foi duramente castigado, não só pela travessura de ter quebrado os pentes, se não, sobre tudo, por ter sido teimoso, arrogante e mentiroso. Um episódio trivial. Algo que, seguramente, deve ter ocorrido com todo mundo. Mas o importante é como Rousseau o conta. E como o leva a categoria de um trauma inicial, de uma verdadeira expulsão do Paraíso.

O que aí viu Jean Jaques – não o menino Jean Jaques, que então não via nada, o pobre menino somente sentia indignação e raiva, sentia a arbitrariedade, ou seja lá o que sente um menino de dez anos em um caso assim. Para o Jean Jaques adulto - o que escreve as Confissões e que já estava armado de uma linguagem bastante consolidada, foi o final da infância, da felicidade, da inocência e da pura presença em si da imediatez dos sentimentos. Até o momento do castigo havia confiança, intimidade e transparência entre os corações: era possível para uns ler diretamente o que sucedia nas almas dos outros e era possível também que uma pessoa lesse o que ocorria em sua própria alma. Mas a injustiça fez nascer uma distância entre a verdade (o fato de que o menino não tinha quebrado os pentes) e as aparências (o fato de que parecia que tinha quebrado) e deu a Jean Jaques a consciência da separação: um véu cobria a verdade dos sentimentos, a realidade das almas humanas. Sobre o que cada um é se estendia já irremediavelmente o véu das aparências. E abriu, por tanto, a possibilidade de jogar com o véu, por tanto a possibilidade da mentira, da dissimulação e da hipocrisia. A moral era de que se uma pessoa pode parecer culpada sem ser, também pode parecer inocente sem ser. Segundo nos conta Jean Jaques o jogo das aparências lhe ensinou a mentir. E quando uma pessoa aprende a mentir, aprende também, em seguida, a mentir-se.
E assim foi como nossa inocente criatura se fez uma pessoa adulta. Porque as pessoas adultas são adultas por que esqueceram que foram crianças, por que sepultarão em algum lugar remoto de sua consciência a violência que os fizeram adultos. E porque se esquecerão inclusive do esquecimento, desse gesto que os fizeram enterrar o que são. Para ser adulto confortavelmente, as pessoas adultas tem que pensar que as aparências são a realidade, que o deserto é o paraíso, que a mentira é a verdade“ (LARROSA, 1995, 207 – 209).


Sugestão de Leitura:
ROUSSEAU E SUA PROPOSTA DE EDUCAR AS CRIANÇAS SEM VIOLÊNCIA
Maria Aparecida Alves da Silva
Resumo
Esta monografia tem como objetivo estabelecer uma relação entre a concepção de mundo e de homem desenvolvida por Rousseau e sua proposta de educação não coercitiva, ou seja, sem métodos disciplinares violentos. Duas idéias desenvolvidas no Discurso sobre as desigualdades são destacadas, a da bondade e da igualdade original inscrita na natureza humana. A conservação de si mesmo, a piedade natural, a liberdade, a perfectibilidade são conceitos eleitos como chaves para a compreensão da educação negativa, do qual Rousseau propõe na obra ‘Emílio ou Da Educação’. Fragmentos de textos desta obra são recortados com a finalidade de ressaltar o entendimento de Rousseau sobre a educação e a infância. Alguns episódios do Emílio são evidenciados para demonstrar por que, na visão de Rousseau, os métodos coercitivos, como as punições violentas, não devem ser aplicados em sua proposta educativa.
Palavras-chave: mundo; homem; infância; educação; violência.
Acesse a monografia AQUI


JorgeLarrosa

Sobre Jorge Larrosa
Nació en 1951. Es licenciado en Pedagogía y Filosofía, doctor en Pedagogía, y catedrático de Filosofía de la Educación en la Universidad de Barcelona. En su trabajo ha desarrollado una importante reflexión sobre la lectura: su gravitación en la cultura, su incidencia en los planes de formación, los complejos vínculos entre escritor y lector, su impacto en la filosofía y la pedagogía.
Algunos de sus libros son: La experiencia de la lectura. Estudios sobre literatura y formación (1996), Pedagogía profana. Ensayos sobre lenguaje, subjetividad y educación (2000), Entre las lenguas. Lenguaje y educación después de Babel (2003) y La experiencia de la lectura (2004).

REFERÊNCIA:

*LARROSA, Jorge. Las paradojas de la autoconciencia. In: LARROSA, Jorge; ARNAUS, Remei et al. Déjame que te cuento. Ensayos sobre narrativas y educaión. Barcelona: Laertes, 1995.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

Gritar, ameaçar e humilhar uma criança são atitudes tão nocivas quanto bater



Violência verbal 1
Seja aprovado ou não pelo Congresso Nacional, o projeto apelidado de "Lei da Palmada", que proíbe os castigos físicos e tratamentos degradantes de crianças e adolescentes pelos pais, já vem provocando mudanças. Desde 2003, quando começou a ser delineado, bater nos filhos tornou-se uma atitude politicamente incorreta, em especial depois que psicólogos, psiquiatras e educadores passaram a questionar seus resultados como medida educativa. É óbvio que é praticamente impossível saber o que acontece dentro dos lares, mas, hoje em dia, quem desfere uns tabefes, em local público, é alvo imediato de olhares de reprovação –e pode ter de dar explicações ao Conselho Tutelar. Some-se a isso os vídeos caseiros de flagrantes de violência e uma patrulha informal está formada.

Para os especialistas em comportamento, no entanto, não é só bater que é prejudicial e traumático. "Educar não é fácil. Não nascemos sabendo ser pais. Apesar de os tempos terem mudado, costumamos seguir os modelos que já conhecemos, de nossos pais e avós", explica o pediatra Moises Chencinksi"E, se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar...", declara. E, por essa lógica, o próprio especialista questiona: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?

Violência verbal 4

Na opinião da psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo, primeiro é preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. "Mas xingar, humilhar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas", afirma. Para Miriam Ribeiro de Faria Silveira, diretora do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, quando os pais gritam o tempo todo com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade. "O pior é que elas também começam a gritar e ficam ansiosas, angustiadas e com muito medo, pois, onde deveriam ter seu porto seguro e soluções, encontram pais desesperados em se fazerem obedecer", diz.

A psicóloga Suzy Camacho concorda que a violência verbal é tão agressiva quanto a física, principalmente se os gritos tiverem uma conotação de ameaça: "Uma hora eu sumo e não volto nunca mais!", "Ainda vou morrer de tanta raiva", "Seu pai vai brigar comigo por sua causa!". "Diante de frases como essas, as crianças se sentem responsáveis por coisas que não são", explica Suzy. Ela também destaca o efeito devastador que os rótulos têm para a autoestima: chamar o filho de preguiçoso, bagunceiro, inútil, por exemplo. "Até os sete anos, a personalidade está em formação. Qualquer termo pejorativo pode marcar para sempre. Tente corrigir ou apontar a atitude, nunca uma característica", afirma. Exemplos? "Não gosto quando você deixa seu quarto desarrumado", "Você precisa prestar mais atenção no que eu falo" etc.

Violência verbal 3
Para as crianças, a opinião dos pais e educadores a respeito de suas atitudes, da sua performance ou mesmo de seus atributos de beleza e inteligência são muito importantes na construção de uma personalidade. Ao perceberem que os pais não a admiram, elas tendem a se depreciar, o que pode culminar em casos de depressão, agressividade e fuga do convívio familiar. "Xingar e usar palavrões trazem consequências, pois é uma forma de depreciação. E como todas as crianças costumam copiar os pais, consequentemente, vão se comunicar dessa forma", diz Miriam SilveiraJá castigos cruéis despertam nas crianças a agressividade. "Nas mais extrovertidas observaremos atitudes hostis com adultos, com outras crianças e animais de estimação. Nas tímidas, as sequelas são angústia e ansiedade, sentimentos que podem impedir um desenvolvimento neuro-psíquico normal", diz Miriam.

Em muitos casos, a irritação e o cansaço causados por um dia difícil não conseguem ser controlados e o resultado acaba sendo a impaciência com os filhos. Os passos seguintes são a culpa, a frustração, a compensação para, no próximo dia, começar tudo de novo, num ciclo nocivo. Para os especialistas consultados por UOL Comportamento, a velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres. "Um adulto sabe que pegou pesado quando se sente angustiado. Dar um tempo freia essa sensação ruim e ajuda a esfriar a cabeça", conta a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "E se os pais, mesmo assim, extrapolarem, sempre recomendo pedir desculpas, porque um grito ou uma palavra mais pesada causa um abalo na segurança que o filho tem nos pais. Admitir que ficou triste com o que aconteceu, que estava bravo, que exagerou, demonstra respeito e ajuda a recuperar a confiança e o carinho", afirma ela.



Fonte: site Psicoterapia Infantil

Enviado por Anna Camire, psicóloga da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia e mamãe coruja do lindo Mateus, em 27 de agosto de 2012. In: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.