15 de fev. de 2013

Polícia encontra “escravas sexuais” que atendiam trabalhadores de Belo Monte

A matéria é de Verena Glass, da Repórter Brasil.

A Polícia Civil de Altamira (PA) encontrou 14 mulheres e uma travesti em situação de escravidão e cárcere privado em um prostíbulo localizado em área limítrofe de um dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte. A operação foi realizada na noite desta quarta (13), após denúncia de uma garota de 16 anos, que conseguiu fugir.

A adolescente procurou a conselheira do Conselho Tutelar, Lucenilda Lima, que acionou a polícia. De acordo com o delegado Rodrigo Spessato, que comandou a operação, as mulheres eram confinadas em pequenos quartos sem janelas e ventilação, com apenas uma cama de casal. Cadeados do lado de fora trancavam as portas. Elas tinham entre 18 e 20 anos – além da jovem de 16, e eram provenientes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado, em depoimentos, as vítimas afirmaram que podiam ir à cidade de Altamira uma vez por semana, por uma hora, mas eram vigiadas pelos funcionários da boate.

Além da situação de cárcere privado, a polícia também encontrou no local um caderno onde eram anotadas as dívidas das meninas, como gastos com passagens, alimentos, e vestimentas, além de “multas” por motivos diversos.

Ameaça de morte – Segundo Lucenilda, do Conselho Tutelar, as garotas disseram ter muito medo de retaliações, uma vez que o dono da boate teria ameaçado seus familiares que moravam no Sul. Em entrevista à reportagem, uma das jovens resgatadas contou que, assim que a adolescente de 16 anos conseguiu fugir, o gerente a seguiu com uma arma. Parte do grupo foi retirado do bordel, mas parte permaneceu com medo de represálias.

“Ele saiu atrás dela armado e disse que não custava matar uma, que ninguém ficaria sabendo”, afirma uma das resgatadas, Procedente de Joaçaba, no interior de Santa Catarina. Ela conta que trabalhava em uma boate cuja cafetina era “sócia” do dono da boate no Pará. “Viemos em nove lá de Joaçaba. Falaram para gente que seria muito bom trabalhar em Belo Monte, que a gente ganharia até R$ 14 mil por mês, mas quando chegamos não era nada disso”, conta.

“Já de cara fizemos uma dívida de R$ 13 mil por conta das passagens [valor cobrado do grupo]. Aí temos que comprar roupas, cada vestido é quase R$ 200, e tudo fica anotado no caderninho pra gente ir pagando a dívida. E tem também a multa, qualquer coisa que a gente faz leva multa, que também fica anotada no caderno. Depois de cada cliente, a gente dava o dinheiro para o dono da boate pra pagar as nossas dívidas, eu nunca ganhei nenhum dinheiro para mim”, explica a garota.
Sobre as condições às quais foram submetidas na boate, ela conta que morava com outras três meninas em um pequeno quarto muito quente, e que não tinha permissão de sair do local. “Eles ligavam o ar condicionado só por uma hora. A gente tinha que trabalhar 24 horas por dia; quando tinha cliente, tinha que atender”, afirma.

“De comida, tinha almoço e janta. Se você estava trabalhando na hora do almoço, tinha que esperar a janta. Se desse muita fome, a gente tinha que comprar um lanche. O gerente da boate dizia que a gente só poderia sair depois de pagar todas as dívidas, e que nem adiantava reclamar porque ninguém ia nos ajudar, ele era amigo da Justiça e nunca ninguém ia fazer nada contra ele. Mas ele disse que se a gente falasse, eles iam atrás dos nossos filhos e parentes lá no Sul”.

Belo Monte – Sobre os clientes, ela conta que eram exclusivamente trabalhadores de Belo Monte. “Eram operários, eram gerentes, tinha de tudo. Todo mundo que trabalha na obra vinha na boate”, explicou.

O delegado Rodrigo Spessato diz não sabe se o prostíbulo está dentro ou fora dos limites do canteiro de obras. A conselheira Lucenilda Lima relata, no entanto, que para chegar à boate foi preciso atravessar o canteiro de Pimental, um dos principais da usina. “Foi uma burocracia na entrada para a gente conseguir passar. E lá mesmo toda hora passavam os carros e tratores de Belo Monte, eu considero que a boate está na área da usina”.

Como Pimental fica no município de Vitória do Xingu, o caso está sendo apurado pela delegacia dessa cidade. O delegado local chegou a Altamira na manhã desta quinta-feira para tomar os depoimentos das vítimas. De acordo com o delegado de Altamira, que efetuou a prisão de dois funcionários da boate na noite passada, além de exploração sexual de menor, cárcere privado e trabalho escravo, o caso poderá ser caracterizado como tráfico de pessoas. Os donos estavam sendo procurados.

Enviado por Maria Luiza Moura Oliveira, psicólogo e mestre em psiclogia social pela PUC Goiás, em 14 de fevereiro de 2013.In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2013

12 de fev. de 2013

MEU PÉ DE LARANJA LIMA


Ficha Técnica

Título no Brasil:  Meu Pé de Laranja Lima
Título Original:  Meu Pé de Laranja Lima
País de Origem:  Brasil
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento:  1970
Estúdio/Distrib.:  Europa Filmes
Direção:   

Sinopse 

Zezé (João Guilherme de Ávila) é um garoto de oito anos que, apesar de levado, tem um bom coração. Ele leva uma vida bem modesta, devido ao fato de que seu pai está desempregado há bastante tempo, e tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintal de sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga (José de Abreu), um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo.


Conquistando o Mundo

"Meu Pé de Laranja Lima", inspirado na obra homônima de José Mauro de Vasconcelos, produzido pela Pássaro Films e dirigido por Marcos Bernstein, encontra-se ainda em fase de finalização. Entretanto já está sendo comercializado na Europa, com vendas asseguradas até a presente data, pelo agente de vendas internacional Elle Driver, para os seguintes países: Alemanha, Espanha, Portugal, Coréia, Tailândia e Turquia.

Parte do antecipado sucesso comercial internacional do filme pode ser explicado pelo fato de ser um dos livros brasileiros mais traduzidos, podendo ser lido em 16 idiomas diferentes e publicado em 19 países. Além disso, o filme reúne uma talentosa equipe técnica liderada pelo diretor Marcos Bernstein, montado por Marcelo Moraes, fotografia de Gustavo Hadba, direção de arte de Bia Junqueira e desenho de som de Waldir Xavier. Recentemente ganhou um expressivo reforço do israelense Armand Amar, grande compositor de trilhas do cinema, que prontamente aceitou o convite da produção para integrar a equipe.

  As peripécias e angústias do menino Zezé, na sua descoberta que a vida pode, às vezes apresentar dolorosas surpresas, promete divertir e emocionar as platéias do mundo inteiro nesta sua caprichada transposição para o cinema.

O filme foi um dos contemplado do concurso do Fundo Setorial da ANCINE , divulgado no ultimo dia 9 de novembro, garantindo assim os recursos para sua finalização e tendo seu lançamento previsto para o primeiro semestre de 2012 pela IMOVISION. O filme tem o patrocínio da PETROBRAS, BNDES, ENERGISA e USIMINAS.

Fonte: http://meupedelaranjalimaofilme.blogspot.com.br/. Acesso em: 12 fev. 2013.

          
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=1rIdvI-18uk. Acesso em: 11 fev. 2013.

11 de fev. de 2013

A IMPORTÂNCIA DA POESIA E DOS LIVROS NO UNIVERSO INFANTIL


                                                                                                              Jorge Silva Sousa

 

“Feliz a criança que foi embalada pela mãe ao som de um acalanto. O som da melodia e a beleza dos versos tão simples e graciosos nos ouvidos, para todo sempre” (Elias José)


Tradicionalmente, muitas pessoas ainda têm uma visão distorcida em relação às cantigas de folclore e da literatura infantil. Muitos acreditam que com as cantigas e as histórias que contamos para as crianças, são violentas e provoca medo e tortura.  Mas segundo (Elias José, 2007, p. 28),

Não conheço ninguém que tenha sido prejudicado, que tenha tido uma infância infeliz por culpa de qualquer cantiga ou história. O contrário se vê a todo instante. Crianças que não tiveram o carinho da mãe e seu acalento, que têm apenas o barulho da rua como a sua música de embalar. A voz da mãe é pura certeza de paz. O aconchego do seu corpo é pura segurança.

Ao contrário, a literatura, em prosa ou em verso, tem o poder de, brincando com a violência e com o medo, banalizá-los. Muitas crianças superar o medo através da musicalidade das palavras, das cantigas de ninar, travas populares, trava-línguas, ciranda e parlendas são formas poéticas que adoçam a infância de qualquer criança. 

Penso como fazem falta às crianças de hoje as cirandas: mão dadas, corpos próximos, vozes cantadas no mesmo ritmo melódico, a animação que só o espírito infantil consegue, o riso com um pouco de maldade quando alguém se recusa a ser o par do que está na roda, a felicidade dos movimentos de ir e vir. (Elias José, 2007, p. 28)

Atualmente, essas brincadeiras, o contato físico vem sendo substituído pela televisão, internet, celular, enfim pela tecnologia. Por isso faz-se necessário que pais e professores abram os olhos para a importância das brincadeiras, das cantigas de ninar, das histórias e da literatura infantil para a vida das crianças e jovens. Pois através delas a criança faz uma viagem de sonho e de puro encantamento. Portanto, o autor enfatiza a importância de compras livros para as crianças desde infância, “o livro infantil é o ponto de partida para um imaginário bem estimulado”

Referência

JOSÉ, Elias. Literatura infantil: ler, contar e encantar crianças. Porto Alegre: Mediação, 2007. 



9 de fev. de 2013

TUDO POR DINHEIRO: ibope pode trazer de volta pastor homofóbico à programa de entrevista em emissora brasileira



Um horror: pastor que possui um patrimônio pessoal de cerca de trezentos milhões de reais (R$ 300.000.000,00) faz apologia homofóbica em emissora de TV brasileira. Abaixo um interessante artigo de Walter Hupsel:

Absolutamente

Por Walter Hupsel

No domingo dia 03, Marília Gabriela entrevistou um certo pastor famoso que tem, segundo a revista Forbes, um patrimônio pessoal de cerca de trezentos milhões de reais (R$ 300.000.000,00). O tal pastor é conhecidíssimo por seu conservadorismo e homofobia.

(Não direi o nome do pastor. Vai que na terceira menção ao seu nome ele aparece!)

A entrevista foi pessimamente conduzida. Os sofismas e a retórica do pastor passaram batidos pela entrevistadora. Mas deu audiência e o SBT já estaria planejando uma nova entrevista com o este senhor. Para a TV, dinheiro é tudo, mesmo que tenha que dar voz ao discurso de ódio.
O tema principal, claro, foi a homossexualidade. O pastor veio com ladainhas retóricas sobre temas no qual é completamente ignorante, mesmo em psicologia, área de sua graduação.

O pastor tentou usar argumentos "científicos" para justificar sua homofobia (que “ama o homossexual e o assassino”), e falou uma dúzia de bobagens destinada a convencer os já convencidos. Sobre genética, evolução, biologia, psicologia... só bobagens. Mas cumpria ali seu papel de jogar argumentos para seu público.

Depois disso, as redes sociais foram invadidas por “respostas” ao pastor, de cientistas que entendem do riscado, que demoliram os argumentos pseudo-científicos do, bem, chamá-lo-ei de Beetlejuice.
Eles nascem homossexuais? Isso é genético? É ‘alma’? Ou seria um ambiente propício? É natural? Cultural? Ambos?

Da minha parte, não me importa o que a ciência diz. Ela já disse tantas coisas, já justificou tantos preconceitos e assassinatos por aí. Até a década de 1970, por exemplo, a homossexualidade era considerada uma doença ou perversão, isso embasado na tal “ciência”.

O que realmente importa é que existem homossexuais, que são pessoas como qualquer outra. Como pessoas, devem ter direitos exatamente iguais, cidadania plena. Direitos e cidadania que pessoas como o pastor Beetlejuice não admitem.
Para estas, suas crenças devem dominar o mundo e ser a crença de todos. É uma visão absoluta, que não admite contraditório, não admite nada que não se encaixe na sua visão de mundo, tendo que todos se converterem a ela.
Não é menos sintomático que o pastor acabe sua entrevista dizendo que é “contra” o divórcio (faltou a pergunta: “deveria ser proibido?” ao que, creio, teria um “sim” como resposta).

Além deste discurso bonzinho que ama “os homossexuais e os assassinos”, o absolutismo do pastor encontra um, e apenas um inimigo: a visão estereotipada que fazem do islamismo. Respeita o papa católico como um líder de uma religião, mas enxerga o Islã como “um radicalismo muito horroroso”, afirmou.

Nesta visão completamente deturpada e estereotipada, o Islã é um outro absoluto, assim sendo, um espelho. Beetlejuice se reconhece neste espelho, só não pode admitir.

Por isso nada adianta colocar discursos científicos ou mesmo bíblicos no debate. O que realmente interessa é a integridade e a dignidade humana. E isso é para todos, absolutamente.

Fonte: On The Rocks – qui, 7 de fev de 2013. In Blog Educar sem Violência. Cida Alves. Acesso em: 09 fev. 2013.

5 de fev. de 2013

Brinque o carnaval sem brincar com os direitos das crianças e adolescentes.

Esse ano vamos brincar o carnaval sem brincar com os direitos das crianças e adolescentes. Diga não à violência sexual contra crianças e adolescentes. Diga não ao trabalho infantil. Diga não ao Tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual. Diga não a todo tipo de violação da infância e adolescência. Disque 100 e garanta o carnaval de nossas meninas e meninos do Brasil.

Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=476783155702946&set=a.384409631606966.85472.165251083522823&type=1&theater. Acesso em: 05 fev. 2013.

4 de fev. de 2013

Sobre o amor e o cuidado com o outro

“A palavra é a maior obra civilizatória construída pela humanidade, mas são os atos que salvam o mundo” (Cida Alves).
Sobre o amor e o cuidado

É muito difícil conceituar o amor, mesmo por que ele se configura diferente em cada tipo de relação humana, pai e filho, mestre e aprendiz, irmãos, amigos, companheiros…
O amor pode ser manso, intenso, recatado, espontâneo, alegre, contemplativo, firme, delicado, mas com certeza ele não se sustenta na distância, na frieza, na polidez de palavras vazias de afeto e na pieguice.
Acredito que o amor só cumpre sua missão se for convertido em gestos de cuidados que considerem as dificuldades e as reais necessidades do outro.
Estimado leitor,
Nesse domingo deixo com você algumas tentativas de definição do amor. Ashey Montagu, Marta Medeiros e o filme “Intocáveis” estão aqui para apresentar as suas versões desse sentimento.


Pai Canguru
Foto de pai canguro em uma UTI neonatal

“Amor, uma palavra frequentemente usada, mas poucas vezes por cientistas em seu papel científico, raramente é definida. Uma definição breve seria: comportamento calculado para conferir a um outro benefícios de sobrevivência, de forma criativamente ampliada. Para a criança dependente, consiste na satisfação de suas necessidades básicas, assim como das necessidades perceptivas como tato, visão, audição e experiência vestibulares, orais e gastrointestinais, para enumerar as mais óbvias. Ainda mais importante que isso é a comunicação do sentimento de profundo envolvimento no bem-estar do outro, de que a criança possa depender de você para o apoio, o sustento e os estímulos que ela requer para ter a sensação de segurança, tão essencial para o desenvolvimento sadio” (MONTAGU, 1978, p.197).

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Cena do filme A delicadeza do amor

Sentir-se amado
O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros



Dedico essa postagem a minha querida orientadora Ruth Catarina, que é meu guia amoroso (no sentido freiriano) de como ser uma educadora que faz do processo de ensinar uma coisa de gente inteiro e não pela metade.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. Acesso em: 04 fev. 2013.

2 de fev. de 2013

Crescer sem violência



© UNICEF/BRZ/Claudio Versiani
A violência contra crianças e adolescentes se manifesta em todos os lugares. Pode ser na comunidade onde moram, na escola, nas instituições socioeducativas e na família.
Para dar uma resposta positiva ao problema, há que se considerar uma faceta cruel dessas agressões: a invisibilidade. Muitos dos casos de violência, seja ela física, sexual ou psicológica, não são notificados e, muito menos, investigados. A vulnerabilidade é ainda maior quando se fala em pessoas com deficiência, negros, adolescentes em conflito com a lei, moradores de rua e de meninas e meninos que vivem em comunidades populares dos grandes centros urbanos.
As prioridades do UNICEF no enfretamento da violência contra crianças e adolescentes são:
• Combater o abuso físico e sexual de crianças em casa; 
• Prevenir a violência contra adolescentes, em especial, homicídios e exploração sexual, considerando as questões de raça e gênero;
• Promover reformas na justiça juvenil e nas políticas e práticas de proteção à criança com finalidade de reduzir a institucionalização e a violência contra a infância e adolescência.

Fonte: http://www.unicef.org/brazil/pt/activities_9410.htm. Acesso em: 02 fev. 2013