14 de mai. de 2013

Projeto fotográfico a serviço da proteção da imagem da vítima de violência sexual



Foto 2
“Pare de fingir que você é um ser humano.”


“Difícil acreditar, mas ainda nos dias de hoje, há pessoas que acham que vítimas de abuso sexual tiveram algum tipo de culpa por terem sido molestadas. Pra quebrar esse paradigma que torna a vida das vítimas ainda mais difícil, a fotógrafa Grace Brown iniciou em 2011 o Projeto Unbreakable, no qual sobreviventes de abusos sexuais são fotografadas segurando uma frase do violentador.

Até hoje, ela já fotografou mais de 400 pessoas, e diz ter recebido milhares de emails de vítimas que decidiram se expor com coragem, como forma de enfrentar o passado de frente e alertar para esse problema lamentável que ainda é muito recorrente na nossa sociedade atual. O projeto é forte e impactante, mas tem um papel importante para aumentar o diálogo na sociedade sobre esse tema. Veja algumas fotos do projeto” (Jaque Barborsa).

Foto 1
“Seus pais foram jantar, mas não se preocupe – eu vou cuidar de você.”

Foto 3
“Isso fica entre nós” – meu avô, quando eu tinha 6 anos, depois 16, quando as memórias voltaram.

Foto 4
“O que temos é tão especial, que as outras pessoas não vão entender.”

Foto 5
“Você é uma menina má, não eu. Se lembre que você começou tudo isso.”

Foto 6
“Você gosta disso?”

Foto 7
“Não se preocupe, meninos geralmente gostam disso.”

Foto 8
“Você é bonita demais pra ser lésbica.”

Foto 9
“Me dê um beijo de boa noite.”

Foto 10
“Ande logo e arrume essa bagunça” – ele se referindo ao sangue e sêmen no chão.

Foto 12
“Ninguém vai acreditar em você. Sou seu marido – é a sua palavra contra a minha”.


Veja mais fotos do projeto aqui.

Se você também sofreu algum tipo de violência sexual e quer participar do projeto, basta entrar em contato pelo email:  projectunbreakablesubmissions @gmail.com.
Colaboração de Avimar Junior, psicólogo e mestre em educação pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação – UFG.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2013. Disponível em: http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/2013/05/projeto-fotografico-servico-da-protecao.html. Acesso em: 13 maio 2013.

10 de mai. de 2013

Aluna escreve carta para professora e diz ser abusada pelo pai, em Goiás


Ela conta que sofre abuso há cinco anos e também é espancada.
Pai foi preso em flagrante, em Luziânia; polícia investiga conivência da mãe.

Uma adolescente de 15 anos escreveu uma carta para a professora denunciando que o pai dela, de 32 anos, a estuprava, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. No texto, ela conta que é abusada há cinco anos. A professora entregou a carta ao Conselho Tutelar, que avisou à Polícia Militar. O suspeito foi preso em flagrante, na quinta-feira (9).
A garota detalhou os abusos na carta. “Era espancada todos os dias, como também sofria de abuso sexual”, escreveu.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe da adolescente afirmou que soube do caso somente na semana passada. A mulher alegou ainda que foi ameaçada pelo companheiro para que não denunciasse.
De acordo com a delegada Dilamar Aparecida de Castro , será investigado se o estupro acontecia com conivência da mãe. “Nós vamos verificar toda essa situação. Há necessidade de investigação para que possamos concluir os fatos”, afirma. O pai da garota prestou depoimento e, em seguida, foi encaminhado para o presídio de Luziânia.

9 de mai. de 2013

'Preferia que meu filho tivesse câncer', diz pai em anúncio


Filho de Alex Smith tem rara doença genética degenerativa; ele espera conseguir fundos para pesquisas.


Alex Smith com o filho Harrison (Foto: Harrison's Fund/via BBC)

"Eu preferiria que meu filho tivesse câncer". Com essa frase provocativa, o britânico Alex Smith criou um anúncio publicitário publicado em dois conhecidos jornais britânicos.
Seu objetivo era despertar a opinião pública para seu filho Harrison, de seis anos, portador da Distrofia de Duchenne, uma doença genética incurável que causa a degeneração progressiva dos músculos. Segundo Smith, a expectativa de vida de seu filho é de apenas 25 anos.
O anúncio causou polêmica: a frase original, em inglês -- I wish my son had cancer --, pode ser lida simplesmente como "gostaria que" ou "quem me dera meu filho tivesse câncer"."Não há chances (de recuperação) ou medicamentos para ajudar, apenas a certeza de uma vida muito curta, marcada por uma doença debilitante que o deixará incapaz de se mover até que seu coração ou pulmões desistam de sua batalha", diz Alex, no site www.harrisonsfund.com.
"Como eu poderia desejar que meu filho tivesse uma doença tão terrível? Mas a verdade é que o diagnóstico de câncer, ainda que duro, é preferível ao diagnóstico do meu filho", declarou Smith à BBC.
"A maioria dos cânceres infantis são curáveis atualmente. Harrison não tem essa chance. E eu faria qualquer coisa para que meu filho vivesse mais do que eu".
Pesquisas
Com o anúncio, Smith pede doações para a causa. "Minha única esperança é levantar o máximo de dinheiro possível para pesquisas científicas" que curem ou ao menos amenizem a doença, diz a peça publicitária.

Mas, ciente de que a cura pode não chegar a tempo para salvar Harrison, Smith disse que deseja também "iniciar a conversa sobre a doença", da qual ouviu falar pela primeira vez em 2011, quando seu filho foi diagnosticado.
Precisei aumentar o volume [para ser ouvido]"
Alex Smith, pai de Harrison
"É muito difícil conseguir financiamento [para pesquisas a respeito da doença]. Não há histórias bonitas de sobrevivência. Então precisei aumentar o volume [para ser ouvido]", afirmou à BBC. "Harrison tem uma rara mutação [do mal de Duchenne], então a expectativa de cura é pequena. Mas esperamos poder ajudar outras pessoas como ele".
A Distrofia de Duchenne afeta, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma a cada 3,5 mil crianças do sexo masculino. É um mal genético ligado ao cromossomo X, em que a ausência de uma proteína provoca a degeneração progressiva dos músculos.
Em muitos casos, as crianças perdem a capacidade de andar aos 12 anos de idade.
Smith -- que é casado e tem outro filho, de quatro anos -- conta que Harrison é hoje um menino extrovertido que gosta de correr, mas que está perdendo cada vez mais a habilidade de fazê-lo. "Ele luta para conseguir se levantar do chão e não corre mais com facilidade. É frustrante para ele e de cortar o coração para nós".
O pai ainda não contou ao filho a baixa expectativa de vida associada à doença. "Não é algo que uma criança de seis anos precise saber. Mas vai chegar um momento em que ele vai 'googlar' a respeito e teremos que ter essa conversa".

6 de mai. de 2013

Morre menina baleada ao defender o pai após briga por pizza, em Goiás


Equipe médica anunciou a morte cerebral na manhã desta segunda-feira.
Garota de 11 anos abraçou o pai para defendê-lo e foi atingida na cabeça.



Morre menina baleada ao tentar defender o pai em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Kerolly Alves Lopes, de 11 anos, teve morte cerebral (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)








A  Kerolly Alves Lopes, de 11 anos, baleada ao tentar defender o pai durante uma briga em uma pizzaria de Aparecida de Goiânia, morreu no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A equipe médica da unidade de saúde fez o anúncio na manhã desta segunda-feira (6), quando foi concluído o protocolo de morte cerebral, que foi constatada às 20 horas de domingo (5). Ela estava internada na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) desde o dia 27, quando foi atingida por dois disparos. O  crime teria acontecido após uma discussão por causa de uma pizza entre o dono de uma pizzaria, George Araújo, e o pai da menina, o serralheiro Sinomar Lopes, que era cliente do estabelecimento. A vítima e a irmã Pérola Alves Lopes, de 14 anos, abraçaram o pai quando viram a arma apontada para ele. O suspeito então atirou três vezes. Dois disparos atingiram a adolescente, na perna e na cabeça. O atirador fugiu do local. Ele teve a prisão preventiva decretada e está foragido.
Os médicos tinham explicado que a bala atravessou a cabeça dela e, por isso, o estado de saúde da garota era considerado gravíssimo. A equipe médica informou na semana passada que menos de 10% de pessoas sobrevivem a este tipo de lesão. "É bastante grave a lesão em si. E ela também está correspondendo à lesão. Ela também tem um quadro clínico bastante grave", explica Nasser Tannús, diretor técnico do Hugo.

Vídeo
A câmera de segurança do estabelecimento registrou o momento em que o serralheiro entra na pizzaria (veja vídeoao lado). Do lado de trás do balcão está o proprietário. Há dois meses, os dois tinham discutido porque Sinomar não quis pagar por uma pizza que havia demorado muito. Armado, George manda Sinomar sair. Do lado de fora, as duas filhas de Sinomar tentam tirá-lo dali.

"Eu cruzei os braços e falei pra ele, sabe: Você quer atirar? Você atira, pode atirar. Virei as costas ainda pra ele atirar, ele não atirou em mim, você entendeu?", relata o serralheiro.
Pérola Lopes relata os minutos de tensão: "Quando eu vi o homem já tava apontando a arma pra ele. Eu falei assim: 'Solta a arma, por favor'. Nisso minha irmã já saiu do carro correndo, aí abraçou meu pai e eu também, puxando ele pra ir pro carro. Aí o homem falou: 'Vocês saem da frente, saem da frente'. Aí a Kerolly falou: 'Moço, por favor, abaixa essa arma'".
Pai de menina baleada se sente culpado por filha ter sido atingida, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Pai de Kerolly, Sinomar Lopes: 'Me sinto culpado'
(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
O vídeo mostra quando as meninas cercam o pai, puxam, mas Sinomar insiste em ficar. Uma delas pede ajuda para um homem que passa pela rua, mas ele foge.
Pelas imagens do vídeo, é possível ver quando Kerolly deixou o pai e a irmã mais velha na calçada e correu em direção a uma farmácia, em busca de ajuda. Nesse momento, George se aproxima de Sinomar e de Pérola e faz o primeiro disparo. Pai e filha recuam. Ao ouvir o tiro, Kerolly volta. A partir desse momento, o vídeo não mostra mais o que acontece, mas o suspeito acerta um tiro na cabeça de Kerolly.
Dernorteado, o atirador corre, mas antes de entrar no carro e fugir ele volta até a esquina com o revólver na mão. A fuga de George foi filmada por pessoas que passavam pelo local. As testemunhas se revoltam, mas ele aponta a arma contra elas.
Culpa e dor

Em entrevista ao Fantástico, o pai de Kerolly, Sinomar Lopes declarou se sentir culpado pelo que aconteceu. “Eu me sinto culpado. O que eu estou sentindo é dor demais, é sofrimento pra caramba e mágoa, culpa demais da conta”, declarou.

Ele se emocionou e falou da angústia ao ver a filha hospitalizada. "Hoje eu queria estar no lugar dela. Queria! Eu queria ser naquela hora lá. Porque o pai mesmo é pai e herói do filho, né? Eu estou sentindo no meu coração que, naquela hora, eu não fui ninguém. Uma culpa imensa vendo aquela menina lá", desabafou o pai.
Prisão preventiva
Quinze horas depois da confusão o suspeito de atirar em Kerolly se apresentou em uma delegacia. Ele prestou depoimento alegando ter disparado em legítima defesa, mas não foi preso. A lei determina que alguém seja preso em flagrante apenas se for detido no momento do crime, depois de uma perseguição ou se ainda estiver com a arma usada. Como não havia pedido de prisão, ele acabou liberado.

O suspeito teve a prisão temporária decretada pela Justiça na noite de terça-feira (30). Como a polícia não conseguiu encontrá-lo e o comerciante não se entregou, ele é considerado foragido. O advogado que o acompanhou no depoimento desistiu da defesa.
Fonte: G1, GO, Paula Resende e Elisângela Nascimento. 2013. Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2013/05/morre-menina-baleada-ao-defender-o-pai-apos-briga-por-pizza-em-goias.html. Acesso em: 06 maio 2013.

5 de mai. de 2013

A ARTE DE LER ORALMENTE E DE CONTAR HISTÓRIAS


                                                                    Jorge Silva Sousa*

“[...] a arte de ler oralmente e de contar histórias. As histórias refletem a expressão artística e o imaginário de uma pessoa, uma comunidade ou um povo. Assim, ler e contar oral e expressivamente são artes próximas do teatro”. (Elias José)

Segundo o autor a arte de contar História é tão antiga quanto o homem, e ainda hoje é pouco trabalha nas escolas, por isso seria interessante que as escolas abrissem suas portas, deixar entrar nelas programas e muitas histórias, lida e contadas. Pois, “pela palavra falada e pelo poder da narrativa, estimulamos uma educação dialógica, lírica, poética e lúdica. As Histórias deixam de ser patrimônio pessoal de quem lê ou conta e de quem ouve; passa a ser patrimônio cultural da humanidade” (p. 57). Ouvir e contar história são envolventes e saudáveis para nossa vida. Por isso é importante colocar em prática.
Acredito que há várias formas de ouvir e contar histórias, todas muitas importantes, sendo a arte de ouvir uma das mais importantes, porque do ouvido, surge o interesse das crianças pelas histórias escritas. E a partir desse interesse ela começa e aventura pelo mundo da leitura e da escrita. “A narrativa é uma arte que diverte, educar, ensina, desperta a criança para o espírito ético, para a verdadeira cidadania e, sobretudo, estimula a leitura literária. Mas tudo isso acontece de forma indireta, simbólica, num tom didático e discursivo” (p. 60). Por isso a história criada pelo homem tem o poder mágico de liga à pessoa pelo fio da narrativa. Numa história o homem sai da realidade, sorrir e imagina coisas possíveis e apenas vividas nos sonhos, na fantasia, na poesia e na ficção.

Contar ou ler e ouvir histórias são formas de criar um espaço e um tempo imaginários, integradores. Somos todos iguais, envolvidos e contaminados pelas tramas, ações e reações e jeito de ser das personagens, pelos lugares onde os fatos se passam e pelas palavras e outros recursos narrativos de quem lê ou conta... (p. 62)

Portanto, as histórias contadas para as crianças devem levar a magia, enriquecer, motivar criativamente, culturalmente e afetivamente. Motiva o imaginário e despertam o prazer de ler e de ouvir.

Referência

JOSÉ, Elias. Literatura infantil: ler, contar e encantar crianças. Porto Alegre: Mediação, 2007. 

3 de mai. de 2013

Ex-apresentador da rede BBC admite ter abusado de meninas entre 9 e 17 anos



stuart-hall-AFP
Muito triste essa notícia, mas ela ajuda a desconstruir o mito de que os abusadores sexuais são sempre uns desajustados, bêbados, drogados…. Muitos se escondem atrás da máscara da “respeitabilidade” de bom pai de família ou de competente e honesto profissional.

Stuart Hall, ex-apresentador da rede britânica de notícias BBC, admitiu ter abusado sexualmente de 13 meninas, entre 17 e 9 anos de idade. O britânico de 83 anos fez a confissão durante audiência no dia 16 de abril, segundo o jornal Telegraph, mas a imprensa local só teve acesso à notícia nesta quinta-feira. Ainda de acordo com a publicação, ele se declarou culpado de 14 acusações de conduta indecente contra as meninas.

O crimes aconteceram entre 1967 e 1986. Hall chegou a negar as acusações, dizendo que eram “perniciosas, insensíveis e cruéis”. O britânico também foi acusado de estupro, mas se declarou inocente. O promotor do caso, Peter Wright, decidiu arquivar essa acusação.

O advogado de defesa, Crispin Aylett, pediu perdão pela conduta do réu.
- Ele sente muito pelo que fez, é claro. Através de mim, ele deseja pedir desculpas à vítimas. Ele não é um homem movido pela auto-piedade, mas está muito consciente de sua desgraça - declarou o advogado.

Stuart Hall apresentou o programa de televisão "It's a Knockout", entre as décadas de 70 e 80. Nesse período, ele abusou de uma menina de 9 anos, colocando a mão sob a roupa dela. Ele também beijou uma adolescente de 13, dizendo que "as pessoas precisam mostrar gratidão de outras maneiras".
O apresentador foi descrito pelo promotor Nazir Afza como um "predador oportunista".

- As vítimas não se conheciam e havia quase duas décadas entre o primeiro e o último abuso. Mas quase todas as vítimas, incluindo uma de 9 anos na época, forneceram depoimentos bem parecidos - disse ele aos repórteres. - Seja de maneira pública ou privada, Hall se aproximava delas de maneira amigável, e esperava o momento certo até que a vítima estivesse sozinha. Ele só pode ser descrito como um predador oportunista.

O britânico foi posto em liberdade, depois de pagar fiança. A sentença será anunciada no dia 17 de junho.

Stuart Hall foi um dos grandes apresentadores da BBC, por mais de meio século. Ele está casado há 54 anos e tem dois filhos. No ano passado, o britânico foi condecorado pela rainha Elizabeth com um OBE, uma das ordens da cavalaria britânica, criada em 1917.

Fonte: G1 em 02 de maio de 2013. In: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2013.

1 de mai. de 2013

Mulher desfigurada por soda cáustica passa por transplante de rosto


Americana teve 80% do corpo queimado pelo ex-marido em 2007.
Ela veio a público nesta quarta-feira, após cirurgia feita em fevereiro.






A americana Carmen Blandin Tarleton após transplante de rosto (Foto: Charles Krupa/AP Photo)
A americana Carmen Blandin Tarleton após transplante de rosto (Foto: Charles Krupa/AP Photo)


Uma americana de 44 anos que sofreu queimaduras após ser agredida pelo ex-marido ganhou um novo rosto após ser submetida a um transplante facial total. A cirurgia foi realizada em fevereiro, e nesta quarta-feira (1) ela falou a jornalistas pela primeira vez.
Carmen Blandin Tarleton havia ficado com a face irreconhecível após ser atacada com soda cáustica em 2007.
Imagem mostra a americana Carmen Blandin Tarleton antes do transplante de rosto, com a face queimada por soda cáustica (Foto: Charles Krupa/AP Photo)
Imagem mostra a americana Carmen Tarleton
antes do transplante, com a face desfigurada
(Foto: Charles Krupa/AP Photo)
A cirurgia foi feita em um hospital de Boston e incluiu transplantar a pele da face da doadora no pescoço, nariz e lábios de Tarleton. Músculos faciais, artérias e nervos também foram transplantados.
Quando o procedimento foi finalizado, Tarleton enviou uma declaração por meio de sua irmã, afirmando que estava "realmente bem e feliz". "Quero agradecer à família da doadora o ótimo presente que eles me deram", afirmava a carta. "...Eu me sinto forte e confiante de que tenho força para lidar com o que vier pela frente".
A filha da doadora, Marinda Righter, foi à coletiva de imprensa desta quarta-feira e mostrou uma foto de sua mãe, Cheryl Denelli-Righter.
Cegueira
Além de ter mais de 80% do corpo queimado ao ser atacada pelo ex-marido, a enfermeira ficou cega quando seu agressor bateu nela com um taco de baseball.

Ela teve que passar por mais de 50 cirurgias desde então, que incluíram enxertos de pele e uma técnica que lhe devolveu a visão em um dos olhos.
O transplante de rosto durou 15 horas e foi realizado por uma equipe com mais de 30 profissionais de saúde. O cirurgião chefe, Bohdan Pomahac, afirma que as queimaduras da paciente são as piores que ele já viu em sua carreira. "Carmen é uma lutadora", disse.
A equipe do médico já realizou cinco transplantes faciais no hospital. Ele afirma que o último paciente que tiveram está se recuperando bem.
Marinda Righter, filha da doadora Cheryl Denelli-Righter, abraça Carmen Tarleton; à dir., ela mostra a foto de sua mãe (Foto: Charles Krupa/AP Photo)Marinda Righter, filha da doadora Cheryl Denelli-Righter, abraça Carmen Tarleton; à dir., ela mostra a foto de sua mãe (Foto: Charles Krupa/AP Photo)



Fonte: G1, Da Associated Press . 2013. Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/05/mulher-desfigurada-por-soda-caustica-passa-por-transplante-de-rosto.html. Acesso em: 01 maio 2013.