14 de ago. de 2014

Gerente de orfanato espanca crianças no Egito e vai preso após vídeo feito pela própria mulher


Um vídeo chocante que vem sendo compartilhado nas redes sociais tem causado revolta entre internautas por todo o mundo. Nas imagens, o gerente de um orfanato no Egito bate com um pedaço de pau e chuta várias crianças que moravam no local até que elas gritassem de dor.
Osama Mohamed Othman, o agressor, era gerente do Orfanato Dar Meca Al-Mokarama, em Giza, e foi denunciado pela própria mulher, Elham Eid Awad, que fez as imagens sem que ele percebesse. "Ele costumava bater nas crianças e é por isso que eu o filmei e coloquei o vídeo na internet", disse ela ao jornal local Al-Ahram. Ainda de acordo com o jornal, as imagens foram feitas há cerca de dois meses.


O vídeo foi publicado no domingo, 4 de agosto, e se espalhou rapidamente pelo país. Já no dia seguinte à divulgação das imagens, o presidente egípcio, Abdul Fattah Al Sissi, pediu que medidas fossem tomadas para que os 'malfeitores' fossem levados à justiça rapidamente. Osama Mohamed Othman foi preso pelas autoridades egípcias no mesmo dia e os órfãos foram transferidos para um novo orfanato. Ele alegou que tratava os órfãos como filhos e que o castigo aconteceu após eles ligarem a TV e abrirem a geladeira sem sua permissão.
A ministra da Solidariedade Social do Egito, Ghada Wali, disse ainda que um inquérito foi aberto para investigar o abuso e a transferência das crianças foi feita por uma questão de segurança. Se condenado, de acordo com a legislação local, o réu pode ser preso por sete anos de prisão.
No Brasil, mesmo após a prisão do homem, o vídeo vem sendo compartilhado nas redes sociais e tem gerado revolta. Uma das reproduções, feita por um usuário do Facebook que mora em Maceió, já atinge a marca de mais de 300 mil compartilhamentos.



Fonte: Extra. Disponível em: http://extra.globo.com/noticias/mundo/gerente-de-orfanato-espanca-criancas-no-egito-vai-preso-apos-video-feito-pela-propria-mulher-13600806.html#ixzz3AP8G2clg. Acesso em: 14 ago. 2014. 

4 de ago. de 2014

Bebê morre após ser esquecida dentro de carro pela mãe nos EUA

April e Skyah Suwyn Foto: Reprodução / gofundme.com

Uma bebê de apenas 11 meses morreu após ser esquecida pela mãe dentro de um carro, em Utah, nos Estados Unidos, na última sexta-feira. De acordo com informações do jornal The New York Daily News, a pequena Skyah Suwyn ficou algumas horas presa no veículo, sob um calor de 32ºC, entre o fim da manhã e início da tarde. Quando April percebeu que a filha estava presa, acionou os paramédicos, já era tarde.
A manicure se defendeu dizendo que naquele dia havia deixado seus outros dois filhos pequenos com uma babá. Ela, então, saiu com a pequena. Ao voltar para casa, no fim da manhã, por causa de uma obra na rua, ela estacionou a alguns metros de casa e deixou Skyah no carro. A mãe alegou que estava com muita vontade de usar o banheiro e que a deixaria sozinha apenas por uns minutos. Porém, April acabou se esquecendo da filha.
A mãe não se pronunciou sobre a morte da pequena
A mãe não se pronunciou sobre a morte da pequena Foto: Reprodução / gofundme.com
Por volta das 13h, a mulher voltou ao veículo para buscar os filhos com a babá. Foi quando se deu conta de que havia deixado Skyah no carro. Ela chegou a chamar os paramédicos, que levaram a menina de helicóptero para o hospital local, mas a pequena não resistiu e morreu ao dar entrada na unidade.
O bebê tinha apenas 11 meses
O bebê tinha apenas 11 meses Foto: Reprodução / gofundme.com
A polícia de Utah está investigando o incidente. Até o momento, ninguém foi responsabilizado pela morte da menina. April não se pronunciou sobre o caso, mas de acordo com a irmã dela, Aimee Wright, ela está se culpando pelo acontecido.
Uma página de arrecadação de fundos em solidariedade à família foi criada na internet. Nesta segunda-feira, o site já havia arrecadado mais de R$ 29 mil.
Segundo o The New York Daily News, Skyah é a 20ª criança a morrer de insolação após ser deixada em um carro em 2014 nos Estados Unidos.

31 de jul. de 2014

Laudo do IML diz que bebê morreu após ser espancado, em Iporá, GO

Com a divulgação, polícia decidiu indiciar a mãe e o padrasto por homicídio.
Homem afirmou que enteada havia morrido após cair de tanque durante banho.


O Instituto Médico Legal (IML) divulgou um laudo nesta quinta-feira (31) afirmando que o bebê de 1 ano e 11 meses que, segundo seu padrasto, teria morrido após cair de um tanque enquanto tomava banho, na verdade foi vítima de espancamento. O caso ocorreu há cinco dias, em  Iporá, na região oeste de Goiás. Após ser atendida em uma unidade de saúde da cidade, a criança foi transferida para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) com diversos hematomas pelo corpo, além de afundamento craniano e não resistiu aos ferimentos.
Segundo a polícia, após a divulgação do documento, o padrasto da criança, de 18 anos, e a mãe, uma menor de 16, que até então sustentavam a mesma versão de que a criança morreu após o acidente doméstico, começaram a trocar acusações. “Depois de ser inquirido novamente, o padrasto disse que não foi acidente, que na verdade todas as lesões foram provocadas pela mãe da criança. Já a mãe afirma que não estava em casa no momento do fato e que não é responsável por nenhuma das agressões”, disse Ainda de acordo com o delegado, os dois serão indiciados por homicídio doloso qualificado. Avelino afirma que, pelos laudos, ficou comprovado que o crime aconteceu por motivo banal e a ação impediu a defesa da vítima. A pena para esse crime é de até 30 anos de prisão.
O padrasto, confome o delegado, já está detido no presídio de Iporá. Já a mãe, por ser menor, está em liberdade. Porém, a polícia já enviou um pedido à Justiça para a adolescente seja internada provisoriamente.
Crime
O acidente ocorreu na manhã de sábado (26), na casa em que o padrasto morava com a mãe do bebê. De acordo com o depoimento inicial do suspeito, ele deixou a menina no tanque para pegar uma toalha para enxugá-la. “Ele conta que pegou a criança do chão, deixou ela brincar um pouco e depois a colocou para dormir. Quando a mãe chegou em casa, ela viu que a criança estava sonolenta, estranha e a levou para o hospital”, informou ao G1 o delegado que registrou o plantão, Ronaldo Leite.

hospital suspeito foge Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Criança foi transferida para o Hugo e morreu devido
aos ferimentos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Segundo a polícia, o médico plantonista desconfiou da história apresentada pela mãe do bebê e acionou a polícia. Devido à situação da menina, o padrasto foi preso em flagrante. O delegado o autuou por abandono de incapaz que resultou em lesão grave, pois, até então, a criança não havia morrido.
Com o agravamento do estado de saúde da menina, ela foi transferida para o Hugo, onde morreu.
Após a morte da menina, a avó materna registrou boletim de ocorrência no Posto Policial do Hugo. Ela disse aos agentes que um médico de Iporá a informou que as lesões da criança podiam ser decorrentes de espancamento.e ao G1 o delegado Victor Pereira Avelino.
Fonte: Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera. 2014. Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/07/laudo-do-iml-diz-que-bebe-morreu-apos-ser-espancado-em-ipora-go.html. Acesso em: 31 jul. 2014. 

27 de jul. de 2014

Rubem Alves - “acima de tudo um grande defensor das crianças”

Adeus meu professor de sensibilidade!


"Sempre fui louco por jardins, uns acham que eu não acredito em Deus. Como não acreditar em Deus se há jardins? Um jardim é a face visível de Deus e essa face me basta".

"Vivi muito tempo no mundo acadêmico. O mundo acadêmico é um lugar perigoso, dá medo. É muito difícil viver na universidade e continuar a cultivar os próprios pensamentos. É muito mais seguro ficar moendo os pensamentos dos outros".

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para pássaros desaprenderem a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle, deixaram de ser pássaros porque a essência dos pássaros é o voo".

"A inteligência é igual a um pênis. Um órgão excretor, flácido, ridículo, depressivo, está sempre olhando para o chão. Mas se for provocado ele sofre transformações hidráulicas extraordinárias, assume a forma de um foguete intercontinental porque dá vida e prazer. A inteligência é a mesma coisa. Não é que o aluno não seja inteligente. É que o professor que não fez o trabalho de estimular esse órgão que se chama inteligência".

"A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo".
Rubem Alves
Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. 

16 de jul. de 2014

Bater não educa ninguém! Práticas educativas parentais coercitivas e suas repercussões no contexto escolar - Naiana Dapieve Patias; Aline Cardoso Siqueira; Ana Cristina Garcia Dias


PlanetariodeSantaMaria
Divulgando o relevante trabalho das pesquisadoras Naiana Dapieve Patias, Aline Cardoso Siqueira e Ana Cristina Garcia Dias – Universidade Federal de Santa Maria

RESUMO

O objetivo deste artigo é refletir sobre os efeitos das práticas educativas coercitivas para o desenvolvimento da criança e do adolescente, buscando compreender sua influência no comportamento e na aprendizagem em ambiente escolar. A partir da análise assistemática de estudos sobre o tema, foi possível compreender que as estratégias coercitivas que se utilizam da força física para educar estão associadas a resultados negativos no desenvolvimento humano da criança e do adolescente, como comportamentos agressivos e baixa autoestima, constituindo-se em risco ao desenvolvimento saudável. Contudo, tais práticas são compartilhadas socialmente e consideradas naturais pelas famílias, não havendo, muitas vezes, o conhecimento de outras formas de educar. Sendo a escola um importante ambiente de interação das crianças, ela tem sido chamada a engajar-se nessa temática. Assim, discutem-se formas de instrumentalizar os profissionais da educação para a identificação dos casos de uso de estratégias coercitivas e violência física na educação dos filhos, como também ações preventivas junto aos estudantes e à comunidade. Para que o propósito seja alcançado, órgãos responsáveis pela defesa dos direitos da criança e psicólogo escolar poderão atuar juntamente com a escola, auxiliando-a nesse processo. O psicólogo pode trabalhar com os pais no sentido de apresentar formas de educar que não passem pela perspectiva da violência, prevenindo, assim, danos ao desenvolvimento e comportamentos que dificultam a aprendizagem. Fomentar reflexões sobre essa problemática fará com que os valores da educação sem violência tomem espaço nas famílias, contribuindo para que as crianças tornem-se adultos saudáveis no futuro.

Palavras-chave: Educação - Família - Escola - Prática coercitiva.

Acesse o artigo completo AQUI

Naiana Dapieve Patias - Especialista em Criança e Adolescente em Situação de Risco pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). E-mail: naipatias@hotmail.com. Universidade Federal de Santa Maria

Aline Cardoso Siqueira - Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e docente do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). E-mail: alinecsiq@gmail.com. Universidade Federal de Santa Maria

Ana Cristina Garcia Dias - Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e docente da Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Universidade Federal de Santa Maria

Foto do Planetário da Universidade Federal de Santa Maria (RS)

8 de jun. de 2014

Infância roubada – Eleonora Ramos

Infância roubada – Eleonora Ramos

Adoção Monte SantoCrianças retornaram para casa depois de 1 ano e 6 meses.

Parece, e é, título de filme. Mas, no caso das cinco crianças vitimas de tentativa ilegal de adoção em Monte Santo, é a pura e cotidiana realidade. Há três anos, três longos anos, em junho de 2011, viveram a grande ruptura com a vida normal, como a vida de qualquer criança sertaneja pobre. O que aconteceu naquele fim de tarde, quando foram tirados de casa e entregues a desconhecidos, com os quais viveriam por 18 meses, já se sabe. Do que se seguiu na primeira noite, nos primeiros dias e noites, semanas, meses, certamente, o pior era compreender o incompreensível.Continuavam irmãos, era o que lhes diziam, mas agora tinham novos pais. Por que? Por que? Os mais velhos, então com seis e cinco anos, queriam saber. E souberam. Sua mãe deu vocês porque era pobre, papai do céu mandou, vocês não tinham as coisas e agora vocês vão ter tudo, sua mãe não cuidava de vocês, sua mãe bebe, papai do céu não gosta. Lavagem cerebral cruel, com gosto de chocolate kopenhagen.

A revogação das guardas, em novembro de 2012 e o conseqüente retorno das crianças, em dezembro, deram início a implacável perseguição à família, pelos ex-guardiões e seus advogados. Restava-lhes provar que as crianças estariam sofrendo maus-tratos, já que “pobreza não é motivo”. Era preciso mostrar a incapacidade dos pais para cuidar dos filhos, a partir da desqualificação da mãe como guardiã e mulher. Assim foi feito.

O processo de desestabilização da família foi evidente e violento nos primeiros quatro meses, com a possível participação da polícia civil de Monte Santo e a omissão do Ministério Público. Abordados na rua, fotografados, apontados, as crianças não tiveram paz até que mãe e filhos mudaram-se às pressas para outra cidade, onde vivem hoje longe dos avós, dos primos, em novo exílio, sob estrita vigilância do MP.

Explica-se. Maus-tratos comprovados são a única chance de impedir a mãe biológica, ou qualquer outra mãe, de conviver com os filhos e, em busca de tais maus-tratos salvadores, as quatro famílias paulistas têm recebido muitos, veementes e surpreendentes apoios.

A deputada Lilian Sá do PROS/ RJ, por exemplo, requereu que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal vá à casa das crianças verificar como estão e como vivem. Não, não é uma piada de mau-gosto. É isso mesmo. Para que pobre quer privacidade, respeito? E o que move a deputada? Solidariedade com a “dor” das famílias ex-guardiães?

Mas, afinal, por que tanto interesse no destino dessas crianças e no desfecho processual do caso? Por que essa reação tão forte de grupos e associações à sentença judicial? Por que esses mesmos grupos e pessoas ainda defendem a concessão dessas guardas, após o CNJ tê-las considerado ilegais e afastado o juiz que as concedeu? Essas perguntas podem ser respondidas por outras perguntas.

Por que não aconteceram processos de adoção ou guarda provisória em Monte Santo e região nos últimos dois anos? Por que a escrivã da comarca já não busca crianças para “salvar da miséria”? Por que tantas e atabalhoadas tentativas de alterar leis que regulamentam a adoção? Porque os abrigos da cidade de Gaspar/SC, que, em 2012 reuniam mais de cem crianças, tem atualmente menos de quinze? Não existem mais crianças pobres em risco que precisem ser adotadas com urgência? Por que tanta movimentação em Brasilia – CNJ, OAB, SDH, IBDFAM,AMB e agora a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que, parece, continua contaminada pela desastrosa passagem por lá do tal Marcos Feliciano?

Afinal, quais são os reais objetivos dessa Associação de Apoio aos Grupos de Adoção, além de fraternalmente ajudar aqueles que querem adotar crianças, pelo jeito, crianças que não estão disponíveis, porque não é preciso ajuda para adotar as que superlotam os abrigos em todo o Brasil. Só em São Paulo, são mais de duas mil.
Seja o que for que está por trás de toda essa preocupação com o “instituto da adoção”, conseguiu roubar a infância de cinco crianças, que há três anos atrás cresciam pobres mas felizes no sertão da Bahia.

Eleonora Ramos – Jornalista, Salvador\Bahia

Foto: capturada no jornal A TARDE

Fonte: Blog Educar sem Violência. Não bata, eduque. Cida Alves. Acesso em: 8 jun. 2014. 

3 de jun. de 2014

40 insuportáveis segundos! Mas real o bastante para mostrar como é desesperador o sofrimento e o desamparo das crianças que sofrem violências físicas cotidianamente dentro de sua própria casa



(caso a legenda não apareça automaticamente, clique no link legenda que fica no rodapé do vídeo)

“Não posso esperar até eu crescer. Eu tenho direito de ser feliz. De ser cuidado e acolhido. De sentir-me amado. De ser escutado e ouvido. De nunca, mais tremer de medo. Nem jamais ser empurrado, golpeado, chutado ou sacudido... Lutarei pelo direito de crianças como eu que não tem infância. Não posso esperar até eu crescer...”.
Comercial da ISPCC – Always here for Children


Enviado por Helenilza Teixeira em 30 de maio de 2014

Fonte: Blog Educar sem Violência, não bata, eduque. Cida Alves. 2o14. Acesso em: 03 jun. 2014.