23 de jul de 2013

SEUS FILHOS: COMPORTAMENTO

Comportamento negativo dos pais aumenta risco de a criança se envolver com bullying


De acordo com nova pesquisa, filhos de pais e mães superprotetores ou negligentes têm mais chance de sofrer e também praticar bullying com os colegas

Crescer Online

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Pesquisadores da Universidade de Warwick, nos Estados Unidos, analisaram informações coletadas por 70 estudos diferentes, de 1970 a 2012, envolvendo mais de 200 mil crianças, para comprovar, mais uma vez, que o comportamento dos pais tem influência direta nas atitudes dos filhos – e que isso pode acontecer para o bem ou para o mal. 

Para elaborar a análise, os profissionais dividiram o comportamento dos adultos em duas categorias distintas: o positivo (que incluiu características como autoridade, comunicação, envolvimento, apoio, supervisão e afeição) e o negativo (como abusos, negligência e superproteção). Em seguida, compararam todos os dados das famílias, chegando à conclusão de que o comportamento negativo dos pais aumenta o risco de a criança sofrer e também praticar bullying

“As pessoas normalmente assumem que o bullying é um problema das escolas, mas este estudo deixa claro que os pais têm um papel muito importante na questão”, afirmou, em nota, o professor Dieter Wolke, um dos autores do texto. “É vital que todos entendam isso para que sejam feitos programas de intervenção não só nas instituições de ensino, mas também dentro das casas dessas famílias, encorajando as práticas positivas”, completou. 

O professor explicou ainda porque a superproteção foi incluída na lista de comportamentos negativos. De acordo com ele, as crianças precisam de apoio, mas não podem ser banidas de todas as experiências negativas. “Quando fazem isso, os pais não deixam os filhos aprenderem quais são as melhores maneiras de lidar com seus problemas e fazem com que eles se tornem mais vulneráveis”, disse.

Fonte: Revista Crescer. 2013. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI336889-15151,00.html. Acesso em: 23 jul. 2013. 

18 de jul de 2013

Um lamento sem fim…. uma tragédia anunciada!

Em Rio Verde (GO), bebê de dez meses morre vítima de traumatismo craniano, varias fraturas ósseas e rompimento de víscera.


Pai biológico denunciou a violência física contra seu filho!
Conselheiro Tutelar identificou marca de queimadura no corpo do bebê.
O que faltou para que a vida dessa criança fosse protegida?


A mãe e o companheiro são suspeitos de agredir um bebê de 10 meses até a morte, em Pires do Rio , no sul de Goiás. Conforme a declaração de óbito, divulgada na quinta-feira (11), a criança foi vítima de maus-tratos e sofreu traumatismo craniano, fratura de ossos e lesão nos rins.

Quando o menino morreu, no dia 3 deste mês, o padrasto disse à polícia que ele teve um convulsão dentro do carro. Contudo, o delegado que investiga o caso, Wanger Luiz Bernardes, informou ao G1 que, com a conclusão do documento de óbito, tudo leva a crer que houve um homicídio. “Vamos investigar quem cometeu o crime. Os principais suspeitos são a mãe e o padrasto da criança”, aponta.

Antes do bebê morrer, o pai já havia denunciado ao Conselho Tutelar que a ex-companheira e o marido dela maltratavam o filho.

Depoimento

Em depoimento aos policiais antes da conclusão do documento, o padrasto alegou que deixou a criança no carro porque ela chorava muito. Ao retornar ao veículo para pegar o menino, contou, ele estava dando convulsão. “A declaração de óbito confronta esta versão. No documento está claro de que houve maus-tratos”, afirmou o delegado.

O menino foi levado pela mãe ao Hospital Municipal Benedito Rodrigues do Nascimento, em Pires Belo. A criança chegou com parada respiratória à unidade de saúde, mas não resistiu.

A Polícia Civil deve ouvir o padrasto novamente na tarde desta sexta-feira (12). Além dele, também foram intimadas a mãe do bebê e a irmã dela, que estaria com o casal no momento em que o menino morreu.

O delegado informou que o criminoso deverá responder por homicídio duplamente qualificado. A pena para este tipo de crime é de 12 a 30 anos de prisão.

Denúncia

Uma informação que reforça a suspeita sobre a mãe e o padrasto foi dada pelo pai do bebê ao Conselho Tutelar dias antes do crime. Na ocasião, ele afirmou aos conselheiros que o filho estava sendo agredido. No entanto, o pai não sabia quem estava maltratando a criança, mas suspeitava da mãe.

A presidente do Conselho Tutelar de Pires do Rio, Sueley Luana da Silva, afirma que conversou com a mãe do bebê, pois o pai tinha visto uma marca de queimadura no braço do menino. A mulher alegou que estava cozinhando e o queimou sem querer.

Fonte: G1 – Jornal Anhaguera, em 12 de julho de 2013.

A violência física por se constituir em um ataque direto à integridade física da pessoa é a forma de violência que possui maior letalidade, ou seja, risco de morte.

O risco de morte aumenta quando essa forma de violência é infligida contra uma criança pequena!
É preciso muito atenção e rápida ação protetiva quando se identificar um caso de violência física contra crianças pequenas. Esse é o tipo de situação de altíssimo risco.
A violência física resulta em casos graves e alta letalidade. O número de mortes decorrente da violência física predomina em relação às outras formas de violência (AZEVEDO; GUERRA, 1995);

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Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2013. Disponível em: http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/. Acesso em: 18 jul. 2013.