31 de jan de 2014

Depressão em Crianças – Série Violência/Saúde Mental Infanto Juvenil


Livro Depressão na Infância



















NOVO LIVRO DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD NO SITE

Obra publicada pela FIOCRUZ em 2008 aborda a temática por meio de uma pesquisa realizada com crianças em São Gonçalo. Além de dados epidemiológicos a autora traz questões relevantes sobre a compreensão, identificação e manejo de casos.

Acesse o livro AQUI





Enviado por Larissa Arbués, psicóloga da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, em 24 de janeiro de 2014. In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. 

22 de jan de 2014

Pesquisa mostra dados terríveis sobre a violência infantil no Brasil


Um juiz do Recife concluiu o mais completo retrato que alguém já fez sobre crimes contra a criança numa grande cidade. Segundo a pesquisa, 58% dos casos são de violência física e 42% são de abuso sexual.




Fonte: Fantástico. 2014. Disponível em:http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/pesquisa-mostra-dados-terriveis-sobre-a-violencia-infantil-no-brasil/2678104/ . Acesso em: 22 jan. 2014. 

20 de jan de 2014

Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos

Segundo denúncia, Adail Pinheiro oferecia dinheiro e presentes em troca de práticas sexuais com menores de idade.

O Fantástico denuncia uma vergonha nacional: um lugar onde meninas de 9 a 15 anos sofrem abusos sexuais por parte de um grupo de pedófilos que seria liderado por um prefeito.
“Eu tinha 9 anos. E a minha mãe cozinhava no barco. Eu ficava lá brincando, enquanto minha mãe estava trabalhando. Ele me estuprou dentro do barco mesmo, entendeu. Eu fiquei muito apavorada, com vergonha, nunca consegui colocar isso para fora. Hoje em dia, ele quer a minha filha”, conta uma vítima.
“Ela tem 11 anos, então ele está destruindo a minha vida inteira, porque aconteceu comigo, aconteceu com o meu sangue e agora ele quer a minha filha. É monstruoso demais”.
Uma mulher conta e desenha a sua história. O caso acabou de chegar ao Ministério Público do Amazonas. Também chegaram outros depoimentos e vídeos.
As autoridades ficaram chocadas com as novas acusações feitas contra um velho conhecido deles, um político que há anos é alvo de graves denúncias de pedofilia.
O acusado pela Justiça de crimes sexuais contra menores é Adail Pinheiro. Adail vive na mesma cidade das vítimas. Ele é prefeito de Coari, uma cidade de 77 mil habitantes, às margens do Rio Solimões, no interior do Amazonas. Para chegar lá, é preciso enfrentar uma viagem de nove horas de lancha.
Coari é a segunda cidade com maior arrecadação do Amazonas. É também o segundo município com o maior PIB do estado. Uma empresa de petróleo instalada lá levou mais recursos para a região, mas boa parte da população não sente os reflexos disso.
Adail é do PRP, Partido Republicano Progressista, e está no terceiro mandato. Foi eleito pela primeira vez em 1999. Em 2008, chegou a patrocinar o desfile de carnaval de uma escola de samba do Rio de Janeiro. Os cariocas cantavam Coari.
E Coari, alguns meses depois, foi surpreendida por uma grande operação da Polícia Federal. A polícia acredita que nos últimos cinco anos foram desviados mais de R$ 49 milhões. Na época, os policiais também colheram indícios de que o prefeito Adail Pinheiro chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas.
Adail chegou a ser preso. Ficou 63 dias na cadeia, mas foi solto por determinação da Justiça.
Depois de prestar depoimento em uma investigação do Senado, foi incluído como suspeito na lista da CPI da exploração sexual infantil da Câmara dos Deputados.
“Nós temos vários depoimentos que guardam uma coerência absolutamente incontestável, inclusive utilizando recursos públicos para manter uma rede de exploração sexual que ele se beneficia dela; são absolutamente concretos e absolutamente fundamentados”, diz a presidente da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Érika Kokay.
“Essa gente não sabe viver em sociedade. Essa gente tem que ser presa para que a gente possa dar uma resposta para a sociedade e mostrar que é possível sim se fazer justiça e desencorajar novas práticas criminosas, principalmente essa que se pratica contra crianças indefesas”, destaca o procurador-geral da Justiça do Amazonas, Francisco Cruz.
Setenta processos foram abertos contra Adail. Nada aconteceu com ele até agora.“Eu não tenho nenhuma dúvida de que há uma morosidade. Nós estivemos com o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas. O processo estava absolutamente parado. Ele não tinha caminhado nem um passo”, destaca a presidente da CPI.
Fantástico: Há alguma rede de proteção ao prefeito de Coari?
“Eu não conheço. O que eu acho é que todos os processos deles estão tramitando de uma maneira muito rápida. Não há nenhuma proteção ao poder judiciário. Se eu descobrir algum lugar, alguma comarca, alguma vara, que o processo esteja paralisado a respeito desse cidadão, nós haveremos de tomar uma providência enérgica”, disse o presidente do Tribunal de Justiça do AM, Ari Moutinho.
Fantástico: O que ele fez, exatamente?
Vítima: Passou a mão assim, depois ficou passando a mão. Depois tirou. Normal.
Fantástico: No seu seio?
Vítima: Aham. Aí botou a mão na minha cintura. Aí eu fiquei um pouquinho depois e saí.
Fantástico: Você achou estranho?
Vítima: Sim. Estranho.
Fantástico: Nessa época você tinha que idade?
Vítima:“Tinha 10 anos. Alguém, tem que parar esse cara, ele é terrível, é um doente, ele é um monstro tem que parar esse cara”.
Fantástico: E ela teria que fazer o que com ele na residência?
Conselheiro tutelar: Ela teria que provavelmente ter essa relação. Uma relação íntima com ele.
Fantástico: Ele chegou a oferecer dinheiro para ela?
Conselheiro tutelar: Segundo a denúncia, houve essa questão de oferecimento de dinheiro.
Vítima: O que eu faço? Ninguém consegue me responder. O único jeito é perder minha virgindade. Ele sugeriu R$ 2 mil por cada menina se eu levasse.
Conselheiro Tutelar:“Você ganhava R$ 2 mil?
Vítima: Por cada menina. Contando que seja virgem. Ele quer menina e tem que ser só virgem. Eu estou me sentindo triste porque eu não quero fazer isso.
Fantástico: O prefeito Adail é inocente em relação à essas acusações de exploração sexual?
Advogado: Acredito que sim.
Fantástico: Ele chegou a ameaçar alguma vítima, pediu para que algum funcionário ameaçasse alguma vítima?
Advogado: Pelo que eu conheço o prefeito Adail, não é o perfil dele. O que eu vejo em Coari é uma oposição política em relação ao prefeito Adail, muito forte nesse sentido, de fomentar esse tipo de notícia e informação.

O Conselho Nacional de Justiça está vindo nesta próxima semana para Manaus para analisar os processos de exploração sexual, inclusive as denúncias contra o prefeito de Coari que já foram feitas há quase seis anos. Os conselheiros querem saber por que, apesar de tantas provas e depoimentos, nada aconteceu com os envolvidos até agora. O Conselho disse que vai responsabilizar os juízes e também transferir os processos caso seja comprovada a negligência.
Enquanto na Justiça o ritmo é lento, mais vítimas aparecem para depor no Ministério Público. Como a mulher do início da reportagem. A filha dela e uma parente.
“Eu quero que vocês confiem na gente, que a relação seja de confiança mesmo”, diz uma funcionária.
“Ele me levou pro quarto, nossa é muito, muito. Ele me violentou, ele me estuprou, porque eu pedi para ir embora, ele não deixou”, disse a vítima.
A denúncia mais recente chegou ao conselho tutelar de Coari no fim de 2013: uma menina de 13 anos contou que estava sendo obrigada pela mãe a ter relações íntimas com o prefeito em troca de dinheiro.
“A denúncia diz que ela chegou a ser levada até a residência do prefeito”, disse o conselheiro tutelar José Alberto dos Santos.
José Alberto chegou a gravar em vídeo o depoimento.
A menina, virgem, de apenas 13 anos, foi prometida ao prefeito para a noite do último Réveillon.
“Você vê a que ponto se chegou. Você ter a virgindade oferecida por uma autoridade como brinde do Ano Novo”, disse o procurador.
Não houve o encontro. Dias antes da virada do ano, a garota decidiu sair da cidade e foi para casa de parentes em Manaus. Ela contou para uma amiga que foi espancada pela mãe.
“Inclusive eu vi os hematomas. Por ela não ter ido. Ficava tratando ela com indiferença. Entendeu? Para que ela fosse”, conta a amiga.
Em outro vídeo conseguido com exclusividade pelo Fantástico, um ex-motorista da prefeitura, Osglébio da Gama, conhecido como Canarana, conta qual o pagamento as meninas recebiam, depois do encontro íntimo com o prefeito.
“Foi dado muita coisa para ela, comprado muita coisa: máquina, celular caro, um monte de coisa foi comprado em meu nome e dado para ela. Quem dava era eu para ela. Sempre eu levava para ela dinheiro: R$ 5 mil, R$ 6 mil”, conta.
“É porque o Adail é doente. Ele é doente. Ele não é um cara assim de tesão. Porque nós vemos uma mulher bonita, a gente fala: 'olha aquela gata ali'. Ele não, é carne de pescoço para ele. Ele quer saber daquelas menininhas novas”, destaca o ex-motorista.
A equipe do Fantástico telefonou para o ex-funcionário que aliciava as meninas para o prefeito. “No momento eu estou viajando. Eu não tenho nada a declarar”. 
“As práticas são sempre as mesmas. Troca-se dinheiro. Algumas vezes, tratamento de saúde, residência para os familiares. Ou seja: é uma compra”, disse o procurador.
O prefeito Adail Pinheiro ficou de receber a equipe do Fantástico no escritório do advogado dele em Manaus. Ele daria uma entrevista para a gente, mas na última hora desistiu. Quem recebeu a nossa equipe foi o advogado de Adail.
Mas as justiças federal e estadual têm muitos elementos para incriminá-lo. “As informações são contundentes. Nós estamos fazendo a coleta desse material para que a gente possa instruir e propor uma ação penal no futuro”, disse o procurador.
“Ele se diz muito poderoso, ele persegue, ele oprime e ele obriga a fazer o que ele quer, senão você não tem p\ra onde ir, você morre de fome e você sai da cidade”, conta a vítima.
“Acabou o sorriso, acaba a sua vida, tudo, tu não tem mais vida, e hoje eu estou tendo oportunidade de pôr para fora o que eu estou sentindo, que eu escondi esse tempo todo por medo. Eu não quero ser só mais uma pessoa falando, pedindo socorro e nada acontecer”, disse outra vítima.
Fonte: Fantástico. 2014. http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/01/prefeito-de-coari-am-e-acusado-de-abuso-sexual-em-meninas-de-9-15.html. Acesso em: 20 jan. 2014.

13 de jan de 2014

Influencia da amorosidade paterna no desenvolvimento da criança - pesquisa coordenada pelo Dr. Ronald Rohner (Universidade de Connecticut/EUA)



Father's Love
O amor de pai contribui tanto - ou até mais - para o desenvolvimento de uma criança quanto o amor de mãe.

Esta é a conclusão de um estudo internacional de longo prazo sobre os efeitos da aceitação e da rejeição dos pais sobre a formação da personalidade dos filhos.

Efeito da rejeição

"Em meio século de pesquisas internacionais, nós não descobrimos nenhuma outra classe de experiências que tenha um efeito tão forte e tão consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade quanto a experiência da rejeição, sobretudo a rejeição dos pais na infância," relata o Dr. Ronald Rohner.

Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA), é coautor de uma análise que avaliou centenas estudos, de diversas partes do mundo, incluindo mais de 10.000 participantes, da infância até a idade adulta.

Amor de pai versus amor de mãe

Quando avaliaram separadamente o impacto da presença ou da ausência do amor do pai ou do amor da mãe, os pesquisadores encontraram uma diferença significativa.

A influência da rejeição pelo pai é significativamente maior do que a da mãe.
Os psicólogos levantam uma hipótese para explicar essa diferença: segundo eles, pode ser que as crianças e os adolescentes deem mais atenção ao pai quando este parece ter mais prestígio e poder interpessoal.

Assim, se uma criança percebe o pai como alguém de maior prestígio, ela pode ser mais influenciada por ele do que pela mãe.

Mas a equipe afirma que está realizando mais pesquisas para confirmar essa hipótese.

Além de Freud

A mensagem mais importante que se pode tirar dessas constatações, quaisquer que venham a ser suas explicações, é que o amor do pai é crítico para o desenvolvimento de uma pessoa, diz o pesquisador.

A importância do amor do pai deve ajudar a motivar os homens a se tornarem mais envolvidos no cuidado com os filhos.

Além disso, afirma ele, o reconhecimento de que a influência do pai é tão, ou mais importante, do que a influência da mãe, deve ajudar a reduzir a mania de colocar a culpa de tudo nas mães, uma tendência nas escolas de psicologia e psiquiatria desde Freud.

Consequências da rejeição pelos pais

"Crianças e adultos em todo o mundo - independentemente de diferenças de raça, cultura e gênero - tendem a responder exatamente da mesma forma quando percebem que estão sendo rejeitados pelos pais ou pelas pessoas que cuidam deles," elucida o pesquisador.

Nesses casos, as crianças sentem-se mais ansiosas e inseguras, e desenvolvem maior hostilidade e agressividade em relação às outras pessoas. Quando se tornam adultas, elas têm dificuldade em estabelecer relacionamentos firmes e de confiança com seus parceiros.

Estudos envolvendo neuroimagens mostram que a rejeição ativa as mesmas partes do cérebro que a dor física. "Contudo, ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição por anos a fio," disse o pesquisador.

Fonte: Unisite Saúde, em 14 de junho de 2012. Foto capturada no nesse link
Colaboração do perfil de Cyntia Bernandes, mestre em educação pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, em 06 de janeiro de 2014. In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. Disponível em:<http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/>. Acesso em: 12 jan. 2013.

11 de jan de 2014

10 razões para não bater em crianças

Em 29 países em todo o mundo é ilegal bater uma criança e em 113 países proíbem os castigos corporais nas escolas. No entanto, em outros países, como a nossa, e muitos outros na América Latina , batendo - espancar, (manazos , cinturonazos , Noogies ), etc . - Visto como um método de disciplina de crianças , e até mesmo em muitas famílias é promovida e os pais são convidados a " dar-lhe uma boa surra de entender. "

Nos últimos anos, muitos psiquiatras, sociólogos , pesquisadores e pais têm recomendado e promoveu a proibição de castigos corporais em crianças . A razão mais importante , de acordo com o Dr. Peter Newell , coordenador da Punição Final da organização Children ( ÉPOCA ), é que "toda pessoa tem direito à proteção da sua integridade física, e as crianças são as pessoas também. "

Jan Hunt, um dos pais anexo promotor psicólogo, organizações membros contra o abuso infantil e diretor do Projeto Criança Natural dá 10 razões para não bater em seus filhos , mas na minha opinião não há nenhuma razão válida para bater uma criança .

Surra Criança ensinados a se tornar rappers . Há uma grande quantidade de pesquisa que mostra uma correlação direta entre o castigo corporal na infância e comportamentos agressivos ou violentos em adolescentes e adultos . Praticamente todos os criminosos mais perigosos foram ameaçados e punidos na infância. As crianças , por natureza, aprender a comportar-se , observando e imitando os pais , seja para o bem ou para o mal . Portanto, é da responsabilidade dos pais para dar um exemplo de empatia e sabedoria.

Em muitos casos, o chamado "mau comportamento " , a criança não está fazendo mais para responder da única forma que ele é capaz , de acordo com sua idade e experiência, em detrimento de suas necessidades básicas. Algumas destas necessidades. sono e nutrição, tratamento da alergia escondida, ar fresco , exercício e a liberdade para explorar o mundo ao seu redor. Mas a sua maior necessidade é para chamar a atenção de seus pais. Atualmente existem poucas crianças recebem tempo e atenção suficiente de seus pais , que estão constantemente ocupados e preocupados com seus próprios problemas e preocupações para tratar crianças com paciência e empatia. Sem dúvida que é errado e injusto punir uma criança para responder de uma forma natural à falta de atenção às suas necessidades básicas. Por esta razão , o castigo não só é ineficaz no longo prazo , mas também é claramente injusta .

O castigo impede a criança a aprender a resolver conflitos de forma humana e eficaz . Como o educador John Holt escreveu: " quando uma criança atemorizamos , aprendizagem parou seco. " Uma criança que é atingido se concentra em seus sentimentos de raiva e vingança , e assim a oportunidade de aprender os métodos mais eficazes de resolver problemas está perdido. Portanto, uma criança maltratada aprende pouco sobre como lidar ou prevenir situações semelhantes no futuro.

A frase " Poupe o bastão e estrague a criança " , algo como " Poupe o bastão e estrague a criança " está em " Hudibras " um poema satírico por volta do século XVII, escrito por Samuel Butler , que foi escrito para expor e denunciar a violência contra crianças . Ironicamente, esta frase é agora usada para justificar a punição física das crianças.

Batidas interferir com o vínculo entre pais e filhos , uma vez que não está na natureza humana de amar aqueles que nos magoam . O verdadeiro espírito de colaboração que todo pai quer só pode ser construída por meio de uma ligação forte com base em sentimentos mútuos de amor e respeito. As batidas , embora , aparentemente, o trabalho, só produzem naturalmente bom comportamento baseado no medo , o que pode ser mantida até que a criança tem idade suficiente para resistir. Em contrapartida, a cooperação baseada no respeito permanentemente manter e trazer-lhe anos de felicidade mútua para crianças e seus pais ao longo do tempo .

Muitos pais nunca aprenderam em sua própria infância que existem formas positivas de se relacionar com as crianças . Quando o castigo físico não alcançar os resultados desejados , e se os pais não sabem de outros métodos, o choque pode aumentar em freqüência e intensidade, ou mais perigoso para a integridade das ações da criança.

A raiva e a frustração que não pode ser expresso de forma segura por uma criança ficar dentro de casa . Raiva acumulada anos podem explorar contra os pais cujos filhos agora se sente forte o suficiente para expressar a raiva . O castigo corporal parece produzir " bom comportamento" nos primeiros anos , mas sempre a um preço muito elevado, pago pelos pais e sociedade, quando a criança entra na adolescência e idade adulta .

Os golpes nas nádegas , uma zona erógena na infância, pode criar na mente da criança uma associação entre dor e prazer sexual que pode levar a dificuldades na vida adulta. Os anúncios em algumas "alternativas" revistas tipo "Eu quero uma surra " testemunhar as tristes conseqüências da confusão entre dor e prazer. Se uma criança recebe pouca atenção de seus pais , exceto quando você está preso ou punir os conceitos de dor e prazer misturados na mente da criança . Uma criança nessa situação vai ter uma baixa auto -estima e acreditar que eles não merecem nada bom.

Mesmo surra considerados " não muito forte " pode causar danos físicos. As saliências na parte inferior da coluna envia ondas de choque ao longo de toda a coluna , e pode causar danos . A prevalência de dor lombar entre os adultos em nossa sociedade pode muito bem ter suas origens em espancamentos de infância. Algumas crianças foram paralisados ​​porque os nervos danificados por espancamento e alguns até morreram coluna , devido a complicações médicas que não podem ser diagnosticados

O castigo físico enviar a mensagem perigosa e injusta " do mais forte" . Indicar que é permitido prejudicar os outros sempre menores e menos poderosos . A criança conclui que é permitido maltratar crianças mais novas. Quando chegam à idade adulta e não sentir compaixão por aqueles menos afortunados do que ele, e temê-los mais poderosos. Isto tornará mais difícil estabelecer relações significativas tão essenciais para uma vida emocional emocionalmente satisfatório .

Porque as crianças aprendem através de seus pais como modelos , a punição física envia a mensagem de que as visitas são uma forma adequada de expressar sentimentos e resolver problemas. Se uma criança vê seus pais nunca a resolver problemas de forma criativa e humana , vai ser difícil para ele aprender a fazer. Por esta razão , os padrões são repetidos de geração para geração .

A educação amigável , apoiada por uma base sólida de amor e respeito, é a única forma eficaz de alcançar um bom desempenho fundada em fortes valores internos , ao invés de um superficial " bom comportamento" baseada exclusivamente no medo.

Tradução: Jorge Silva Sousa*

Fonte : sire Escuela de padres primerizos. In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. Disponível em:< http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/>. Acesso em: 11 jan. 2014. 

Colaboração perfil Márcia Oliveira, Coordenação da Rede Educar Não Bata, em 08 janeiro 2014, 

10 de jan de 2014

Situação de bebê emociona menina com a mesma doença rara, em Goiás

Mãe quer doar filho de 1 ano com 'ossos de vidro' que nunca saiu de hospital.
Garota ficou angustiada com futuro de menino: 'Eu podia estar no lugar dele'.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
O caso do bebê de 1 ano e 4 meses diagnosticado com "osteogênese imperfeita", doença conhecida popularmente como "ossos de vidro", emocionou a menina Ana Clara, de 11 anos, que sofre com o mesmo problema, mas em um nível mais leve. Ela diz que ficou angustiada com a indefinição sobre o futuro da criança, já que a mãe do bebê – que vive em Alvelinópolis, no interior de Goiás, com o marido e mais dois filhos – quer entregá-lo para adoção.
"Eu vejo que para mim, em vista dele, [a doença] não é nada. Fiquei com dó de vê-lo, porque eu podia estar no lugar dele, nessa situação, mas, graças a Deus, não estou", diz Ana Clara, que mora em Goiânia. A enfermidade ocorre por uma deficiência na produção de colágeno, proteína que dá sustentação às células dos ossos, tendões e da pele.
No caso da menina, os médicos descobriram a doença aos 2 anos de idade, quando ela já contabilizava a quarta fratura óssea – a primeira foi aos 9 meses. Ao saber do problema, a mãe da garota, a comerciante Maria da Glória Caetano, buscou e conseguiu tratamento para a filha em Brasília (DF).
Apesar de a doença não ter cura, o tratamento pode dar mais qualidade de vida aos pacientes. Ana Clara faz acompanhamento gratuito desde 2008 e, a cada quatro meses, precisa ir ao ao Hospital Universitário de Brasília. Na capital federal, funciona um dos 14 centros de tratamento que a Associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta (Aboi) conseguiu estruturar no país. "Eu queria que ele tivesse a mesma oportunidade e acesso ao tratamento. É um direito dele", acredita Ana Clara.
A menina já quebrou nove partes do corpo, mas o tratamento a deixou mais forte. "A aparência dela melhorou. Ela não tem mais fraturas grandes, como tinha no fêmur e na tíbia [ossos da perna]. Ela passou a ter fraturas pequenas. Faz uns três anos que ela não tem nada", conta a mãe.
Atualmente, Ana Clara frequenta a escola, faz teatro, natação por recomendação médica e brinca como qualquer criança, mas sempre com alguns cuidados.
"Antes, eu tinha mais medo, mas agora meus ossos estão mais fortes. Já até quebrei o dedo com a bola, mesmo assim continuo brincando", revela a garota.
Ana Clara está angustiada com futuro do bebê, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Ana Clara está angustiada com o futuro de bebê com 'ossos de vidro' (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Caso do bebê
Diferentemente de Ana Clara, o bebê de 1 ano e 4 meses internado no Hospital da Criança, emGoiânia, nunca saiu da unidade de saúde. Ele nasceu com inúmeras fraturas pelo corpo, razão pela qual foi levado diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Durante 9 meses, o menino respirou com a ajuda de aparelhos.

Mesmo na UTI, o bebê quebrou o braço duas vezes ao brincar com um chocalho. Apesar das fraturas, segundo a pediatra Paula Pires, ele é uma criança forte e está se recuperando.
Hoje, o bebê já consegue comer papinha e segurar a mamadeira. A fisioterapeuta Fernanda Ameloti Gomes Avelino, que o acompanha, diz que ele "entende tudo, tem um funcionamento cognitivo (cerebral) bom, só precisa mesmo de estimulação multidisciplinar para que consiga, dentro dos seus limites, uma independência maior".
Bebê com doença rara está internado no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebê com doença rara está internado desde que
nasceu (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Embora o bebê tenha recebido alta médica, a pediatra ressalta que o menino precisa de atenção especial constante.
"Ele vai necessitar acompanhamento pediátrico, ortopédico, fisioterápico, fonoaudiológico, em centro específico para essa doença. Também deve ter brinquedos que não ofereçam risco. Além disso, vai precisar de almofadinhas, travesseiros", explica Paula.
Sabendo das restrições do filho, a mãe diz que é impossível cuidar dele. A mulher tem mais dois filhos, um de 6 anos e outro de 4 meses, e tanto ela quanto o marido concordaram em entregar o menino para adoção.
"Ele precisa de muita atenção. Decidi dar para adoção porque não tenho condições de ficar com ele", afirma a mãe, que não quis ser identificada.
Fonte: Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera. 2014. Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/01/situacao-de-bebe-emociona-menina-com-mesma-doenca-rara-em-goias.html. Acesso em: 10 jan. 2014. 

7 de jan de 2014

Criança morre após receber alta e médica é indiciada por homicídio

Com suspeita de dengue, menina vomitou sangue em clínica da prefeitura do Rio, mas foi liberada. 'O erro custou a vida da paciente', afirmou delegado









07 de janeiro de 2014 10:54:47 Atualizado em 07 de janeiro de 2014 19:19:48
Criança morre após receber alta e médica é indiciada por homicídioThaiza pode ter sido vítima de negligência (Crédito: Reprodução )
    A Polícia Civil do Rio concluiu, nesta terça-feira (7), o inquérito sobre a morte de Thaiza Michele Silva Casseres, de 11 anos. Com suspeita de dengue, a menina morreu seis horas após receber alta da Clínica da Família Sérgio Arouca, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. A criança deu entrada na unidade da prefeitura do Rio com febre e dor de cabeça no dia 8 de março do ano passado. Após vomitar sangue, Thaiza recebeu soro com plasil e dipirona, e foi liberada. Vanessa Labanca Freire, médica responsável pelo atendimento, foi indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
    'A situação da paciente era bem grave e a liberação foi prematura. O erro custou a vida da menina', afirmou o delegado Geraldo Assed, responsável pelas investigações. A polícia descobriu que nenhum exame foi feito na Clínica da Família ou solicitado pela profissional. Vanessa prestou depoimento na delegacia de Santa Cruz (36ª DP) e negou qualquer falha no atendimento. Mas, de acordo com relatos da enfermeira da clínica e de outros médicos, a polícia concluiu que Thaiza deveria ter sido transferida para outra unidade de saúde. 
    'Em casa, minha filha disse que não estava aguentando de calor. Me pediu para jogar água no rosto e falou: 'Acho que vou morrer'. E depois desmaiou', contou a mãe Maria Rodrigues Silva. A menina ainda foi levada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas não resistiu. O caso foi revelado com exclusividade pela Rádio Globo. Exames feitos na Fiocruz após a morte confirmaram que Thaiza estava com dengue. Vanessa foi transferida pela prefeitura para outra unidade.

    Procurada pela Rádio Globo, a Secretaria de Saúde não quis passar detalhes sobre o atendimento na Clínica da Família. Em nota, alegou que 'está à disposição da Polícia Civil e outros órgãos competentes para fornecer informações e documentos que auxiliem nas apurações sobre o caso'. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias. 
    Sem saco plástico, IML não fez exames 
    O drama da família de Thaiza ainda teve outros capítulos. Dois exames (sorológico e toxicológico) que poderiam ter revelado a causa da morte, em março de 2013, deixaram de ser feitos no IML de Campo Grande por falta de recipientes na unidade da Polícia Civil. No laudo da necropsia, o perito afirmou que o sangue e as vísceras da vítima não foram colhidos porque 'não havia vidro nem saco plástico apropriados'.

     

    6 de jan de 2014

    Menina assassinada com facada no peito é enterrada em Mococa, SP

    Mãe e padrasto de criança de 8 anos foram presos em flagrante no sábado. Corpo foi encontrado em terreno e na casa da família havia marcas de sangue.

    Do G1 São Carlos e Araraquara

    Menina morta com facada no peito em Mococa (Foto: Reginaldo dos Santos / EPTV)Menina de 8 anos foi morta com facada no peito
    em Mococa (Foto: Reginaldo dos Santos / EPTV)
    Foi enterrado no final da manhã deste domingo (5) em Mococa (SP) o corpo da menina de 8 anos morta com uma facada no peito, no sábado (4). A mãe e o padrasto da garota foram presos em flagrante e são os principais suspeitos pelo crime, segundo a Polícia Civil, que acompanha o caso. O casal nega o crime.

    Familiares, amigos e curiosos acompanharam o enterro de Iris Stefanie Martins no Cemitério Municipal da cidade. Ainda na tarde deste domingo a Justiça vai decidir sobre a prisão temporária dos suspeitos. O delegado Wanderley Fernandes Martins Junior afirmou que as investigações continuam para apurar definitivamente a prática do crime pelo casal ou por uma terceira pessoa.

    A menina foi achada por volta das 9h em um terreno próximo à casa dela entre as ruas Venceslau Braz e a Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Mocoquinha. Segundo a Polícia Militar, uma marca no corpo indica que ele levou um golpe de faca na altura do coração.

    A perícia esteve no local e dentro da casa da família, a Polícia Civil encontrou três toalhas e um lençol com manchas de sangue. O padrasto, de 27 anos, e a mãe, de 36, foram detidos. O crime chocou os moradores do bairro que, revoltados, queriam linchar os suspeitos. Um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Militar para a saída do casal.
    Frieza
    De acordo com o soldado da PM Marcelo Martins, que atendeu a ocorrência, tanto a mãe quanto o padrasto demonstraram frieza em relação ao caso. “Ela disse que não sabia da filha e que estava dormindo no quarto e que não percebeu nada de anormal na residência. O padrasto também disse que estava dormindo e que acordou com os vizinhos chamando dizendo ter encontrado a menina no terreno.

    O delegado também afirmou ter estranhado a reação da mãe durante o depoimento. “Da mãe a gente sempre espera alguma emoção, mas ela é uma pessoa extremamente fria, como se não tivesse ocorrido aquilo como uma filha. Não chorou em nenhum momento, ela simplesmente nega a participação no crime”, disse.
    Avó disse que o casal não vivia bem que netas sofriam ameaças (Foto: Reginaldo dos Santos / EPTV)
    Avó disse que o casal não vivia bem e que netas
    eram ameaçadas (Foto: Reprodução / EPTV)
    Brigas
    A mãe da menina morta tem mais nove filhos. O padrasto é natural do Maranhão. Segundo a avô da criança, Maria Luiza de Lima, o casal estava junto havia seis meses, mas não vivia bem.  “Ele maltratava muito ela, batia. Eu sei porque que as crianças falavam que ele empurrava ela.  As meninas já tinham falado que ele ameaçou matar uma por uma”, relatou.

    A diarista disse ainda que, independentemente de a filha dela estar envolvida na morte, a Justiça tem que ser feita. “Se foi ela que cometeu alguma coisa, ela tem que falar porque não é justo ter acontecido isso. Uma mãe não se faz uma coisa dessa com um filho de jeito nenhum.  Ela tinha que ter dado um basta desde o primeiro tapa que ele deu nela. Ela batia, ia embora e ela ia atrás. Então, nessa situação, eu acho que ela facilitou tudo isso que está acontecendo.

    IML
    O corpo de criança foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de São José do Rio Pardo, onde foi periciado. O resultado do laudo ficará pronto em 30 dias.

    Mãe e padrasto da menina foram presos suspeitos de cometerem o crime (Foto: Gabriel Delena)Mãe e padrasto da menina foram presos suspeitos de cometerem o crime em Mococa (Foto: Gabriel Delena)
    Fonte: Do G1 São Carlos e Araraquara. 2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/01/menina-assassinada-com-facada-no-peito-e-enterrada-em-mococa-sp.html>. Acesso em: 06 jan. 2014.