29 de set de 2013

Os monstros da minha casa - Desenhos de crianças retratando a violência que sofreram

Abaixo desenhos da exibição "os monstros da minha casa" que aconteceu em outubro de 2010, na Espanha. Várias crianças que sofreram violências intrafamiliares (sexuais e/ou psicológicas) fizeram desenhos acompanhados por especialistas, que interpretaram as imagens.

AS CRIANÇAS EXPRESSAM SUAS VERDADES, OS ADULTOS SÓ PRECISAM TERCORAGEM PARA ENXERGÁ-LAS.

Andreu, 8 anos

Foi abusado pelo padrasto desde os 4 anos. No desenho ele representa ele mesmo em pânico, e dá atenção especial ao zíper da sua calça e os botões de sua camisa, que pra ele representam um símbolo de quando os atos sexuais iriam começar.


Fernando, 13 anos.

Ele foi abusado pelo seu pai desde cedo, e agora mora com a mãe, que conseguiu fazer ele se recuperar bem. Ele desenhou o pai como um demônio em um bar, bebendo cerveja e jogando em caça-níqueis. Os riscos saindo do demônio representam o cheiro de álcool. Fernando sente raiva quando mencionam o pai perto dele.

Elena, 6 anos.

Elena sofreu abusos sexuais do seu pai. Agora ela vive com a vó. No desenho, ela coloca sua avó e sua mãe bem grandes. Ela se sente protegida perto das duas. Ela também representa o seu pai transando com ela, bem pequeno, em cima das letras.

Miriam, 9 anos

Sofreu abuso psicológico. Sua mãe chegou na Espanha com 15 anos de idade e grávida dela. Ela era uma minoria racial por lá, e ela sofreu abusos dos colegas de classe por conta de sua etnia. Ela é a menor pessoa do desenho, que está envolvida com alguma coisa, representando sua solidão. No canto ela tinha escrito "me sinto sozinha" mas apagou porque tem vergonha disso.

David, 8 anos

Ele sofreu abuso sexual. No desenho, ele destaca os olhos e o pênis do agressor. Ele escreve também "marica" e "chupa-rolas". O agressor falava isso enquanto o estuprava.

Isabel, 8 anos

Foi abusada sexualmente pelo pai. No desenho ela retrata o momento do abuso. O pai colocou ela em uma cadeira pra penetrá-la por trás. Na parte superior da imagem, ela retrata o irmão mais novo dela, que ficou vendo tudo acontecer pela porta.

Joan, 8 anos.

No desenho ele coloca o cara que estupro ele numa gaiola, fechada com um cadeado, e a chave (no canto superior direito) protegida por espinhos, pra ninguém conseguir pegar.

Marina, 5 anos.

Era abusada pelo pai, que também obrigava ela a assistir filmes pornô. No desenho, ela retrata um dos filmes que ela assistiu. Ela disse ao especialista que nesses filmes as pessoas "ficavam peladas e faziam coisa feia".

Ester, 9 anos

Ela desenhou a posição que tinha que ficar quando o seu pai abusava dela. 

Toni, 6 anos

O especialista pediu pra ele desenhar o cara que abusou dele. Ele disse "é um monstro". Destacou o pênis ejaculando.

Andrea, 10 anos

Representou como eram os abusos, onde ela tinha que tocar o pênis do cara, e ele tocava a vagina dela. Ela ficou com vergonha de responder as questões do psiquiatra, e aceitou escrever as respostas no desenho, por isso os "sims" e o não.

Victor, 7 anos

Ele era obrigado, aos 4 anos de idade, a fazer sexo oral no seu pai. A linha que sai da boca dele e vai até o pênis do pai representa a sua língua.

Fonte: Blog As ovelhas voadoras salvarão o mundo?, em 18 de setembro de 2013.

Enviado por Flora Elisa Fussi, arte terapeuta do CAPS Novo Mundo, Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, em 23 de setembro de 2013.

Disponível em: http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/. Acesso em: 29 set. 2013.

24 de set de 2013

Violência Física - Estatísticas

Postado por: Eliane - CDI-PR

Fonte: CECOVI

DADOS ESTATÍSTICOS X PONTA DO ICEBERG- De hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais. Fonte: Unicef- 12% das 55,6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas anualmente de alguma forma de violência doméstica. Ou seja, por ano são 6,6 milhões de crianças agredidas, dando uma média:a)18 mil crianças vitimizadas por dia, b)750 crianças vitimizadas por hora c)12 crianças agredidas por minuto. Fonte: Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA VIOLÊNCIA FÍSICA
1. AGRESSORES MAIS COMUNS
Os agressores mais comuns são os pais biológicos, adotivos e madrasta/padrasto. Segundo AZEVEDO e GUERRA (2000), as estatísticas internacionais apontam que 70% das agressões são provenientes dos pais biológicos. O cônjuge que agride mais os filhos é a mãe. Já o pai, por conta de ter maior força física, é o que causa lesões mais graves nos filhos quando os pune corporalmente.

2. NATUREZA REPETITIVA DO FENÔMENO
Segundo KEMPE e HELFER (1977) esse fenômeno tem natureza repetitiva e sem uma intervenção que trate o agressor, a possibilidade de continuidade de maus-tratos e até de morte da vítima é de 25 a 50%. AZEVEDO e GUERRA (2000) falam que autores, em trabalhos mais recentes, estimam a reincidência desses casos em 50 a 60% quando não são instauradas as medidas de proteção necessárias.

3. SÍNDROME DO BODE EXPIATÓRIO
Chamamos de síndrome do bode expiatório o fato da maioria dos agressores de violência física elegerem um determinado filho como alvo principal para receberem seus maus-tratos, que geralmente é o primogênito.

4. EVOLUÇÃO GRADUAL DA VIOLÊNCIA
A criança que chega a óbito ou é vítima de uma lesão muito grave decorrente de práticas de maus-tratos dentro do ambiente doméstico, quase sem exceção, já vinha sofrendo agressões anteriores de porte mais leve, que, entretanto, foram evoluindo para uma intensidade mais severa.

5. OS AGRESSORES DE VIOLÊNCIA FÍSICA GERALMENTE SÃO PESSOAS “NORMAIS”
Segundo GELES, 1973 e KEMPE,1975, apenas 10% dos agressores físicos manifestam quadros psiquiátricos graves. Ou seja, 90% dos vitimizadores praticam violência física acreditando estarem agindo corretamente.

6. IDADE DAS VÍTIMAS
Vítimas de abuso sexual = predominância sexo feminino.Vítimas de violência física = vítimas ambos os sexos. Segundo AZEVEDO e GUERRA, 1981, a faixa etária dos 07 aos 13 anos é a mais atingida pela violência física, sendo que a idade média para vítimas do sexo feminino é de 10 anos e do sexo masculino 8 anos.

PRINCIPAIS CAUSAS DA VIOLÊNCIA FÍSICA
Fatos geradores de violência física doméstica
a) A crença dos pais de que a punição corporal dos filhos é um método educativo e uma forma de demonstrar amor, selo e cuidado.
b)Ver a criança e o adolescente como um objeto de sua propriedade e não como um sujeito de direitos.
c)A baixa resistência ao stress do agressor que projeta seu cansaço e problemas pessoais nos filhos e demais dependentes. Exemplos de problemas pessoais: desemprego, dívidas, desentendimento conjugal, etc.
d)O uso indevido de drogas e o abuso de álcool.
e) Pais que quando crianças foram vítimas de violência doméstica e que reproduzem nos filhos o mesmo quadro vitimizador.
f) Fanatismo religioso
g) Problemas psicológicos e psiquiátricos.

CRIANÇAS PROPENSAS A SOFREREM MAUS-TRATOS
a) Crianças provenientes de gravidez não desejada.
b) Crianças que requerem atenção e cuidado especial, como por exemplo: recém nascidas, lactantes, portadoras de doenças crônicas ou deficientes físicas.
c) Crianças pertencentes a famílias desajustadas.
d) Crianças criadas em ambientes extremamente miseráveis.
e) Crianças que não correspondem às expectativas dos pais: as expectativas geralmente se concentram nas áreas da beleza física (feio, bonito, gordo, magro), do temperamento (tímido, desinibido, calmo, hiperativo) e do sexo (masculino e feminino).
f) Crianças cujo vínculo com os pais foi interrompido, devido a parto prematuro ou hospitalizações prolongadas.
g) Crianças provenientes de casamentos anteriores.
h) Crianças hiperativas.
i) Crianças adotadas para preencher as necessidades e carências egoístas dos pais.

GUIA PRÁTICO DE IDENTIFICAÇÃO DE MAUS-TRATOS
1º passo: Observação do Comportamento da Criança
@ Teme exageradamente os pais.
@ Alimenta a seu próprio respeito baixa auto-estima.
@ Falta constantemente à escola, devido ao período de convalescença e processo de cicatrização dos maus-tratos sofridos.
@ Geralmente é uma criança nervosa e em constante estado de alerta.
@ Possui baixo aproveitamento escolar.
@ Busca ocultar as lesões sofridas por temer represálias por parte do agressor.
@ Pode desenvolver comportamento extremamente agressivo com outras crianças reproduzindo a violência experimentada dentro do ambiente doméstico.
@ Pode tornar-se extremamente tímida e desconfiada com relação a todos que a cercam.
@ Pode vir a tornar-se depressiva, isolada e muito triste.
@ Foge constantemente ou busca ficar o maior tempo possível longe de casa. Quase sem exceção, as crianças e adolescentes em situação de rua possuem histórico de violência doméstica.
@ Quando submetida a exame médico, manifesta indiferença, apatia ou tristeza.
@ Choro insistente e sem explicação de crianças de tenra idade à aproximação do pai, mãe, babá, ou outro cuidador.2º passo: Observação do Comportamento do Agressor
@ Não vê a criança como um sujeito de direitos, mas sim como um objeto de sua propriedade.
@ Demonstra desinteresse pelo bem estar da criança, sendo raro o comparecimento a reuniões escolares, acompanhamento de vacinas, etc.
@ Descreve a criança como preguiçosa, de má índole e causadora de problemas.
@ Defende a aplicação de disciplina severa.
@ Demonstra irritação e pouca paciência com o comportamento próprio das crianças. (Ex: Correr, falar alto, sujar a roupa, etc).
@ Possui geralmente um histórico de violência doméstica em sua própria infância.
@ Faz uso indevido de drogas e/ou abusa de álcool.
@ Mente quando indagado sobre a causa das lesões da criança, dificilmente reconhecendo sua culpa.
@ Cobra da criança desempenho físico e/ou intelectual acima de sua capacidade.
@ Atribui à criança a causa de problemas existentes no lar.
@ Pode apresentar traços de imaturidade e instabilidade emocional decorrentes da pouca idade ou por ser originário de família disfuncional.
@ Temperamento autoritário e controlador.
@ Pode apresentar distúrbios psicológicos ou psiquiátricos.3º passo: Observação do Comportamento da Família
@ Geralmente ocorre a cumplicidade silenciosa entre os cônjuges.
@ Pouca cooperação, inclusive chegando a manifestar hostilidade a abordagem de profissionais.
@ Rigidez exacerbada no que diz respeito aos valores religiosos, morais e educacionais.
@ Registro de violência doméstica contra a mulher.
IMPORTANTE: devemos basear um diagnóstico de maus-tratos levando em consideração um conjunto de características e não apenas fatos isolados.

DESMISTIFICANDO A CULTURA DO BATER COMO MÉTODO PEDAGÓGICO
a) Bater em crianças e adolescentes é uma prática cultural
b) Bater em crianças e adolescentes é um ato de violência: relação desigual de poder que se estabelece entre agressor e vítima.
c) Bater em crianças e adolescentes não os preparam para enfrentar a vida:Segundo estudos realizados por RALPH WELSH, 1988, Georgia, existe um elo entre condutas delinqüentes e punições físicas. As punições são mais decisivas em termos de condutas delinqüentes do que a situação econômica do criminoso.
d) Bater em crianças e adolescentes pode tornar-se um ato progressivo e perigoso.

POSTURAS QUE DEVEM SER OBSERVADAS PELOS PAIS, A FIM DE SEREM BEM SUCEDIDOS NA APLICAÇÃO DE UMA PEDAGOGIA NÃO VIOLENTA
a) Adquirir o máximo de conhecimento sobre o desenvolvimento físico, psicológico e social de suas crianças e adolescentes.
b) Manter uma comunicação aberta e sincera com os filhos:
Posturas equivocada dos pais:
- Preferem simplesmente ordenar o que tem que ser feito e bloquear as linhas do diálogo.
- Preferem adotar a postura do pode tudo, do liberou geral.
Postura correta dos pais:
- Param e gastam tempo para escutar o que os filhos têm a dizer, levando em conta sinceramente suas opiniões e idéias.
c) Ser exemplo
d) Instituir regras bem definidas e justas
e) Coerência na administração da disciplina

23 de set de 2013

O MENINO DE CARVÃO: A TRISTE REALIDADE DE MUITAS CRIANÇAS


"O filme Menino de Carvão é uma história emocionante, gravada no município cearense Senador Pompeu.
Conta a história de um menino que desde cedo foi obrigado a trabalhar duro fazendo carvão com o pai. O garoto sente na pele o sofrimento de um lugar desolado e da pobreza absoluta.
Além de mostrar a infância marginalizada, o filme também aborda a violência doméstica e a pobreza extrema em que ainda afeta nordestinos, sobretudo a figura alcoólatra e desequilibrada do patriarca da família, o pai da criança, em torno de quem se desenrola toda a trama".



Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0_KZ6IX4WY0. Acesso em: 23 set. 2013.

22 de set de 2013

Reportagem do Fantástico mostra a violência intrafamiliar contra crianças

A reportagem especial exibe histórias tocantes de vítimas de abusos e a precariedade dos Conselhos Tutelares na defesa dos direitos das crianças.


Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=UEUCcsZZi08. Acesso em: 22 set. 2013

21 de set de 2013

Mãe deixa crianças sozinhas em casa para ir a bar e acaba presa, em GO

Um menino de apenas 4 anos cuidava dos irmãos de 5 meses e 1 ano.
Jovem de 21 anos foi denunciada pelo namorado, em Goiânia.


Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

Três crianças foram encontradas sozinhas em uma casa no Setor Finsocial, em Goiânia. Segundo a polícia, na madrugada de sábado (21), a mãe, de 21 anos, as deixou sozinha para ir a um bar. Lá, ela se envolveu em uma briga com o atual namorado e ele resolveu denunciar que as crianças estavam sem o acompanhamento de um adulto.
Um menino de apenas 4 anos cuidava dos irmãos menores, de 5 meses e 1 ano. Ele conta que, quando os menores choravam, era a própria criança quem os acalmava. "Pegasse algum trem pra eles, um bico pra eles acalmar (sic)", relata.
A conselheira tutelar que recebeu a denúncia ficou assustada ao chegar na casa. "As crianças maltrapilhas, com muita fome, a casa muito desorganizada, com poucas coisas", afirma Daniela Fernandes. Ela relata ainda que pelos resídios encontrados, era possível constatar que há dias a fralda do menor não era trocada.
As crianças passaram por uma avaliação no Instituto Médico Legal (IML), para analisar possíveis maus tratos, já que  um deles tinha sinais de hematomas na perna. Em seguida elas foram levadas ao Condomínio Sol Nascente, que abriga atualmente mais de 50 crianças abandonadas.
Constatado o abandono, a mãe foi presa e encaminhada ao 5º Distrito Policial, mas agora está detida no 14º Distrito Policial, na Vila Pedroso. Segundo o delegado Jacó Machado, ao ser informada que pode perder a guarda das crianças, a mãe declarou estar arrependida."Ela disse que havia deixado as crianças dormindo na cama. Está muito arrependida, chorando", relata Machado.
Ainda de acordo com a polícia, a jovem pode ser condenada a mais de três anos de prisão pelo crime de abandono de incapaz.
Mãe deixa crianças sozinhas em casa para ir a bar e acaba presa, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)




19 de set de 2013

Tapas e palmadas


- É batendo que comunicamos coisas importantes.
- Bater é uma resposta aceitável para a raiva.
- As pessoas das quais elas dependem para sua proteção irão machucá-las.
- Eles devem ter medo de seus pais, ao invés de confiar neles para que ajudem e ensinem.
- Suas casas não são seguras para exploração.
É necessário pensar sobre o que queremos ensinar a nossos filhos no longo prazo. Se quisermos ensiná-los a serem pacíficos, precisamos nos mostrar como seres pacíficos. Se quisermos ensiná-los como permanecer em segurança, devemos explicar e mostra-los como fazê-lo.
Pense no efeito que ser punido fisicamente tem sobre adultos. Quando alguém nos bate, a gente se sente humilhado. Não temos motivação para agradar a pessoa que nos bateu, sentimos ressentimento e medo. Podemos inclusive ter desejo de vingança. Bater em seu filho prejudica seu relacionamento com ele, e não lhe dá a informação necessária para que tome decisões. Além disso, bater não aumenta o respeito de seu filho por você.
Fonte: DURRANT, Joan E., Positive discipline: what it is and how to do it, Save the Children Sweden e Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children, 2007. 
Disponível em: http://www.naobataeduque.org.br/problemas/desenvolvimento-infantil. Acesso em: 19 set. 2013. 


18 de set de 2013

É possível educar os filhos sem bater – entrevista com a psicopedagoga Lilian Rodrigues (SC)

Bom dia leitor(a)!

Veja no link abaixo algumas orientações da psicopedagoga Lilian Rodrigues Santossobre como educar sem violência.

crianças fortes autonomas


Fonte: Globo TV – Vida e Saúde SC

Colaboração: Facebook da Rede Não Bata Eduque em 17 de setembro de 2013.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2013. Disponível em: http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/2013/09/e-possivel-educar-os-filhos-sem-bater.html. Acesso em: 18 set. 2013


17 de set de 2013

Mãe e 4 filhos são encontrados mortos em Ferraz de Vasconcelos, SP

Entre os mortos estão 3 meninas de 9, 11 e 17 anos e garoto de 13 anos.Corpos não tinham sinais de violência, diz a PM.

Do G1, em São Paulo

Uma família foi encontrada morta emFerraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo, no início da madrugada desta terça-feira (17), segundo a Polícia Militar. Entre os mortos estão três meninas de 9, 11 e 17 anos, um menino de 13 anos e a mãe das crianças, uma auxiliar de enfermagem de 42 anos.
Os cinco corpos estavam em um apartamento na Rua Massato Sakai e não tinham sinais de violência, segundo a PM. Eles foram encontrados pelo namorado da mulher morta.
Uma equipe de peritos foi ao imóvel investigar as circunstâncias das mortes. Como havia muito vômito e fezes no apartamento, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de envenenamento. Alimentos foram recolhidos para exames toxicológicos.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Suzano, também na Grande São Paulo.


15 de set de 2013

Mãe suspeita de matar as filhas passa por avaliação psiquiátrica

Informação é do Hospital Universitário da USP, onde ela segue internada.
Adolescentes tinham 13 e 14 anos.


Do G1 São Paulo

Adolescentes foram encontradas mortas em casa no Butantã (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)Adolescentes foram encontradas mortas em casa no Butantã (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)








A corretora de imóveis de 53 anos suspeita de ter matado as duas filhas adolescentes passou por uma avaliação psiquiátrica na tarde deste domingo (15) no Pronto Socorro da Lapa, segundo informações do Hospital Universitário da USP, onde ela está internada. Ela foi encaminhada ao hospital no sábado (14), quando policiais chamados para atender uma ocorrência de vazamento de gás encontraram a corretora deitada no chão de sua casa no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, e as filhas dela, de 13 e 14 anos, mortas.
Segundo a Polícia Militar, neste momento a mãe das garotas assumiu o crime. Ela foi detida em flagrante e encaminhada ao Hospital Universitário.
De acordo com o hospital, a corretora passará por um novo exame psiquiátrico na segunda-feira (16). Ainda não há previsão de quando ela receberá alta. O depoimento dela é aguardado pela 14ª Delegacia de Polícia, em Pinheiros, que investiga o caso.

De acordo com o boletim de ocorrência, PMs foram chamados para atender ocorrência de vazamento de gás na casa, na Vila Gomes. Ao chegarem ao local, eles encontraram uma equipe do Corpo de Bombeiros. A corpo da corretora tinha cheiro de gasolina.


Filhas
As adolescentes foram encontradas deitadas cada uma delas em um beliche, em um quarto bastante revirado e com fezes animais, no andar superior da residência, na Rua Doutor Romeu Ferro. No box do banheiro desse cômodo, um cachorro foi encontrado morto com um saco plástico amarrado na cabeça.


A perícia do local foi requisitada e os corpos foram encaminhados para exame necroscópico no Instituto Médico Legal.

Segundo a Polícia Militar, não havia sinais de arrombamento no imóvel, e as garotas já estavam mortas provavelmente havia dias em razão do estado dos corpos.

14 de set de 2013

10 passos para lidar com a birra da criança. E não perder a classe

Converse depois que a criança se acalmar


Monica Brandão e Tamara Foresti

Carol do Valle
1. Por pior que seja o “espetáculo”, NUNCA, JAMAIS, em tempo algum bata no seu filho.
2. Antes de sair, previna-se de possíveis contratempos. Se vai ao supermercado, fale que a criança tem direito a escolher dois doces, por exemplo.
3. Não ceda às manipulações. Mostrar que birras não dão resultado é um jeito de desestimulá-la a repetir a cena.
4. Avise seu filho que só conversará com ele depois que ele se acalmar (e você também...).
5. Se precisar dar uma bronca na criança, espere ela terminar de espernear e explique por que está sendo punida. É importante que ela entenda o que fez de errado e, para isso, precisa estar tranqüila para conseguir ouvir o que você tem a dizer.
6. Não brigue com seu filho na frente de todo mundo; isso o fará se sentir humilhado.
7. Desvie o foco da criança. Mostre um objeto diferente, o cachorrinho passando na rua, o avião lá no céu... Use a criatividade!
8. Algumas vezes, por trás da birra existe uma criança com fome, sono ou carente. Se for esse o caso, responda pacientemente e faça um carinho. Às vezes, é só disso que ela precisa.
9. Simplesmente ignorar a birra também pode dar bons resultados. Respire fundo.
10. Se não tiver como conter o show no meio da loja, simplesmente pegue seu filho no colo e vá embora. Sem escândalos. Ele vai perceber que não adiantou nada e você evita o constrangimento.
Fonte: Revista Crescer. 10 passos para lidar com a birra da criança. E não perder a classe. 2013. Acesso em: 14 set. 2013

13 de set de 2013

COMPORTAMENTO: 8 razões para não bater no seu filho

Especialistas mostram quais as consequências de usar a violência para educar as crianças


Redação Crescer

 Shutterstock
A CRESCER acredita que é possível educar sem bater. Mas qual o problema, afinal, em dar uma palmadinha vez ou outra para impor limite? Convidamos diversos especialistas para responder a essa questão:
- O professor do instituto de psicologia da USP, Lino de Macedo afirma que a palmada é um argumento de força e, por isso, não é válido;
- Para Neide Noffs, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, o diálogo é a melhor forma de educar;
Ilan Brenman, educador, psicólogo e autor de dezenas de livros pra crianças, também acredita mais no poder da palavra do que da palmada;
- A deputada Maria do Rosário (PT-RS), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente no Congresso, bater envolve uma relação de desigualdade;
- Para o psiquiatra forense Guido Palomba, os pais precisam dar o exemplo aos filhos de que a violência não é o caminho;
Cacilda Paranhos, educadora e membro do Lacri, acredita que a criança que apanha pode repetir o ato com os amigos fora de casa;
Rachel Niskier, coordenadora de campanhas da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que as palmadas provocam medo e raiva na criança;
- A coordenadora da rede Não Bata. Eduque., Márcia Oliveira, também acredita que para educar são necessários bons exemplos.
Fonte: Revista Crescer. COMPORTAMENTO: 8 razões para não bater no seu filho. 2013. Disponível em: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8590029524838754637#editor/target=post;postID=815152352419846402. Acesso em: 13 set. 2013.

11 de set de 2013

COMPORTAMENTO: Chega de grito

Confira a entrevista exclusiva com o psicólogo espanhol Guillermo Ballenato, autor do livro "Educar Sin Gritar",

Redação Crescer

Daniela Toviansky
Não bato, mas grito. Para o psicólogo espanhol Guillermo Ballenato, autor do livro Educar Sin Gritar(Educar Sem Gritar, ainda sem previsão de lançamento aqui no Brasil), a reação dos pais focada em gritos virou uma forma de os pais se comunicarem com os filhos, e isso apenas danifica a autoestima da criança. Leia abaixo a entrevista exclusiva para CRESCER:
CRESCER: Quais são os valores básicos da educação?
Guilhermo Ballenato: Em uma sociedade tão complexa e competitiva, a educação com base nos valores tem um papel essencial, porque são os pilares que permitem que o ser humano viva em sociedade. Os três considerados por mim fundamentais são justiça, respeito e solidariedade. Esses três fazem com que o desenvolvimento da criança seja mais equilibrado, dá mais confiança para elas e legitima a autoridade dos pais e educadores. Outro ponto importante é o diálogo com a criança com base na escuta e na sinceridade. Uma relação afetiva garante segurança, permite a troca emocional e enriquece.
C.: E como os pais podem demonstrar autoridade?
G.B.: A autoridade deve ser reconhecida baseada no exemplo, no diálogo e no reconhecimento, não no castigo ou nas críticas. Por isso que eu digo que a tarefa de educar é um desafio estimulante que ainda está para ser descoberto por muitas pessoas, especialmente os pais, educadores.
C.: Você acredita que o grito virou a nova surra? Por que isso é um problema?
G.B.: Os gritos tornaram-se, infelizmente, uma forma bastante comum de “educar” as crianças. É um sintoma de insatisfação consigo mesmo e o reflexo de uma sociedade. Por isso, é tão urgente rever as nossas prioridades, sejam elas o trabalho, bens materiais, família... Contribuir para uma sociedade melhor, mais justa, mais solidária deve ser a missão de uma vida inteira e a educação é a maneira ideal de fazer isso. Quem não tem tempo para gastar com seus filhos enquanto eles são jovens deve saber que os anos não vão voltar e não podemos recuperá-los. Os gritos são um mau exemplo e a conduta de vida do adulto educa tanto ou mais que a palavra. Alguns pais usam o grito como uma rotina para se comunicar com as crianças. Isso é um tipo de abuso que tem consequências.
C.: Como o que, por exemplo?
G.B.: Os pais gritam por falta de paciência, pela sensação de impotência, pelo medo de perder a autoridade, porque eles sentem a distância psicológica apesar da proximidade física com a criança. Só que os gritos fazem com que percamos a autoridade. Se tivermos a razão, perdemos pela má educação. É um tipo de abuso que não deixa vestígios físicos visíveis. No entanto, danifica a autoestima da criança. E muitos pais acabam se sentindo culpados. Devemos acreditar que é possível educar sem gritos. Para fazer isso, temos de desenvolver nosso autocontrole. Não podemos ensinar as crianças a controlar suas emoções, se nós próprios não somos capazes disso.
Daniela Toviansky
C.: Os pais se sentem culpados por não passarem o dia todo com os filhos por conta do trabalho. No entanto, também estão mais cansados e explodem com mais facilidade. Como administrar tudo isso?
G.B.: Vivemos em uma sociedade com muitos pais exaustos e crianças que se sentem sozinhas. Para amenizar essa situação, é necessário criar algumas estratégias para não acabar gritando com as crianças nos momentos mais tensos do dia. E devem ser adaptadas caso a caso. Volto a dizer que, para algumas famílias, talvez a saída seja melhorar a comunicação para prevenir e resolver conflitos. E isso requer paciência e exige coerência no que se diz às crianças. Os pais devem mostrar autocontrole, exercitar a paciência, aprender a contar até dez antes de falar, ouvir sem interromper, evitar dar sermões... Parece, mas não é complicado. E os efeitos são tão benéficos que vale a pena colocá-los em prática. Outro ponto que conta muito é o nível de satisfação pessoal dos pais. Pais mais felizes tendem a transmitir esse bem estar nas relações com os filhos.
C.: Como agir para garantir uma educação de sucesso?
G.B.: Devemos usar a empatia, senso comum e o diálogo. Buscar a razão e explicar, mas também ouvir e ser flexível. Essa história de que rotina estraga é mentira. Criança precisa de regras, elas são necessárias para a convivência e devem ser estabelecidas desde o início e fazê-las respeitar. Muitas crianças estão pedindo para ter regras claras. A falta de normas gera confusão e insegurança nas crianças. No futuro, eles vão viver em uma sociedade que exige o cumprimento das leis e precisam se acostumar! O mais importante é que devem ter sentido e devem ser proporcionais, não definidas de forma arbitrária. A flexibilidade na exigência do cumprimento deve ser gradual. Inicialmente, é melhor ser rigoroso, coerente e consistente.
Fonte: Revista Crescer. COMPORTAMENTO: Chega de grito. 2013. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI119337-15151,00.html. Acesso em: 11 set. 2013.

10 de set de 2013

Clipe Carinho de Verdade - Contra a violência infanto-juvenil



Fonte: Blog Educar sem Violência. Clipe Carinho de Verdade - Contra a violência infanto-juvenil. Cida Alves. 2013. Disponível em: http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/. Acesso em: 10 set. 2013.

8 de set de 2013

Já para o castigo!

A palavra impressiona, porém nem sempre é sinônimo de dor física. Repreender o filho por causa de uma desobediência dá limite


Patricia Cerqueira

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Castigo resolve? Há uma polêmica, mas as mães garantem que sim, embora muitas evitem usar esse termo. De fato, a palavra assusta mais do que a medida. Muitos especialistas preferem falar em sanção, impedimento, conseqüência, responsabilização. Relutam em usar "castigo" porque, dizem, ele traz à mente a imagem de punições físicas - como a palmatória usada para disciplinar alunos e filhos no passado. 

Aqui não se está falando depalmada, beliscão, tapa, sova, xingamento - isso tudo está realmente fora de cogitação. E, sim, daquele castigo definido pelo Dicionário Houaiss: pena ou punição que se inflige à pessoa..., observação sobre um erro ou uma falta; repreensão, admoestação. Ou seja, o clássico ficar sem TV quando a filha foi além do limite. "Mando o Davi para o quarto quando não obedece. Ele vai e se toca de que fez algo nada legal. Volta. Pede desculpas e diz que me ama", conta a atriz Érika, mãe de Davi, de 4 anos e 9 meses. Pode soar horrível, mas punir, nesse sentido, é educar. "Com a intervenção dos pais, a criança aprende a se socializar. Começa a ter noções de moral e ética", afirma a filósofa e mestre em educação Tania Zagury, autora de 12 livros sobre educação de criança, entre eles Limites sem Trauma. Tania evita a palavra castigo. Segundo ela, a criança não consegue perceber que esse foi o último recurso dos pais, que ela já teve a chance de obedecer, mas como não conseguiu, essa é a conseqüência para sua atitude. 

Falar antes de agir 

Castigar é deixar o filho sem algo que ele realmente aprecie, com a intenção de que, sentindo falta, não repita a travessura. O objetivo é mostrar que seu comportamento foi errado e não deve repeti-lo. "Nesse sentido, o castigo de fato dá certo, faz a criança parar, mas não impede que ela repita depois", avisa Neide Noffs, psicopedagoga e professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Ou seja, traz o efeito desejado pelos pais. Alguns educadores, porém, acreditam que ele não traz benefícios no futuro. Para eles, os pais precisam respeitar a criança e, para ensiná-la, não precisam punir. "A punição elimina o comportamento indesejado, mas a longo prazo não educa, não ensina", explica Maria Guimarães Drummond Grupi, psicóloga e pedagoga. Favorável em impor limite com diálogo firme, ela diz que a punição só refreia o comportamento. Não vai além disso. 

Difícil mesmo é os pais não ficarem extenuados. Fala-se uma, duas, três, quinze vezes e o filho continua repetindo o comportamento. Só que nem sempre a criança volta à ação condenada para desafiar os adultos. "Principalmente as pequenas: elas fazem porque não tem logicidade, ou seja não, entendem causa e efeito de forma clara. E, como vivem num mundo egocêntrico, em que tudo funciona para elas e por causa delas, agem por instinto, sem pensar no outro", explica Neide. Às vezes, elas também repetem o comportamento porque são curiosas, estão pesquisando o mundo. Mostrar o erro não garante aprendizado na hora. "E essa incapacidade da criança pequena não é falha da educação", acalma Neide. Faz parte do processo de aprendizado dela sobre o mundo. Só não se pode achar que está tudo bem. Em qualquer faixa etária, a criança precisa aprender que há comportamentos que são aceitos e outros não. Que há coisas que ela pode fazer e outras não. O resultado leva tempo. Os pequenos não nascem sabendo como se controlar. Por isso, a autoridade tem de vir de fora, dos pais. 

Quando começar? 

As medidas, sanções e afins costumam surgir depois que os pais explicaram, conversaram, gastaram o léxico. Disseram 'não faça isso', 'pára', uma, duas, três vezes. Colocar para pensar, perder algo de que gosta muito, ser retirada do ambiente costumam ser as medidas preferidas pelos adultos. Só que para cada idade deve-se adotar uma estratégia. A partir dos 2 anos, quando a criança aprende a falar 'eu' e a notar o amigo, em geral, aparecem as mordidas, as agressões. "Nesses momentos, ela deve ser fisicamente contida e avisada de que o que fez não foi legal", explica a educadora e psicóloga Maria Cristina Meirelles Cruz. Isso também é uma sanção. O que não dá é colocar uma criança de 1 ou 2 anos para pensar. Ela ainda não consegue perceber que sua atitude não foi adequada. Mesmo as de 3 ou 4 anos se assustam mais do que "pensam" quando ficam sozinhas, mesmo que seja por três minutos, de porta aberta e junto aos brinquedos. Por isso, pode ser mais eficiente retirar algo de que elas gostem. Mas a partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a perceber com mais eficiência que pode perder coisas legais porque não agiu adequadamente. E o mais importante: para que o castigo seja educativo, a criança precisa entender a relação entre o que fez e a conseqüência desagradável que tem de enfrentar por causa disso. Cada família, porém, conhece o próprio filho e escolhe o momento e o método mais eficiente dependendo do perfil da criança. Não adianta cortar passeios daquela que não se importa em sair de casa, por exemplo. 

Gelo de mãe 

Na opinião de Maria Grupi, a mãe dar uma "gelada" no filho mesmo pequeno é uma punição eficiente. "Demonstrar, com voz firme, que não gostou da atitude dele dá muito certo", garante ela. Os pais não devem demonstrar que estão transtornados e muito menos se sentir ameaçados pelo filho. É preciso ter claro que quem está no comando são vocês. Perder a atenção da mãe já é um grande castigo, seja o filho pequeno ou grande. As sanções, ensinam os educadores, devem ser imediatas ao erro, de curta duração , e é preciso explicar a razão. "Só cuidado com a verborragia, muito comum em tempo da cultura de não bater", avisa Maria Cristina. A atenção da criança é curta. Se você alongar as explicações, ela "perde contato com a torre rápido". Além disso, é importante distinguir as situações que merecem punições mais contundentes. Nem toda desobediência é motivo para pensar no quarto. Mas toda insubordinação merece um chamado de atenção. "Vejo o castigo como uma forma eficiente de dar limite, desde que não seja sempre", diz a psicóloga Beatriz. Ela começou a impor sanções quando Luiza não atendia aos pedidos da mãe, desafiando-a. E esse desafio ainda a colocava em risco. Pondere a situação para não agir num dia em que você está sem paciência porque depois bate a culpa. A cardiologista Fernanda assume: "Dói o coração ouvir o choro da Giuliana no quarto". Se percebeu que errou na mão, vale pedir desculpas ao filho e até dizer que ele não merecia ficar de castigo, se for o caso. 

Educar não é mesmo tarefa fácil. Filho desafiar as regras está dentro da normalidade. Anormal seria se a criança aceitasse passivamente o primeiro não dos pais ou nunca obedecesse. Se esse não é o seu caso, saiba que nada será para sempre. Essa é só mais uma fase dentro do complexo e apaixonante desenvolvimento infantil. 

Punição na escola 

Não é só em casa que as crianças sofrem punições. Na escola, também podem perder algo quando desrespeitam as regras do grupo. Podem ficar fora da roda de uma discussão, sair da classe, perderem o horário do lanche. Depende do perfil de cada escola. Até as chamadas democráticas fazem os combinados que todos têm de cumprir. "Na escola onde trabalho, quando as crianças estão fora de si, recorremos às sanções. Além disso, fazemos massagem, para tentar trazê-las de volta ao eixo", diz Maria Cristina Meirelles Cruz. A desobediência costuma aparecer cedo na vida das crianças. Até por volta dos 3 anos, elas não têm noção do que seja regra e infração. Por isso, vivem cometendo várias delas. Em casa e na escola. Conversando e sendo punidas, quando for o caso, vão entendendo as normas de convivência da sociedade. 

Fonte: Revista crescer. Já para o castigo. 2013. Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI115502-15546,00.htmL. Acesso em: 08 set. 2013

7 de set de 2013

A violência familiar contra a criança é um problema de saúde pública em todo o mundo.

O estudo mostra a prevalência e característica da violência familiar contra crianças adscritas ao Programa Médico de Família de Niterói/RJ.

93,9% das crianças de 0 a 9 anos sofrem punição corporal, 51,4% maus-tratos físicos, 19,8% maus-tratos graves e 96,7% agressão psicológica.
A boa notícia é que 99,6% já tentam métodos de disciplina não violenta. Nosso desafio é divulgar e mostrar para a sociedade brasileira que esse é o método educativo que dá resultados positivos e garante à integridade física e psicológica das crianças contribuindo para seu pleno desenvolvimento como ser humano e como cidadão.
Vejam um resumo da pesquisa no link abaixo.