29 de jul de 2011

...viver é para os insistentes - artigo de Eliane Brum



Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito, tem tornado despreparada a geração mais preparada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.



ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum



Enviado pelo jornalista Rosimar Silva em 26 de julho de 2011.
Conteúdo postado por Cida Alves no Blog  Educar  sem violência http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/2011/07/viver-e-para-os-insistentes-artigo-de.html

27 de jul de 2011

"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: Mensagem - PEGADAS NA AREIA

Mensagem - PEGADAS NA AREIA: "PEGADAS NA AREIA Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que estava andando na praia, com o senhor e através do céu, passavam cena..."

Mensagem - PEGADAS NA AREIA


PEGADAS NA AREIA


 Uma noite eu tive um sonho...
 Sonhei que estava andando na praia, com o senhor e através do céu,
passavam cenas da minha vida.
 Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de
pegadas na areia:
 Um era o meu e outro era do Senhor!!!
 Quando a  ultima cena passou diante de nos, olhei pra trás, para as
pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia
apenas um par de pegadas na areia.
 Notei que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do
meu viver. Isso me aborreceu e perguntei então ao Senhor:
  Senhor, Tu me disseste que, uma vez, que revolvi te seguir,Tu andarias
sempre comigo, em tudo o caminho.
 Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia
apenas um par de pegadas na areia.
 Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de ti, Tu
me deixaste sozinho.
 O Senhor me respondeu:
  Meu querido filho. Jamais eu ti deixaria nas horas de provas e de sofrimento.
Quando vistes, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas.
Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços!
                                                                                                 (Autor desconhecido)

Educar sem Violência: Solidão por Chico Buarque

Educar sem Violência: Solidão por Chico Buarque: "Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência. Solidão não é o sentimento qu..."
"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: RESENHAS E TEXTOS: "UMA
PEDAGOGIA INTERACIONAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

..."

25 de jul de 2011

REFLEXÃO

"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL:: "' Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que..."

REFLEXÃO



"Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre." (Bob Marley)

RESENHAS E TEXTOS

"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: " Estágio como campo de conhecimento ..."

22 de jul de 2011

Professor agride aluno por causa de toque no celular no Espírito Santo


Ana Maria Braga comenta os fatos que marcam o Brasil nesta quinta-feira, 21 de julho

Professor agride aluno por causa de toque no celular no Espírito Santo
Um aluno foi agredido por um professor de jiu-jitsu, porque em seu celular tocou um funk. O professor disse que não gostava do ritmo e deu um soco no adolescente, de 13 anos. O agressor, que confessou o crime, pagou a fiança de um salário mínimo e foi solto. Ele já foi afastado da escola, onde participava como voluntário de um projeto dando aulas de judô.

A Prefeitura Municipal de Cariacica informa que a direção da Escola Municipal Angelo Zani prestou atendimento ao aluno agredido, e se colocou a disposição da família para transportá-los à delegacia para o registro da ocorrência e acionou a Coordenação de Inspeção Escolar da Secretaria Municipal de Educação.




"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: Você sabe a diferença entre tristeza e depressão? ...

"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: Você sabe a diferença entre tristeza e depressão? ...: "Você sabe a diferença entre tristeza e depressão? Confira as orientações do Mais Você É cada vez mais comum a gente ouvir alguém dizer..."

Você sabe a diferença entre tristeza e depressão? Confira as orientações do Mais Você


Você sabe a diferença entre tristeza e depressão? Confira as orientações do Mais Você

É cada vez mais comum a gente ouvir alguém dizer que está deprimido. Mas como saber se aquele sentimento é só tristeza ou realmente depressão? Movido por esta questão, oMais Você desta quinta-feira, 21 de julho, abordou o tema. Ana Maria Braga conversou com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa.

“Para começar, eu vou te mostrar a história de duas mulheres aqui do Rio de Janeiro que passaram por momentos muito difíceis. A Sandra teve que enfrentar a perda de dois filhos e a Irenice foi demitida do emprego que era a vida dela. O que elas não sabem é se têm depressão ou tristeza”, contou Ana Maria Braga, mostrando uma matéria sobre a vida das duas mulheres.

Irenice desabafou: “Vem insônia, você não dorme. Eu não gosto da noite. Eu sempre trabalhei em dois ou três empregos, não dormia, cochilava”. “Comecei a fazer esporte, caminhar, acessar o computador, a sair mais”, relatou Irenice. Ela conheceu um marroquino pela internet e vai se casar com ele. “O amor me tirou da tristeza”, confessou.

Depressão
Sandra, por sua vez, disse que os dois filhos tinham a Síndrome de Crouzon. Ela perdeu os dois. “Eu emagreci 13 quilos”, contou. “As pessoas que convivem contigo precisam estar atentas e ver que depressão não é frescura, é doença e tem cura”, declarou.

Em seguida, Ana Beatriz Barbosa, na companhia de Ana Maria Braga, comentou sobre o assunto. A doutora explicou que, no caso de Irenice, podemos ver o clássico caso de tristeza, que se configura em uma situação pontual. “Ela perde o emprego, perde um parente, perde um funcionamento habitual. Ela é uma pessoa extremamente ativa, trabalhava, os filhos saem de casa, e depois que ela se aposenta, não sabe mais o que fazer. Então, ela tem que se readaptar”, discorreu a médica. "O desafio de superar os obstáculos está dentro de nossa mente, de nossa história”, ressaltou a psiquiatra.

Ana Beatriz ainda explicou as reações normais quando se perde uma mãe, por exemplo. Ela disse que, neste caso, a pessoa passa a se acostumar com a perda após três meses. A psiquiatra ainda explicou como é o processo de tristeza quando há perda de emprego.

Combate à depressão
Sobre a depressão, a doutora alertou: “Existem pessoas que podem deprimir independentemente de ser geneticamente. Isso vai depender do tempo e da intensidade do esgotamento. Ninguém deprime de um desgaste, de uma relação dolorosa, de uma perda dolorosa, em menos de dois anos. Por isso, quando uma pessoa passa por um estresse crônico, ela deve ser observada”.

“Na depressão, você já está adoecida, você tem uma insônia terminal, ou seja, você se deita e dorme, depois de um tempo você acorda como se alguém estivesse te acordando e não dorme até de manhã. A depressão é pior de manhã. Você tem perda de interesse pelo que você tinha antes, você começa a ter uma dor crônica, a pessoa começa também a ter uma sensação de culpa em relação a tudo. Tem que procurar ajuda nos dois casos. Tanto na tristeza, como na depressão, a reinvenção é a solução”, finalizou Ana Beatriz.

Fonte:http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1667973-18172,00.html

21 de jul de 2011

Dia Internacional da Amizade



Ofereço as palavras de Vinicius de Moraes e de Carlos Drummond


Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes 











com todo carinho do mundo....

(Conteúdo postado pertence ao blog educar sem violência Cida Alves)

15 de jul de 2011

“Se o tempo   demorar. Se a distância se aproximar. Se o medo chegar. Se a tristeza invadir. Mostre ao tempo que sabes esperar. Diz à distância que o amor não tem  limite. Revele ao medo sua coragem   Destrua a tristeza com um sorriso de felicidade mostre aos problemas que você nasceu pra vencer. Faça das dificuldades degraus  para seu sucesso!!” (A. Filho)

FILMES


Sinopse

O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

MENSAGEM

Blogger: "DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL
15-07-2011    

Lobo interior

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse:
- A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.
- O outro é bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
- Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimenta!

(Autor desconhecido)

13 de jul de 2011

"DESCOBRINDO O MUNDO ENCANTADO" DA EDUCAÇÃO INFANTIL: FILMES

FILMES: "'Quando Hachiko, um filhote de cachorro da raça akita, é encontrado perdido em uma estação de trem por Parker (Richard Gere), ambos se ident..."
RELATOS DE ESTÁGIO : 'Apresentação da pré-escola Somos alunos* do quinto período do curso de Pedagogia e, no primeiro semestre de 2011, ini..."

11 de jul de 2011

MENSAGEM

RECOMEÇAR


"Sempre é tempo de recomeçar. Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos. Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade. Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou. Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado. Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel. Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo. Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho. Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos... O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade. As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos. Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você? Você está pronto para recomeçar? O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.” (Autor desconhecido)

RESENHA

Jorge Sousa*


CUNHA, M. P. O bom professor e sua prática. 20 ed. Campinas, SP: Papirus, 2008. 184 páginas.



O livro “O bom professor e sua prática”, da autora Maria Isabel da Cunha, publicado pela editora Papirus, a obra relata um estudo realizado pela autora, junto á docentes do ensino médio e superior, com a finalidade de definir o conceito do “bom professor”, bem como suas origens e métodos.


Sua prática e metodologia também são temas discutidos com o objetivo de apresentar uma proposta de novos rumos ao curso de formação de professores que atenda às necessidades de inovação do ensino no país, sem perde a qualidade.


Em sua obra o a autora relata o dia-a-dia dos professores, para isso ela se propôs a assistir as aulas, utilizando entrevistas e observações junto aos alunos de 2° e 3° grau para definir quem é o bom professor para eles. Nota-se que muitos dos alunos apontam como bom professor aquele que é exigente, e não aquele considerado bonzinho.


Para a formação do professor, a fatores como regionalismo, cultura, experiência de vida, formação didática, dentre outros menos relevantes, são primordiais para a formação e definem a forma como esse professor atuará em sala de aula e se essa mesma atuação será ou não satisfatória, chegando ao ponto de atingir seu objetivo sem perder a qualidade de ensinar.


Segundo a autora, o ambiente de onde se originou o professor tem influência direta em seu comportamento e tolerância em sala de aula, como o interesse não-financeiro do docente. Entende-se como não-financeiro, o interesse em transmitir o conhecimento ao aluno, ainda que o retorno financeiro não seja pertinente à função ou, até mesmo insuficiente de acordo com sua formação.


O bom professor não nasce sabendo de tudo, é formado conforme a necessidade, interesse, ou até mesmo vocação, sendo que essa última, atualmente está em falta. Segundo, Cunha “o bom professor para os alunos atuais é aquele que domina o conteúdo, escolhe formas adequadas apresentam a matérias e tem bom relacionamento com o grupo.” (p.72)


Ao analisar os docentes, a autora relata que em determinado momento, a individualidade do profissional, leva o docente a falhar em seu trabalho didático, ocorrendo principalmente com pessoas que tem dificuldade em se relacionar com as pessoas.


A influência da formação pessoal, conta também como ponto primordial na formação docente. A forma como o docente de hoje recebeu influências de seus professores e o interesse em poder contribuir com o conhecimento, leva o aluno a querer se espelhar no mestre. Esse aspecto, em muitos casos, determinante para a formação ao futuro do bom professor.


Conforme a autora relata, não há receita especificada para o bom professor, no entanto, os aspectos e pontos de vista explanados, esclarecem detalhes importantes que devem ser observados, para que se defina a forma de atuação do docente em sala de aula.


Contudo, “o bom professor” é aquele que fazer o aluno refletir, pesquisar, tem bastante competência em desenvolver os trabalhos com os alunos, tem boa relação com o eles, analisa o cotidiano em que vive e assim, procura encontra sua dificuldades para poder ajudar-los.


Essa obra é de suma importância para educadores, pesquisadores da educação, acadêmicos. Uma excelente contribuição para aqueles que cursam a pós-graduação ou envolvidos em pesquisa educacional, nele encontrarão informações bastantes úteis para seus próprios projetos.




_________________
* Acadêmico do 3º Ano do Curso de Pedagogia, da Universidade Estadual de Goiás, unidade universitária de Inhumas.