30 de set de 2011

Mais Você fala sobre o caso em que filha acusa pai de abuso sexual


Mais Você fala sobre o caso em que filha acusa pai de abuso sexual


“Quem faz este tipo de coisa não é pai, é um monstro”, declarou Ana Maria Braga. Não é um filme inspirado no livro de Hitchcock e o perigo, portanto, não mora ao lado, mas dentro de casa. O Mais Você desta quinta-feira, 29 de setembro, falou sobre o caso do advogado Sandro Luiz Fernandes, de 45 anos, acusado de abuso pela própria filha.

Segundo a denúncia, ele ainda teria molestado a prima, a tia e o irmão, de nove anos, da jovem. “Eu quero mostrar para todos quem ele é. Eu não quero viver de ilusão. Ele é um monstro”, disse a vítima. O advogado de defesa, Hélio Marcos Pereira Junior, em entrevista à repórter Patrícia Falcoski, declarou que o acusado ficou surpreendido ao saber da denúncia pela mídia, e afirmou que o advogado vai à Polícia.

“Ele tem interesse em se apresentar espontaneamente para apresentar a versão dele”, explicou a defesa. Em viagem pela Europa com a esposa, Fernanda, Sandro Luiz foi intimado a prestar depoimento nesta quinta-feira. Após o depoimento do irmão mais novo, a delegada Priscilla Bianchini Alferes solicitou a prisão preventiva de Sandro. “Ele foi bem claro, bem contundente sobre o acontecimento”.

A reclusão preventiva da mãe da jovem também foi pedida, como coautora. Segundo depoimento da própria vítima, a mãe soube dos abusos quando ela tinha 11 anos e havia dito à filha que conversaria com o pai para que ele parasse, contudo, aos 15 anos, a estudante voltou a procurar a mãe e teria ouvido: “Filha, perdoa. Deixa isso para lá”.

Disque-denúncia contra violência sexual
Ana Maria recebeu na casa a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa para traçar o perfil do acusado de abuso sexual infantil. “Socialmente, ele é aquele que demonstra muito tempo com a família, se coloca em posições sociais que o salvaguarda, como a profissão de advogado. Não me assustaria se ele fosse diretor do Conselho Tutelar, pois ele está se disfarçando. É o tipo de homem que seduz, porque é perfeito para a sociedade”, analisou Ana Beatriz.

Por essa característica sedutora, a psiquiatra avaliou a relação dele com a esposa: “Esta mulher se casa e em pouco tempo descobre que ele é rude, agressivo. Dentro de casa, funciona a lei do silencio e a mulher vai se submetendo. Quando tem os filhos, ela está dominada”. Ana Beatriz falou ainda sobre a postura durante o depoimento. “Ele vai chegar com uma postura arrogante, como se nada tivesse feito. Vai inventar histórias e dizer que é imaginação das crianças. Espere coisas absurdas, porque virá”, opinou.

Segundo a especialista, este controle é um dos mais covardes porque se aproveita da vulnerabilidade de uma criança e faz com que a esposa não reaja aos acontecimentos como se espera. “Se a maternidade não foi capaz de curar esta dominação, nada irá. Relação de dependência é como uma droga”, afirmou Ana Beatriz.

Nova lei contra crimes sexuais estabelece punições maiores
O crime, se classificado como estupro, tem pena que varia de seis a dez anos de prisão. Se cometido contra menores de 13 anos aumenta para de oito a 15 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que a justiça pode dar a destituição de poder familiar e o acusado deixa de ser considerado pai da criança de forma definitiva. A Sociedade Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil listou algumas dicas de sinais de comportamento de crianças abusadas sexualmente, são elas:

1. Interesse excessivo ou aversão de natureza sexual;

2. Problemas com o sono ou pesadelos;

3. Depressão ou isolamento dos amigos e da família;

4. Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;

5. Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;

6. Negar-se a ir à escola;

7. Rebeldia e delinquência;

8. Agressividade excessiva;

9. Comportamento suicida;

10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;

11. Não querer participar de esportes;

12. Respostas ilógicas para perguntas sobre ferida nos genitais;

13. Temor irracional do exame físico.

Fonte:

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1674457-18172,00.html

25 de set de 2011

Tragédia em escola: criança de 10 anos atira em professora e se mata


Tragédia em escola: criança de 10 anos atira em professora e se mata

Violência familiar, arma de fogo em casa e
bullying: uma mistura explosiva e as vezes mortal

Semeamos ventos e colhemos tempestades!
“Acredito que um dos motores que faz a roda do ciclo vicioso da violência girar é o consentimento dado por nossa sociedade às formas violentas de se resolverem as diferenças, os conflitos. O uso de violências físicas na educação e no cuidado de crianças e adolescentes tem perpetuado o ciclo vicioso de violência dentro da vida familiar. Os pais batem nos filhos; os filhos batem em seus irmãos e colegas de escola e de rua; depois, filhos e colegas batem em suas namoradas, parceiras e esposas, que por fim, também batem em seus filhos”
( Cida Alves, 2011).


Violência gera violência

Estudante que atirou em professora no ABC será enterrado nesta sexta

cemi-g1
Alvo de gozação
David Mota Nogueira (10 anos) sofria bullying pelo fato de ser manco, segundo informações do Diário do Grande ABC. "O pessoal da sala dele zoava muito com a deficiência", disse Cayan de Castro Amorim, 14, aluno da escola, em entrevista ao jornal. (fonte: Yahoo notícias em 22 de setembro de 2011)

A tragédia poderia ter sido maior
Professora Rosileide
Felizmente a professora Rosileide de Oliveira, 38 anos está fora de risco de morte!
Rosileide saiu da UTI, está consciente e passa bem.
Veja algumas pesquisas Nacionais
1) Aprendizagem social da violência
Uma pesquisa realizada em escolas públicas do município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, evidenciou que a experiência de sofrer violência física intrafamiliar é freqüente entre os estudantes (ASSIS; DESLANDES, 2005). Os estudantes são vítimas de seus pais, o que demonstra que a prática de bater e apanhar continua uma forma habitual de resolver conflito nas famílias. Dentre os 1.600 adolescentes pesquisados, 27,7% informaram sofrer castigo físico severo da mãe, e 16,7%, do pai. Para as autoras, o fato de a mãe bater mais que o pai se justifica por ela passar mais tempo com os filhos e dedicar mais tempo e energia à sua educação.

De acordo com os resultados dessa pesquisa, os jovens que sofrem violências intrafamiliares do tipo físico severo, psicológico e sexual são:
  • 3,2 vezes mais transgressores das normas sociais;
  • 3,8 vezes mais vítimas da violência na comunidade;
  • 3 vezes mais alvos de violência na escola do que os jovens cujo ambiente familiar é mais solidário e saudável (ASSIS; DESLANDES, 2004).
As violências físicas descritas pelas pesquisadoras Assis e Deslandes (2005), do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge (Claves/Fiocruz) incluem as mesmas modalidades de agressões apresentadas por Straus (1979), acrescendo-se ainda o ato de queimar partes do corpo.
Os castigos físicos menos severos, que ainda são naturalizados na cultura brasileira, foram citados por 53,9% dos alunos quando praticados pela mãe, e por 34,5% quando, provocados pelo pai.
Nos castigos considerados moderados, são incluídas atitudes como jogar objetos sobre o adolescente, empurrar ou agarrar, dar tapa ou bofetada e beliscar. Os instrumentos utilizados pelas mães para provocar dor ou lesões físicas são chinelos, sandálias, tamanco, cinto, vassoura e vara de goiabeira.
Em uma pesquisa realizada por Azevedo e Guerra (1995), os meios de agressão claramente evidenciados são indicados na tabela abaixo.

Tipos de agressões contra crianças e adolescentes
______________________________________________________________________
Vitimização física de crianças e de adolescentes
Meios da agressão/idade da vítima11m1-2a3- 4a5- 6a7-1011-1314-18Total%
Socos63145213348,2
Pontapés111-166163,9
Beliscão/empurrão/imobilizar9521222255,5
Esganadura----1--230,7
Afogamento/imersão2--1---30,7
Agressão com instrumento256112418218721,0
Queimaduras1223322153,6
Ingestão forçada de álcool/psicotrópicos-1211-161,4
Ameaça de morte---1--120,5
Negligência323-22-122,9
Agressão com arma-1---1571,7
Sem informação1522211951413820749,9
Total39423841907491415
%9,410,19,29,921,717,821,9
100
__________________________________________________________________________
Fonte: Distritos policiais, Instituto Médico Legal (IML), Varas de menores, Fórum criminal, Fundação do Bem-estar do Menor (Febem) (apud AZEVEDO; GUERRA, 1995).
Obs.: Dados relativos à notificação de casos desta natureza em 1991, em São Paulo-SP.



Para Assis e Deslandes (2005), a angústia expressa por adolescentes vítimas de violência física descrita nessa pesquisa revela que eles convivem
“cotidianamente com sentimentos de raiva, ambivalência do afeto e do ódio que sentem pelos familiares e a aceitação do fato de que as dores que sentiram foram merecidas, ao reconhecerem que a agressão por eles sofridas esteve respaldada no amor e na necessidade cultural de educá-los. É o aprendizado da violência e da vida acontecendo simultaneamente para essas crianças e adolescentes. E, no entanto, hoje é de domínio público que a violência intrafamiliar potencializa a violência social” (ASSIS; DESLANDES 2005, p. 51).



Pesquisa aponta que cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. Esse é apenas um dos efeitos negativos que a criança pode apresentar ao ser educada com o uso dos castigos físicos.
Fonte: pesquisa realizada pelo Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos , SP.

Os castigos físicos e humilhantes contribuem para que outras violações possam ocorrer:
38% das crianças desaparecidas no Brasil, fogem de casa devido aos conflitos familiares (www.desaparecidos.mj.gov.br);
É freqüente, em depoimentos de meninos e meninas que estão vivendo na rua, a constatação de que afuga da casa foi motivada por agressões físicas e/ou sexuais;
As crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual que não possuem documentação ou apresentam documentação falsa, estavam em conflito com a família, alguns são usuários de droga, não estão na escola, estão buscando ajuda ou estão desaparecidas (pesquisa realiza em 2010 pelo Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual)


O que estamos ensinando as nossas crianças?
A resolver suas questões de forma agressiva
Prevalência de agressão verbal, violência e violência severa entre irmãos
Violências entre irmãos 1

Tipos de agressões cometidas entre irmão
Violências entre irmãos 2
Fonte: Indicadores de Violência Intrafamiliar e Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, CESE , Ministério da Justiça, CECRIA, 1998.

O fenômeno Bullying começa em casa?
Muitas vezes o fenômeno começa em casa.
  • Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores.
  • O exemplo dentro de casa é fundamental.
  • O ensinamento de ética, solidariedade e respeito ao próximo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.
Fonte: Bullying – Cartilha 2010 – Projeto Justiça nas Escolas, Conselho Nacional de Justiça, 2010.


Veja ainda informações sobre pequisa recente na área da neuropsiquiatria:
No campo da psiquiatria, um estudo recente indica que as conseqüências da violência sofrida por crianças extrapolam as seqüelas corporais imediatas, ou de transtornos no plano emocional e comportamental, como as pesquisas citadas. Os estudos comparativos do programa de pesquisa em biopsiquiatria do Hospital McLean em Belmont da Escola de Medicina de Harvard (TEICHER, 2002) identificaram alterações na morfologia e fisiologia das estruturas cerebrais de pessoas que foram vítimas de violências em fases precoces de sua vida. As alterações encontradas por Martin H. Teicherforam:
a) sintomas semelhantes aos portadores do quadro orgânico de epilepsia do lobo temporal (ELT);
b) presença de anormalidades nas ondas cerebrais no eletroencefalograma;
c) disfunções do sistema límbico, com alterações no tamanho das amígdalas e do hipocampo;
d) diminuição da integração entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, com a presença de um corpo caloso menor que o normal;
e) anormalidade na vermis cerebral, com redução do fluxo sanguíneo.
Com base nesses achados clínicos, Teicher (2002) argumenta que se as violências ocorrem durante a fase crítica da formação do cérebro, quando ele está sendo esculpido pela experiência com o meio externo, o impacto do estresse severo pode deixar marcas indeléveis na sua estrutura e função. Para ele, a violência provoca uma cascata de efeitos moleculares e neurofisiológicos que altera de forma irreversível o desenvolvimento neural. O pesquisador alerta:
“A sociedade colhe o que planta pela maneira como cria seus filhos. O estresse esculpe o cérebro para que exiba comportamentos anti-sociais, embora adaptativos. Quer o trauma venha na forma psicológica, emocional ou física, ou pela exposição à guerra, fome ou pestilência, o estresse pode disparar uma onda de mudanças hormonais que permanentemente estruturam o cérebro para lidar como o mundo malévolo. Por essa corrente de eventos, a violência e o abuso passam de geração para geração e de uma sociedade para outra. Nossa conclusão é de que vemos a necessidade de fazermos muito mais para garantir que o abuso infantil não aconteça, porque uma vez que essas alterações cerebrais acorrerem, pode não haver retorno” (TEICHER, 2002, p. 7).

Colaboração: Slides da palestra de Márcia Oliveira – representante da Rede Não Bata Eduque, no VII Seminário Gente Crescente, organizado pelo Centro de Atenção Psicossocial Casa Água Viva da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, em 22 de setembro de 2011.


Fonte: Blog Educar Sem Violência - Cida Alves - 
http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/2011/09/caso-da-crianca-de-10-anos-que-atira-em.html

21 de set de 2011

Educar sem Violência: Dia Internacional da Paz: homenagem a Carla Del Po...

Educar sem Violência: Dia Internacional da Paz: homenagem a Carla Del Po...: O lugar da verdade não é nas sombras A mulher que ousou acreditar na verdade ainda que ela fosse atroz. Com o fim da guerra da Bósni...

Vítimas de pedofilia denunciam papa para tribunal internacional


Vítimas de pedofilia denunciam papa para tribunal internacional

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Uma associação americana de vítimas de padres pedófilos anunciou nesta terça-feira ter apresentado uma queixa ante o TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o papa Bento 16 e outros dirigentes da Igreja católica acusando-os de crimes contra a humanidade.
Os dirigentes da associação SNAP (Rede de Sobreviventes de Abusados por Padres, na sigla em inglês), orientados pelos advogados da ONG americana "Centro para Direitos Constitucionais", entraram com uma ação para que o papa seja julgado por "responsabilidade direta e superior por crimes contra a humanidade por estupro e outras violências sexuais cometidas em todo o mundo".
A organização acusa o chefe da Igreja católica de "ter tolerado e ocultado sistematicamente os crimes sexuais contra crianças em todo o mundo". Foram acrescentadas à queixa 10 mil páginas de documentação de casos de pedofilia.
A SNAP possui membros nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Bélgica, quatro países muito afetados pelo grande escândalo de pedofilia que envolve a Igreja.
"Crimes contra a dezenas de milhares de vítimas, a maioria crianças, foram escondidos pelos líderes nos mais altos níveis do Vaticano. Neste caso, todos os caminhos levam a Roma", declarou a advogada Pamela Spees.
Os bispos e, em alguns casos, o próprio Vaticano, rejeitaram ou ignoraram muitas das queixas das vítimas de padres pedófilos. O escândalo desacreditou a Igreja em vários países na Europa.
Bento 16 expressou sua vergonha e pediu desculpas, apelando para a tolerância zero contra os pedófilos. Ele também pediu aos bispos do mundo, que têm a responsabilidade primária sobre seus sacerdotes, a plena cooperação com os tribunais criminais.
Fonte: folha on line em 13/09/2011 – 09h25

Veja mais notícias sobre padres pedófilos
CONFISSÕES OBSCENAS - Capa da Revista Istoé em 16 de novembro de 2005
Padre Tarcísio
Padre Tarcísio Sprícigo, de Goiás, descreve em seu diário os detalhes sórdidos de aliciamento de meninos e de como colocava em prática seus crimes sexuais
Frei Tarcísio Tadeu Sprícigo, condenado a dez anos de prisão por abuso sexual contra menor, é acusado de molestar garotos em Anápolis. Documento revela detalhes de como agia o religioso:
Características que deveriam ter as suas vítimas:
Caracteristica da vítima

1) Idade > 7 > 8 > 9 > 10
2) Sexo > masculino
3) Condições sociais > pobre
4) Condições familiares > de preferência um filho sem pai, só com a mãe sozinha – ou com 1 irmã.
5) Onde procurar > nas ruas, escolas e famílias.
6) Como fisgar > aulas de violão, coralzinho, coroinha.
7) Importantíssimo > prender a família do garoto.
8) Possibilidades > garoto carinhoso, calmo, sem bloqueios, carente de pai, sem moralismos.
9) Ver o que o garoto gosta e partir desta premissa para atendê-lo em cobrança a sua entrega a mim.
10) Como apresentar-se > sempre seguro – sério – dominador – pai – nunca fazer perguntas, mas ter certeza

Como abordava suas vítimas
Tarcísio pensava no diálogo que teria com o adolescente. “Sabe O., você é meu melhor amigo. Já nos conhecemos a tanto tempo e tudo deu certo para nós dois. Eu acho que Deus tinha marcado para nossos dois caminhos se encontrar”, escreveu. Tarcísio ainda relatou que diria ao menor que o amor não tem sexo, idade ou aparência. “A gente tem de se conhecer de corpo. Beijos, carinhos, abraços e transa. Ficar sem roupa e curtir o prazer do amor.” O frei é autor do livro Poderosas orações que mudarão sua vida para sempre.
“Me preparo para a caça... olho para os lados... com tranqüilidade, porque tenho todos os garotos que eu quero”. A frase resume a sede do frei Tarcísio Tadeu Sprícigo, 48, por crianças. Foi retirada do diário que revelou os meios usados pelo religioso para seduzir menores durante toda sua vida na Igreja Católica em paróquias por todo o Brasil. Nas anotações, as quais o Diário da Manhã teve acesso, o clérigo sempre se mostrou perturbado com a situação, mas nunca deixou de ressaltar que Deus o perdoava.
Afastado da Igreja Católica entre 1995 e 1997 por causa de denúncias de abuso sexual contra menores no Paraná e interior de São Paulo, o frei escreveu – logo após seu retorno – que “o garoto mais lindo, excitante, lábios grandes e carinhoso está sendo atraído por ele. “Fortemente, sexualmente e com infinita paixão por mim e não agüenta mais sem mim”.Tarcísio se definiu nas anotações como “o mais jovem, excitante, agradável e bonito.”
O frei relatou em seu diário o objetivo de seduzir um adolescente. “Fazer o O. ficar apaixonadíssimo ao estremo (sic) por mim, de tal forma que ele entregue para mim totalmente sua intimidade, seus segredos, seu corpo.” O religioso ressaltou ainda que tudo deveria ser feito em segredo.
Sempre preocupado com a forma de agir, frei Tarcísio escreveu sobre seu comportamento diante do menor. Chegou à conclusão que deveria ser descontraído, cantor, pop, jovem e ter um “papo legal”. “Ser bastante carinhoso, não ser apressado no amor e esperar reação do garoto”. Ele se lembrou de não demonstrar carência. “Mais tarde falar de minha vida íntima com R.”, relatou a estratégia, se referindo a outro caso sem especificar se o garoto era menor de idade.
Tarcísio pensava no diálogo que teria com o adolescente. “Sabe O., você é meu melhor amigo. Já nos conhecemos a tanto tempo e tudo deu certo para nós dois. Eu acho que Deus tinha marcado para nossos dois caminhos se encontrar”, escreveu. Tarcísio ainda relatou que diria ao menor que o amor não tem sexo, idade ou aparência. “A gente tem de se conhecer de corpo. Beijos, carinhos, abraços e transa. Ficar sem roupa e curtir o prazer do amor.” O frei é autor do livro Poderosas orações que mudarão sua vida para sempre.



Como a igreja agia em relação às denúncias de violência sexual
Os 10 mandamentos da impunidade na Igreja Católica
1 - Averiguação discreta do ocorrido.
2 - Reconhecido o abuso sexual e constatado que a imagem da Igreja será prejudicada, iniciar ações dissuasórias com agressor e vítima. Os bispos dedicam-se ao convencimento das vítimas e de seus familiares, assegurando-lhes que o agressor foi punido e estaria arrependido, persuadindo-os a não perpetrarem a denúncia para não prejudicar a Igreja nem a si mesmos.
3 - Encobrimento dos fatos e do agressor antes que venham a público.
4 - Medidas para reforçar o ocultamento. A hierarquia adota um expediente canônico contra o agressor, apenas para defender-se de eventuais acusações de passividade.
5 - Negar o ocorrido. Sob o argumento de que o sacerdote, chamado por Deus, é um homem de virtude, uma figura sacra. Quando não é mais possível negar o fato, este é
tratado com exceção.
6 - Defesa pública do agressor, ressaltando seus bons serviços prestados à Igreja. Apela-se para o sentimento cristão do perdão ao pecador arrependido.
7 - Desqualificação pública das vítimas e de suas condições.
8 - Atribuição paranóica de denúncia a campanhas orquestradas por “inimigos da Igreja”.9 - Possibilidade de negociação com a vítima.
10 - Proteção do sacerdote agressor.


Acesse a reportagem completa no blog Diga Não à Erotização Infantil

Veja mais
Cerca de 300 queixas sobre padres pedófilos na Bélgica sem solução
Diocese dos EUA paga US$ 20 mi a vítimas de padres pedófilos










Fonte: Blog Educar Sem violência - Cida Alves.

17 de set de 2011

Comissão de Estudos sobre a UEG apresenta relatório


Comissão de Estudos sobre a UEG apresenta relatório

A Comissão de Estudos sobre a Universidade Estadual de Goiás (UEG) apresentou no final da tarde de ontem (15/9) o relatório sobre o diagnóstico da instituição. A reunião, realizada no auditório do 9º andar do Palácio Pedro Ludovico, teve a participação do governador em exercício, José Eliton Júnior e diretores da UEG. Os trabalhos de apresentação foram conduzidos pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, e pela vice-reitora e presidente da Comissão, Eliana França.  
                                         
                                                           Foto: Michel Capel

Na reunião foram apresentadas as propostas da Comissão para a reestruturação da unidade. O relatório defende a autonomia política, financeira, acadêmica e de gestão da UEG e propõe uma completa reestruturação da instituição, com a criação dos Centros Universitários Regionais, dos Centros de Pesquisa e Inovação, dos Polos de Educação a Distância e dos Institutos de Educação Superior Tecnológica.
                                        
                                                       Foto: Michel Capel
Em seu pronunciamento, o governador em exercício defendeu a autonomia política e administrativa da UEG, afirmando que o relatório da Comissão “é o primeiro passo em direção da consolidação do ensino de qualidade da UEG”. José Elinton disse que a reestruturação da universidade é uma das prioridades do atual governo e um dos compromissos mais urgentes da atual administração.
O secretário Mauro Faiad afirmou que o relatório, além de ser um profundo diagnóstico sobre a situação atual da UEG, será um importante ponto de partida para evitar que a instituição fique “à própria sorte”. “Para justificar a importância dessa proposta de reestruturação, basta citarmos os dados da pesquisa sobre o ensino superior no Brasil que mostram a UEG entre as cinco piores universidades do País. Esse é uma situação vexatória para Goiás que o governo Marconi Perillo está determinado a mudar com a maior rapidez possível”, disse o secretário.
Leia abaixo os principais pontos da proposta de reestruturação da UEG:
Relatório da Comissão de Estudos sobre a Universidade Estadual de Goiás – Plano de Metas e Ações
            O relatório foi elaborado a partir de análises realizadas pela comissão, em documentos produzidos pela própria universidade e estudos publicados sobre a UEG, além de ouvir, em audiências públicas, a comunidade acadêmica e setores organizados da sociedade goiana. Os estudos realizados pela comissão tomaram por base as microrregiões econômicas, a definição dos arranjos produtivos locais e o plano de governo Marconi Perillo, assim como, o desempenho dos cursos e das unidades da UEG, para apresentar a proposta de reestruturação ancorada em um único eixo (fortalecimento da UEG) com duas metas, autonomia universitária e reestruturação acadêmica, com quatro ações em cada meta.   
·        DIAGNÓSTICO
·         Metodologia do Trabalho
o       Sugestões obtidas nas audiências públicas e consulta pela Internet
o       Análise financeira
o       Situação dos docentes e servidores
o       Situação da pesquisa e pós-graduação
o       Situação da extensão, cultura e assistência estudantil
o       Situação dos cursos de graduação
o       Situação das unidades, pólos e extensões
o       Conclusão
·         Composição do Relatório
o       Vol I – Diagnóstico e Proposta de Reestruturação
o       Vol II – Documentação
o       Vol III – Situação dos Cursos
o       Vol IV – Situação das Unidades
o       Vol V – Síntese das Propostas
·        METAS PROPOSTAS
·         Eixo – Fortalecimento da UEG
1.       Autonomia Universitária
2.       Reestruturação Acadêmica
·         Meta 1: Autonomia Universitária
·         Estruturação da UEG para o exercício pleno da autonomia universitária, preconizada pela legislação, por meio de 4 ações imediatas:
1.       Autonomia política
2.       Autonomia financeira
3.       Autonomia de gestão
4.       Autonomia acadêmica
·         Meta 2. Reestruturação Acadêmica
·         Preparação da UEG para uma nova ordem acadêmica, por meio de 4 ações que criam:
1.       Centros Universitários Regionais
2.       Centros de Pesquisa e Inovação
3.       Polos de Educação a Distância e ou Presencial Mediada por Tecnologia
4.       Institutos de Educação Superior Tecnológica
·         Meta 1. Autonomia Universitária
·         Ação 1: Autonomia Política
1.      Ênfase na importância da universidade exercer seu papel político, mas não partidário e de caráter personalista;
2.      Adoção de rigorosos critérios acadêmicos que assegurem ao estado e à população, a excelência de seus serviços, inclusive para definir a expansão de cursos e unidades.
·         Ação 2: Autonomia Financeira
1.      Cumprimento dos preceitos constitucionais, repassando à UEG, em formas de duodécimos, os 2% que lhe são devidos, para conta própria, administrada pelo ordenador de despesa da universidade;
2.      Avaliação do aumento desse percentual, conforme analise de sua adequação às necessidades da UEG e à capacidade de investimento do estado.
·         Ação 3: Autonomia de Gestão
1.      Elaboração de legislação própria de responsabilidade fiscal e educacional para Goiás;
2.      Criação de conselhos regulatórios e fiscalizadores;
3.      Instituição do conselho curador ou de gestão;
4.      Redefinição da composição dos conselhos acadêmico e universitário
a.     Ampliação da participação de docentes e pesquisadores por regiões e/ou categoria,
b.     Eliminação da representação sindical;
5.      Implantação dos contratos de gestão, com metas acadêmicas definidas, a ser firmado entre reitoria e Sectec, a quem a UEG está jurisdicionada e entre diretores de unidades e reitoria;
6.      Definição da política de pessoal, de investimentos e de manutenção sob responsabilidade de seus Conselhos.

·         Ação 4: Autonomia Acadêmica
1.      Efetivação de um corpo docente e administrativo qualificado que possa assumir a gestão da universidade;
2.      Enfrentamento do problema da eternização dos temporários na UEG;
3.      Implantação de uma política de concursos públicos, imediata e contínua até atingir, em 2014, a meta de um quadro docente com 70% de professores efetivos, distribuídos equitativamente entre as unidades;
4.      Definição de metas para uma política de qualificação do professor e condições para publicação e veiculação de seus trabalhos, assim como a participação em congressos nacionais e internacionais;
5.      Adoção imediata de critérios bem definidos e baseados em mérito acadêmico para balizarem as avaliações de estágio probatório, avaliação institucional, acesso a benefícios de planos de carreira, concessão e manutenção do regime de dedicação exclusiva (DE), incentivos e bolsas de produção acadêmica;
6.      Adoção imediata de critérios nos planos de carreira, de forma a privilegiar a competência e os resultados da avaliação;
7.      Definição de políticas para fixação do docente no município em que situa a unidade de sua lotação;
8.      Adotar a Dedicação Exclusiva (DE) como regime de trabalho, vinculando-a ao cumprimento da carga horária total na unidade e ampliando-a até atingir em 2013, pelo menos 50% dos professores efetivos;
9.      Condicionamento da transferência docente para unidade diferente daquela para a qual foi concursado à garantia de existência de professores efetivos e igualmente titulados na unidade de origem, para assegurar a continuidade dos projetos em execução;
10.  Definição e cumprimento das normas para contratação, permanência e desligamento dos temporários (docentes e servidores técnico-administrativos);
11.  Definição imediata da situação de servidores técnico-administrativos e professores que são efetivos nos quadros do serviço público estadual, mas que não pertencem ao quadro próprio da universidade;
12.  Implantação de uma política de concursos públicos, imediata e contínua até atingir, em 2014, a meta 70% de servidores técnico-administrativos efetivos, distribuídos equitativamente entre as unidades;
13.  Revisão da política de extensão da universidade, privilegiando sua articulação com as ações de ensino e pesquisa, garantindo a necessária inserção social da instituição, tornando-a instrumento de análise pedagógica e científica;
14.  Reavaliação de contratos e convênios em vigor que, a despeito de seu valor social, apresentam problemas e dificuldades para o exercício cotidiano da academia e mascaram, em processos avaliatórios, a real dimensão de seu quadro docente e de sua produção;
7.      Implantação de uma política de apoio estudantil, assentada em concessão de bolsas que incentivem a inserção do aluno em seu curso, seja pela pesquisa, pela extensão ou pelo estágio;
8.      Fortalecimento de programas de incubadoras, escritórios modelos e empresas júniors;
9.      Implantação de restaurantes universitários em alguns municípios com centros universitários estruturados, como forma de garantir aos estudantes condições de permanência nas unidades universitárias.
·         Meta 2. Reestruturação Acadêmica
·         Ação 1: Criação de centros universitários regionais (2012 a 2017)
1.       Fortalecimento das unidades estratégicas para o desenvolvimento do estado e da universidade;
2.       Implantação de bibliotecas e laboratórios compatíveis com os cursos e pesquisas;
3.       Priorização da estruturação dos centros, que devem dispor de infraestrutura material e humana (corpo docente e técnico-administrativo efetivo e qualificado), frente à expansão de novas unidades.
·         Ação 2: Criação de centros de pesquisa e inovação nas áreas estratégicas (2012 a 2017)
1.       Assegurar a presença significativa da UEG na produção científica do estado e do país;
2.       Possibilitar parcerias com o Setor Produtivo em inovações tecnológicas;
3.       Garantir condições para publicação e veiculação da produção científica, tecnológica e de inovação.
·         Ação 3: Criação de polos de educação a distância e ou presencial mediada por tecnologia (a partir de 2011)
1.       Vinculação da Unead à Pró-Reitoria de Graduação expandindo-a, como instrumento de trabalho, a todos os cursos, eliminando sua condição de unidade;
2.       Capacitação dos docentes para atuação nessa modalidade de ensino e a consolidação de competência técnica e de condições materiais e de equipamentos para sua realização.
·         Ação 4: Criação dos Institutos de Educação Superior Tecnológica (2012 a 2017)
1.       Consolidação dos cursos superiores tecnológicos, com investimentos em laboratórios, bibliotecas e professores;
2.       Ampliação das possibilidades de ofertas de cursos tecnológicos nas diferentes áreas de desenvolvimento estratégico do estado de Goiás.
Considerações Finais
O relatório de reestruturação da UEG cumpre o papel de provocar o debate que, se espera, seja amplo e acadêmico, e que, dessas discussões, a UEG saia fortalecida como universidade de excelência, comprometida com a produção do conhecimento, com a formação de quadros profissionais e de pesquisadores e com o desenvolvimento do estado de Goiás.
As sugestões e conclusões apresentadas sustentam-se nas diretrizes e metas dos Planos de Educação, nacional e estadual, e no Plano Diretor do Ensino Superior elaborado pela Sectec. Elas representam um esforço de análise possível, realizada conjunturalmente e amplamente debatida no interior da comissão, ouvidos os diversos segmentos apresentados na introdução, e tendo por base números e fatos da UEG.

Fonte: http://www.sectec.go.gov.br/portal/?p=15584

O Poder da Língua


 *Recebi essa mensagem da minha amiga Núbia, achei maravilhosa, por isso resolvi compartilhar com vocês.

O Poder da Língua 

 
Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois,  descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).

No tribunal, o caluniador disse ao juiz:- Comentários não causam tanto mal... e o juiz respondeu:- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!Ao que o juiz respondeu:- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se...Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades e, quem é amigo, vê as duas coisas!!!