31 de dez de 2012

O olhar que vê beleza nas criaturas protege o mundo!


La mirada que ve la belleza en las criaturas protege al mundo!
Estimado leitor,

Estimado lector,

compartilhando contigo um precioso presente de uma amorosa amiga -as extraordinárias imagens e palavras de Louie Schwarttzberg, encerro as postagem de 2012.

compartiendo contigo un precioso regalo de una amiga cariñosa, las extraordinarias imágenes y las palabras de Louie Schwarttzberg, cierro las publicaciónes de 2012.

“A sedução da beleza é uma ferramenta da natureza para sobreviver porque nos protegemos aquilo que nos apaixonamos*”.
Louie Schwarttzberg

"La sedución de la belleza es una herramienta de la naturaleza para la supervivencia, por que nosotros protegemos lo que nos enamoramos".
Louie Schwarttzberg


Para além da consciência, do entendimento de que o outro é um igual, acredito que o respeito ao outro nasce de uma sensibilidade estética superior. Sensibilidade essa que nos tornam capaz de enxergar beleza e encantamento no diferente. Acredito que a ética não se sustenta na pura razão, mas sim no afeto que se manifesta na paixão estética, no amor pela beleza (Cida Alves).

Más allá de la conciencia, del entendimiento de que el otro es igual, creo que el respeto de los demás nace de una sensibilidad estética superior. Esta sensibilidad que nos hace capaces de ver la belleza y el encanto en el diferente. Creo que la ética no se basa en la razón pura, pero en el afecto que se manifiesta en la pasión estética, el amor a la belleza (Cida Alves).


Català-Roca 2
Foto de Francesc Català-Roca (Valls 1922 – Barcelona 1998)

Desejo que a beleza das criaturas e das crianças do mundo o comova e faça viver um supreende Ano Novo!

Deseo que la belleza de las criaturas y de los niños del mundo lo conmova y lo hace vivir un sorprendente Año Nuevo!



Enviado por Mara Lucia Evangelista da Rocha, socióloga e analista em saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia em 24 de dezembro de 2012.

* Errata: existe um erro de tradução no vídeo acima, a palavra apaixonamos foi trocada por aproximamos.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves, 31 dez. 2012. 

30 de dez de 2012

LEITURA: PRAZER, SABER E PODER


                                                                                                                                      Jorge Silva Sousa

“somos capazes de sentir no texto os cheiros, os gostos, os sons, as cores e as formas do mundo, tocadas pela magia da palavra” (Elias José)

Gosto muito de ler, principalmente romance baseado em fatos reais. Gosto de ler porque através da leitura aprendo mais, para ficar mais informado, para ser quem sou, para conhecer melhor o mundo, para conhecer a memória do passado e esclarecer o presente, para conhecer experiências anteriores, para buscar um sentido na vida, para alimentar a curiosidade, para comunicar e para exercer meu espírito crítico.
Na leitura encontro o prazer, alegria, contentamento, satisfação, sensação agradável, distração, divertimento e envolvimento. A leitura permite também, que eu embarque numa viagem gostosa, cheia de formas, cores, sabores, cheiros, pessoas, lugares e cenas. “A literatura pode nos levar a conhecer pessoas, as personagens de ficção, que geram em nosso espírito simpatia ou antipatia, e possibilitam que “eu” se encontre e se reconheça ou se estranhe em diferentes “eus” (Elias José)
Comecei adquirir o hábito pela leitura na minha adolescência, porque quase não tinham livros, e nas escolas que estudei, o estimulo pela leitura foi pouco,   agora sempre que tenho um tempinho vou à livraria a procura de algo novo para ler.  “A escola trabalha com vários livros didáticos que ensinam noções de várias ciências, humanas ou lógicas. Mas como trabalha mal com o livro que encanta, que causa prazer ou que vai além do prazer e também ensina” (Elias José).
Penso eu, que as escolas deveriam trabalhar mais com os livros, que despertassem o gosto pela leitura, visto que, quanto mais tem contato com os livros, mais desenvolve o estimulo e o encantamento pelo mundo da leitura e escrita. “O meu jeito de ler o mundo está em minha literatura” (Elias José)
Referência
JOSÉ, Elias. Literatura infantil: ler, contar e encantar crianças. Porto Alegre: Mediação, 2007. 

29 de dez de 2012

Abril Despedaçado (filme)

Abril Despedaçado é um filme suíço-franco-brasileiro de 2001dirigido por Walter Salles e baseado no romance Prilli i Thyer de Ismail Kadare, adaptado por Karim Aïnouz.

Apesar de ter sido o representante brasileiro na disputa para tornar-se finalista entre os concorrentes da categoria melhor filme estrangeiro no Oscar de 2002, Abril despedaçado apenas chegou aos cinemas brasileiros em 2002. O filme foi exibido durante apenas uma semana, em uma sala de cinema de Salvador, em outubro de 2001, para que tivesse condições de ser escolhido como representante brasileiro ao prêmio.
O município baiano de Rio de Contas foi um dos locais utilizados para locações de cenas dos filme.



Sinopse

Em 1910, no sertão brasileiro, vive um jovem de vinte anos que passa a ser estimulado pelo pai a vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival. Quer saber mais, então assista o filme, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=j1i0bPL3Tgw


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abril_Despeda%C3%A7ado_(filme). Acesso em: 29 dez. 2012.

28 de dez de 2012

Morre vítima de estupro coletivo na Índia


Estudante de medicina de 23 anos foi estuprada por quase uma hora.
Caso chocou o país e gerou protestos.

Morreu nesta sexta-feira (28) a indiana vítima de um estupro coletivo que chocou o país, ocorrido em 16 de dezembro, informou o hospital onde a jovem estava internada em Cingapura. "Lamentamos informar que a jovem morreu às 4h45 [horário local]. Sua família e autoridades indianas estavam ao seu lado", disse em um comunicado Kelvin Loh, diretor-executivo do hospital Mount Elizabeth, para onde a jovem foi levada de helicóptero da Índia no dia 26.
A situação da estudante havia sido descrita mais cedo pelos médicos de Cingapura como "lutando contra as probabilidades, e lutando por sua vida", depois de ter sido diagnosticada com uma infecção pulmonar e lesões cerebrais, além do registro de uma parada cardíaca.
Funcionários do hospital carregam o corpo da vítima de estupro coletivo em hospital de Cingapura, nesta sexta (28) (Foto: Edgar Su/Reuters)Funcionários do hospital carregam o corpo da vítima de estupro coletivo em hospital de Cingapura, nesta sexta (28) (Foto: Edgar Su/Reuters)
Ela também havia sido diagnosticada com graves lesões intestinais, resultado do espancamento com uma barra de ferro durante o ataque na capital indiana. A estudante de medicina de 23 anos foi estuprada por quase uma hora e jogada de um ônibus em movimento na capital Nova Déli.
O ataque gerou protestos pela Índia, com embates entre manifestantes e a polícia durante marchas pela segurança das mulheres.
"Apesar de todos os esforços da equipe de oito especialistas do hospital Mount Elizabeth para mantê-la estável, sua condição continuou a piorar nesses dois últimos dias. Ela sofreu insuficiência severa de órgãos após os graves danos ao seu corpo e cérebro", disse o diretor. "Ela foi corajosa em sua luta pela vida por tanto tempo, mas o trauma sentido pelo seu corpo foi severo demais para superar", acrescentou.
A jovem não foi identificada, mas alguns jornais locais a chamaram de "Amanat", palavra urdu que significa "tesouro".
Manifestantes protestam em Nova Délhi após o estupro coletivo de uma jovem indiana em um ônibus em movimento. O caso tem gerado revolta no país. (Foto: Altaf Qadri/AP)Manifestantes protestam em Nova Délhi após o estupro coletivo de uma jovem indiana em um ônibus em movimento. O caso tem gerado revolta no país. (Foto: Altaf Qadri/AP)
Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/12/morre-vitima-de-estupro-coletivo-na-india.html. Acesso em: 28 dez. 2012. 

27 de dez de 2012

Palavras? Para que?


HÁ MOMENTOS QUE DISPENSAM PALAVRAS...  







 
"O fantástico da vida é estar com alguém que saiba fazer de um pequeno instante um grande momento..."




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“Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.” (Oscar Wilde )


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Enviado por Renata Coelho Magalhães, em dezembro 2012.

25 de dez de 2012

Criança morre depois de ser espancada por padastro


Rio — Uma criança morreu na tarde desta segunda-feira, depois de ser espancada pelo padastro. Stephany Reis, de 8 anos, foi levada pela mãe, Rosiane Reis, e pelo padastro, José Carlos de Albuquerque, para o Hospital Souza Aguair pelos pais, onde chegou morta. Eles informaram que tentaram socorrer a menina, mas a equipe médica desconfiou dos vários hematomas e acionou a Divisão de Homicídios (DH).

O casal, morador do bairro da Cidade Nova, centro do Rio, foi preso depois de prestar depoimento e vai responder por homicídio. Segundo a polícia, a mãe da criança sabia das agressões e não tentava impedir, sendo cúmplice por omissão. Vizinhos foram até à delegacia, na Barra da Tijuca, e testemunharam que já haviam escutado Stephany sendo espancada pelo padastro.
Disponível em: http://oglobo.globo.com/rio/crianca-morre-depois-de-ser-espancada-por-padastro-7131089

24 de dez de 2012

A LITERATURA E O IMAGINÁRIO DA CRIANÇA


                                                                                                                                   Jorge Silva Sousa*

Penso eu que pouco fui estimulado ao imaginário infantil, lembro muito pouco das brincadeiras de antigamente, tem algumas brincadeiras que só conheço por nome, por exemplo, cair no poço, tinha muita vontade de brincar, mais nunca tive a oportunidade e nem ninguém para brincar. Morei boa parte da minha infância em fazenda com meus pais, tenho apenas uma irmã e saiu cedo de casa, minha mãe pouco deixava sair para brincar com os outros meninos, porque eles moravam distante e trabalhava o dia inteiro, só tinha tempo para brinca ao anoitecer, quando eu ir brincar com eles, voltava para casa a noite. Amava Brincar de joga bola com meus primos, mais até isso com o decorre do tempo minha proibiu.
Em casa o estimulo ao imaginário foi pouco, porque meus pais tinham pouco conhecimento em relação à importância da contação de história para o desenvolvimento do imaginário. Para eles contar alguma história, eu tinham que implorar para ouvir pelo uma história, quando eles contavam dormia feliz.
Comecei a estuda já tinha mais de sete anos, na escola todo mundo era maior que eu, eles quase não brincavam, eles ficava a maior parte do tempo conversando assunto de adulto. Dentro da sala a interação era muito pouca, visto que estudava em uma classe multisseriada, nunca ouvi minha professora contar história, a única fonte de leitura era a cartilha, usava apenas para tomar a lição. Mas não culpo minha professora por isso, penso que ela ensinava o que sabia e utilizava os recursos que tinha.
Lembro-me muito pouco de ter contato com os livros literários, as poucas histórias que ouvi era contada pelo meu avô. Penso eu, que tive pouco tempo e pouca oportunidade para brincar de faz de conta, de ler livros infantis, ver desenhos na televisão. Desde cedo tive que aprender a cuidar de mim e cuidar nos afazeres da casa. Minha mãe trabalhava fora e meu pai viajava muito, por isso mim delegou essa função.
Hoje sou assim, gosto de ler livros baseados em fatos reais, quase não leio livro de história imaginada, filmes muito menos, nem poemas e nem cantigas. Acredito que pouco valorizo o meu imaginário. Mas tenho conhecimento e sei de sua importância para a vida das crianças.
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Referência

JOSÉ, Elias. Literatura infantil: ler, contar e encantar crianças. Porto Alegre: Mediação, 2007. p. 5 - 65

22 de dez de 2012


A POSSÍVEL RELEITURA POÉTICA DO MUNDO

“Começamos a ler o mundo muito cedo. Ainda no útero materno, já nos chegam os primeiros sinais do mundo, não gráficos, mas táteis e sonoros. Depois, já adulto de adultos, contamos oralmente, escrevemos, pintamos, fazemos músicas e outras artes com os elementos lidos da infância”. (Elias José)

Acredito que, todos nós somos capazes de fazer nossa releitura de infância - releitura poética do mundo, visto que somos estimulados desde o útero da mãe.  Vários autores dão exemplo de releitura de infância: Paulo Freire (p. 36); Carlos de Andrade (p. 36-37); Adélia Prato (p. 38); Ruth Rocha (paródia, p. 40); Elias José (p. 40-41). Deixo aqui minha releitura de infância – releitura poética de mundo.

A Infância

Oh! Que saudade tenho da minha infância
Da minha a infância querida,
Que não tinham preocupação alguma
Tempo que os anos não trazem mais!
Agora a vida é deveres e compromissos
Oh! Que Saudade das brincadeiras,
Das histórias contadas pelo avô.
Saudades do contato com a terra
E da sombra das mangueiras
Oh! Infância querida
Porque passou tão rápido?
Tão rápido,
 Que nem vi acabar.
(Relatos de infância – Jorge Sousa)



Leitura de mundo

Olhar as coisas e ler:
O avesso
O fundo
Em cima
Em baixo
Olhar a natureza e ver:
A cor
O cheiro
O som
O tom
Olhar os amigo e ver:
A esperança
O carinho
O afeto
Olhar no espelho e ler:
O tempo
A infância
A adolescência
A velhice          
                         (Jorge Sousa)          
 




















19 de dez de 2012

O militante Wanderlino Nogueira Neto é o mais novo membro do Comitê dos Direitos da Criança da ONU


Com 85% dos votos o brasileiro Wanderlino Nogueira Neto foi escolhido para compor o Comitê dos Direitos da Criança da ONU.
Wanderlino na ONU
Wanderlino Nogueira Neto recebendo Prêmio Direitos Humanos 2011

O resultado da votação foi anunciado na tarde dessa terça-feira , na Assembleia Geral da ONU , em Nova York. Entre os nove candidatos escolhidos está o brasileiro Wanderlino Nogueira Neto, que obteve 161 dos 189 votos.

O Comitê da ONU é a principal instância global que tem como função acompanhar a implementação das normas da Convenção dos Direitos da Criança, ratificada por 193 países, entre eles o Brasil. Atualmente o Comitê é composto por dezoito membros.

A Associação Nacional dos Centros a de Defesa da Criança e do Adolescente – Anced/ Seção DCI Brasil vem feito à gestão junto ao Governo Brasileiro, em torno da candidatura de Wanderlino Nogueira Neto. Boa parte dessa propositiva trajetória profissional de Wanderlino Neto se deu na ANCED/DCI e como membro do Cedeca Rio de Janeiro, dedicando grande parte de sua vida a luta pela defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes do país.

Conheça um pouco mais da trajetória de Wanderlino Nogueira Neto clicando aqui

Enviado por Maria Luiza Moura, psicóloga, mestre em educação e ex-presidente do Conselho Nacional de Diretos de Crianças e Adolescentes (CONANDA), em 18 de dezembro de 2012.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

14 de dez de 2012

A Gratidão


"A gratidão é a maior medida do caráter de uma pessoa. Uma pessoa grata é uma pessoa fiel, não te abandona, está sempre contigo. Nela você sempre pode confiar."
(Augusto Branco)

12 de dez de 2012

A EDUCAÇÃO DE NOSSAS CRIANÇAS: QUEM ENSINA A VIOLÊNCIA? artigo de Lidia Natalia Dobrianskyj Weber

Divulgando o artigo “A EDUCAÇÃO DE NOSSAS CRIANÇAS: QUEM ENSINA A VIOLÊNCIA?”
"Não tenho um caminho novo,
o  que trago de novo é o
jeito de caminhar..."
(Thiago de Mello)

“Muitas vezes os pais perdem sua paciência e espancam seus filhos. Podem estar com medo, com ansiedade e não saber o que fazer, então pensam que estão educando ao dar uma surra em seu filho. Imagine o seguinte exemplo: a mãe está conversando com a vizinha do seu prédio e vê sua filha de 3 anos de idade debruçar-se na janela do décima andar. Nesse momento de ansiedade a mãe pode correr para a filha, tirá-la de lá, e como está muito preocupada, sem saber o que fazer, com um pouco de culpa por não ter olhado melhor para o quê a filha estava fazendo, dá-lhe uma surra. A mãe diz que a surra vai servir para que a criança lembre do momento de  perigo e que, apesar de “doer mais em mim do que nela”, deve fazer isso para o “próprio bem da filha”. Veja só, na verdade, esta mãe estava sem saber o que fazer e extremamente nervosa com a situação de perigo. Com a surra, ela conseguiu somente aliviar a sua angústia e raiva, mas em nada ajudou a sua filha.

Acesse o artigo completo AQUI


Dra. Lidia Weber







Lidia Natalia Dobrianskyj Weber 


Professora titular do Departamento de Psicologia da UFPR desde 1982, atuando como Professora da Graduação e da Pós-Graduação. É especialista em Antropologia Filosófica e em Origens Filosóficas e Científicas da Psicologia pela Universidade Federal do Paraná,além de Mestre e Doutora em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo. Iniciou seus estudos e pesquisas a respeito do Abandono, Institucionalização e Adoção em 1989, tendo publicado os seguintes livros: Filhos da Solidão: Institucionalização, Abandono e Adoção; Aspectos Psicológicos da Adoção, Laços de Ternura: Pesquisas e histórias de adoção, entre outros títulos. Coordena, ainda, o Laboratório do Comportamento Humano da UFPR e o Projeto Criança: Desenvolvimento, Educação e Cidadania. Psicóloga, Professora da UFPR (graduação e pós-graduação)  e Coordenadora do Projeto Criança, Mestre e Doutora em Psicologia pela USP; membro da Comissão da Criança e do Adolescente da OABPR -

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

9 de dez de 2012

Diretora de escola em SP é indiciada por maus tratos a crianças


Nenhuma pessoa – seja ela pai, mãe, educador ou cuidador, tem o direito de usar de violências físicas e humilhações na educação e no cuidado de crianças e adolescentes!

Para Max Van Manen (2010), uma autoridade é sempre moralmente sensível às vulnerabilidades e as reais necessidades de uma criança. A partir desta visão foram as duas professoras que se indignaram com os abusos cometidos pela diretora as verdadeiras autoridades pedagógicas da Escolinha Trenzinho Feliz.

“Ter autoridade é estar em uma posição de influência. É esta precisamente a relação que se estabelece entre um pai, um professor, uma criança e um jovem. Mas o adulto só pode ter influência pedagógica sobre uma criança ou um jovem quando a autoridade se baseia não no poder, senão no amor, no afeto e na autorização internalizada por parte da criança. A autoridade pedagógica é a responsabilidade que a criança concede ao adulto, tanto no sentido ontológico (do ponto de vista do pedagogo) como no sentido pessoal (do ponto de vista da criança). Podemos dizer que a criança, de alguma maneira, autoriza ao adulto direta ou indiretamente a ser moralmente sensível aos valores que asseguram seu bem estar e seu desenvolvimento rumo à autorresponsabilidade madura.

(...) Por exemplo, um adulto que vê a uma criança necessitada, que observa uma situação de abuso infantil, ou que responde aos interesses e as perguntas da criança, pode, em realidade, sentir-se motivado a fazer algo, a ajudar ou assistir à criança. Nesse sentido podemos dizer que o adulto é induzido a atuar com um sentido de responsabilidade que provêm da experiência da autoridade. E então, ocorre uma coisa interessante: o adulto, que é sensível à vulnerabilidade ou a necessidade da criança, experimenta uma estranha sensação: a verdadeira autoridade nesse encontro está na criança e não no adulto (MANEN, 2010, p 83 e 84)”.

REFERÊNCIA:

MANEN, Van Manen. El tacto en la enseñanza. El significado de la sensibilidad pedagógica. 3º Edição. Editora: Paidós Educador. Barcelona, 2010.

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.

6 de dez de 2012

Bater não educa ninguém! Práticas educativas parentais coercitivas e suas repercussões no contexto escolar



Divulgando o artigo “Bater não educa ninguém! Práticas educativas parentais coercitivas e suas repercussões no contexto escolar” das autoras Naiana Dapieve Patias, Aline Cardoso Siqueira, Ana Cristina Garcia Dias - Universidade Federal de Santa Maria

Resumo 

O objetivo deste artigo é refletir sobre os efeitos das práticas educativas coercitivas para o desenvolvimento da criança e do adolescente, buscando compreender sua influência no comportamento e na aprendizagem em ambiente escolar. A partir da análise assistemática de estudos sobre o tema, foi possível compreender que as estratégias coercitivas que se utilizam da força física para educar estão associadas a resultados negativos no desenvolvimento humano da criança e do adolescente, como
comportamentos agressivos e baixa autoestima, constituindo-se em risco ao desenvolvimento saudável. Contudo, tais práticas são compartilhadas socialmente e consideradas naturais pelas famílias, não havendo, muitas vezes, o conhecimento de outras formas de educar. Sendo a escola um importante ambiente de interação das crianças, ela tem sido chamada a engajar-se nessa temática. Assim, discutem-se formas de instrumentalizar os profissionais da educação para a identificação dos casos de uso de estratégias coercitivas e violência física na educação dos filhos, como também ações preventivas junto aos estudantes e à comunidade. Para que o propósito seja alcançado, órgãos responsáveis pela defesa dos direitos da criança e psicólogo escolar poderão atuar juntamente com a escola, auxiliando-a nesse processo. O psicólogo pode trabalhar com os pais no sentido de apresentar formas de educar que não passem pela perspectiva da violência, prevenindo, assim, danos ao desenvolvimento e comportamentos que dificultam a aprendizagem. Fomentar reflexões sobre essa problemática fará com que os valores da educação sem violência tomem espaço nas famílias, contribuindo para que as crianças tornem-se adultos saudáveis no futuro.

Acesse o texto completo AQUI

Fonte: Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2012.