11 de jul de 2011

RESENHA

Jorge Sousa*


CUNHA, M. P. O bom professor e sua prática. 20 ed. Campinas, SP: Papirus, 2008. 184 páginas.



O livro “O bom professor e sua prática”, da autora Maria Isabel da Cunha, publicado pela editora Papirus, a obra relata um estudo realizado pela autora, junto á docentes do ensino médio e superior, com a finalidade de definir o conceito do “bom professor”, bem como suas origens e métodos.


Sua prática e metodologia também são temas discutidos com o objetivo de apresentar uma proposta de novos rumos ao curso de formação de professores que atenda às necessidades de inovação do ensino no país, sem perde a qualidade.


Em sua obra o a autora relata o dia-a-dia dos professores, para isso ela se propôs a assistir as aulas, utilizando entrevistas e observações junto aos alunos de 2° e 3° grau para definir quem é o bom professor para eles. Nota-se que muitos dos alunos apontam como bom professor aquele que é exigente, e não aquele considerado bonzinho.


Para a formação do professor, a fatores como regionalismo, cultura, experiência de vida, formação didática, dentre outros menos relevantes, são primordiais para a formação e definem a forma como esse professor atuará em sala de aula e se essa mesma atuação será ou não satisfatória, chegando ao ponto de atingir seu objetivo sem perder a qualidade de ensinar.


Segundo a autora, o ambiente de onde se originou o professor tem influência direta em seu comportamento e tolerância em sala de aula, como o interesse não-financeiro do docente. Entende-se como não-financeiro, o interesse em transmitir o conhecimento ao aluno, ainda que o retorno financeiro não seja pertinente à função ou, até mesmo insuficiente de acordo com sua formação.


O bom professor não nasce sabendo de tudo, é formado conforme a necessidade, interesse, ou até mesmo vocação, sendo que essa última, atualmente está em falta. Segundo, Cunha “o bom professor para os alunos atuais é aquele que domina o conteúdo, escolhe formas adequadas apresentam a matérias e tem bom relacionamento com o grupo.” (p.72)


Ao analisar os docentes, a autora relata que em determinado momento, a individualidade do profissional, leva o docente a falhar em seu trabalho didático, ocorrendo principalmente com pessoas que tem dificuldade em se relacionar com as pessoas.


A influência da formação pessoal, conta também como ponto primordial na formação docente. A forma como o docente de hoje recebeu influências de seus professores e o interesse em poder contribuir com o conhecimento, leva o aluno a querer se espelhar no mestre. Esse aspecto, em muitos casos, determinante para a formação ao futuro do bom professor.


Conforme a autora relata, não há receita especificada para o bom professor, no entanto, os aspectos e pontos de vista explanados, esclarecem detalhes importantes que devem ser observados, para que se defina a forma de atuação do docente em sala de aula.


Contudo, “o bom professor” é aquele que fazer o aluno refletir, pesquisar, tem bastante competência em desenvolver os trabalhos com os alunos, tem boa relação com o eles, analisa o cotidiano em que vive e assim, procura encontra sua dificuldades para poder ajudar-los.


Essa obra é de suma importância para educadores, pesquisadores da educação, acadêmicos. Uma excelente contribuição para aqueles que cursam a pós-graduação ou envolvidos em pesquisa educacional, nele encontrarão informações bastantes úteis para seus próprios projetos.




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* Acadêmico do 3º Ano do Curso de Pedagogia, da Universidade Estadual de Goiás, unidade universitária de Inhumas.

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