31 de jan. de 2014

Depressão em Crianças – Série Violência/Saúde Mental Infanto Juvenil


Livro Depressão na Infância



















NOVO LIVRO DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD NO SITE

Obra publicada pela FIOCRUZ em 2008 aborda a temática por meio de uma pesquisa realizada com crianças em São Gonçalo. Além de dados epidemiológicos a autora traz questões relevantes sobre a compreensão, identificação e manejo de casos.

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Enviado por Larissa Arbués, psicóloga da Secretaria Municipal da Saúde de Goiânia, em 24 de janeiro de 2014. In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. 

22 de jan. de 2014

Pesquisa mostra dados terríveis sobre a violência infantil no Brasil


Um juiz do Recife concluiu o mais completo retrato que alguém já fez sobre crimes contra a criança numa grande cidade. Segundo a pesquisa, 58% dos casos são de violência física e 42% são de abuso sexual.




Fonte: Fantástico. 2014. Disponível em:http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/pesquisa-mostra-dados-terriveis-sobre-a-violencia-infantil-no-brasil/2678104/ . Acesso em: 22 jan. 2014. 

20 de jan. de 2014

Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos

Segundo denúncia, Adail Pinheiro oferecia dinheiro e presentes em troca de práticas sexuais com menores de idade.

O Fantástico denuncia uma vergonha nacional: um lugar onde meninas de 9 a 15 anos sofrem abusos sexuais por parte de um grupo de pedófilos que seria liderado por um prefeito.
“Eu tinha 9 anos. E a minha mãe cozinhava no barco. Eu ficava lá brincando, enquanto minha mãe estava trabalhando. Ele me estuprou dentro do barco mesmo, entendeu. Eu fiquei muito apavorada, com vergonha, nunca consegui colocar isso para fora. Hoje em dia, ele quer a minha filha”, conta uma vítima.
“Ela tem 11 anos, então ele está destruindo a minha vida inteira, porque aconteceu comigo, aconteceu com o meu sangue e agora ele quer a minha filha. É monstruoso demais”.
Uma mulher conta e desenha a sua história. O caso acabou de chegar ao Ministério Público do Amazonas. Também chegaram outros depoimentos e vídeos.
As autoridades ficaram chocadas com as novas acusações feitas contra um velho conhecido deles, um político que há anos é alvo de graves denúncias de pedofilia.
O acusado pela Justiça de crimes sexuais contra menores é Adail Pinheiro. Adail vive na mesma cidade das vítimas. Ele é prefeito de Coari, uma cidade de 77 mil habitantes, às margens do Rio Solimões, no interior do Amazonas. Para chegar lá, é preciso enfrentar uma viagem de nove horas de lancha.
Coari é a segunda cidade com maior arrecadação do Amazonas. É também o segundo município com o maior PIB do estado. Uma empresa de petróleo instalada lá levou mais recursos para a região, mas boa parte da população não sente os reflexos disso.
Adail é do PRP, Partido Republicano Progressista, e está no terceiro mandato. Foi eleito pela primeira vez em 1999. Em 2008, chegou a patrocinar o desfile de carnaval de uma escola de samba do Rio de Janeiro. Os cariocas cantavam Coari.
E Coari, alguns meses depois, foi surpreendida por uma grande operação da Polícia Federal. A polícia acredita que nos últimos cinco anos foram desviados mais de R$ 49 milhões. Na época, os policiais também colheram indícios de que o prefeito Adail Pinheiro chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas.
Adail chegou a ser preso. Ficou 63 dias na cadeia, mas foi solto por determinação da Justiça.
Depois de prestar depoimento em uma investigação do Senado, foi incluído como suspeito na lista da CPI da exploração sexual infantil da Câmara dos Deputados.
“Nós temos vários depoimentos que guardam uma coerência absolutamente incontestável, inclusive utilizando recursos públicos para manter uma rede de exploração sexual que ele se beneficia dela; são absolutamente concretos e absolutamente fundamentados”, diz a presidente da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Érika Kokay.
“Essa gente não sabe viver em sociedade. Essa gente tem que ser presa para que a gente possa dar uma resposta para a sociedade e mostrar que é possível sim se fazer justiça e desencorajar novas práticas criminosas, principalmente essa que se pratica contra crianças indefesas”, destaca o procurador-geral da Justiça do Amazonas, Francisco Cruz.
Setenta processos foram abertos contra Adail. Nada aconteceu com ele até agora.“Eu não tenho nenhuma dúvida de que há uma morosidade. Nós estivemos com o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas. O processo estava absolutamente parado. Ele não tinha caminhado nem um passo”, destaca a presidente da CPI.
Fantástico: Há alguma rede de proteção ao prefeito de Coari?
“Eu não conheço. O que eu acho é que todos os processos deles estão tramitando de uma maneira muito rápida. Não há nenhuma proteção ao poder judiciário. Se eu descobrir algum lugar, alguma comarca, alguma vara, que o processo esteja paralisado a respeito desse cidadão, nós haveremos de tomar uma providência enérgica”, disse o presidente do Tribunal de Justiça do AM, Ari Moutinho.
Fantástico: O que ele fez, exatamente?
Vítima: Passou a mão assim, depois ficou passando a mão. Depois tirou. Normal.
Fantástico: No seu seio?
Vítima: Aham. Aí botou a mão na minha cintura. Aí eu fiquei um pouquinho depois e saí.
Fantástico: Você achou estranho?
Vítima: Sim. Estranho.
Fantástico: Nessa época você tinha que idade?
Vítima:“Tinha 10 anos. Alguém, tem que parar esse cara, ele é terrível, é um doente, ele é um monstro tem que parar esse cara”.
Fantástico: E ela teria que fazer o que com ele na residência?
Conselheiro tutelar: Ela teria que provavelmente ter essa relação. Uma relação íntima com ele.
Fantástico: Ele chegou a oferecer dinheiro para ela?
Conselheiro tutelar: Segundo a denúncia, houve essa questão de oferecimento de dinheiro.
Vítima: O que eu faço? Ninguém consegue me responder. O único jeito é perder minha virgindade. Ele sugeriu R$ 2 mil por cada menina se eu levasse.
Conselheiro Tutelar:“Você ganhava R$ 2 mil?
Vítima: Por cada menina. Contando que seja virgem. Ele quer menina e tem que ser só virgem. Eu estou me sentindo triste porque eu não quero fazer isso.
Fantástico: O prefeito Adail é inocente em relação à essas acusações de exploração sexual?
Advogado: Acredito que sim.
Fantástico: Ele chegou a ameaçar alguma vítima, pediu para que algum funcionário ameaçasse alguma vítima?
Advogado: Pelo que eu conheço o prefeito Adail, não é o perfil dele. O que eu vejo em Coari é uma oposição política em relação ao prefeito Adail, muito forte nesse sentido, de fomentar esse tipo de notícia e informação.

O Conselho Nacional de Justiça está vindo nesta próxima semana para Manaus para analisar os processos de exploração sexual, inclusive as denúncias contra o prefeito de Coari que já foram feitas há quase seis anos. Os conselheiros querem saber por que, apesar de tantas provas e depoimentos, nada aconteceu com os envolvidos até agora. O Conselho disse que vai responsabilizar os juízes e também transferir os processos caso seja comprovada a negligência.
Enquanto na Justiça o ritmo é lento, mais vítimas aparecem para depor no Ministério Público. Como a mulher do início da reportagem. A filha dela e uma parente.
“Eu quero que vocês confiem na gente, que a relação seja de confiança mesmo”, diz uma funcionária.
“Ele me levou pro quarto, nossa é muito, muito. Ele me violentou, ele me estuprou, porque eu pedi para ir embora, ele não deixou”, disse a vítima.
A denúncia mais recente chegou ao conselho tutelar de Coari no fim de 2013: uma menina de 13 anos contou que estava sendo obrigada pela mãe a ter relações íntimas com o prefeito em troca de dinheiro.
“A denúncia diz que ela chegou a ser levada até a residência do prefeito”, disse o conselheiro tutelar José Alberto dos Santos.
José Alberto chegou a gravar em vídeo o depoimento.
A menina, virgem, de apenas 13 anos, foi prometida ao prefeito para a noite do último Réveillon.
“Você vê a que ponto se chegou. Você ter a virgindade oferecida por uma autoridade como brinde do Ano Novo”, disse o procurador.
Não houve o encontro. Dias antes da virada do ano, a garota decidiu sair da cidade e foi para casa de parentes em Manaus. Ela contou para uma amiga que foi espancada pela mãe.
“Inclusive eu vi os hematomas. Por ela não ter ido. Ficava tratando ela com indiferença. Entendeu? Para que ela fosse”, conta a amiga.
Em outro vídeo conseguido com exclusividade pelo Fantástico, um ex-motorista da prefeitura, Osglébio da Gama, conhecido como Canarana, conta qual o pagamento as meninas recebiam, depois do encontro íntimo com o prefeito.
“Foi dado muita coisa para ela, comprado muita coisa: máquina, celular caro, um monte de coisa foi comprado em meu nome e dado para ela. Quem dava era eu para ela. Sempre eu levava para ela dinheiro: R$ 5 mil, R$ 6 mil”, conta.
“É porque o Adail é doente. Ele é doente. Ele não é um cara assim de tesão. Porque nós vemos uma mulher bonita, a gente fala: 'olha aquela gata ali'. Ele não, é carne de pescoço para ele. Ele quer saber daquelas menininhas novas”, destaca o ex-motorista.
A equipe do Fantástico telefonou para o ex-funcionário que aliciava as meninas para o prefeito. “No momento eu estou viajando. Eu não tenho nada a declarar”. 
“As práticas são sempre as mesmas. Troca-se dinheiro. Algumas vezes, tratamento de saúde, residência para os familiares. Ou seja: é uma compra”, disse o procurador.
O prefeito Adail Pinheiro ficou de receber a equipe do Fantástico no escritório do advogado dele em Manaus. Ele daria uma entrevista para a gente, mas na última hora desistiu. Quem recebeu a nossa equipe foi o advogado de Adail.
Mas as justiças federal e estadual têm muitos elementos para incriminá-lo. “As informações são contundentes. Nós estamos fazendo a coleta desse material para que a gente possa instruir e propor uma ação penal no futuro”, disse o procurador.
“Ele se diz muito poderoso, ele persegue, ele oprime e ele obriga a fazer o que ele quer, senão você não tem p\ra onde ir, você morre de fome e você sai da cidade”, conta a vítima.
“Acabou o sorriso, acaba a sua vida, tudo, tu não tem mais vida, e hoje eu estou tendo oportunidade de pôr para fora o que eu estou sentindo, que eu escondi esse tempo todo por medo. Eu não quero ser só mais uma pessoa falando, pedindo socorro e nada acontecer”, disse outra vítima.
Fonte: Fantástico. 2014. http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/01/prefeito-de-coari-am-e-acusado-de-abuso-sexual-em-meninas-de-9-15.html. Acesso em: 20 jan. 2014.

13 de jan. de 2014

Influencia da amorosidade paterna no desenvolvimento da criança - pesquisa coordenada pelo Dr. Ronald Rohner (Universidade de Connecticut/EUA)



Father's Love
O amor de pai contribui tanto - ou até mais - para o desenvolvimento de uma criança quanto o amor de mãe.

Esta é a conclusão de um estudo internacional de longo prazo sobre os efeitos da aceitação e da rejeição dos pais sobre a formação da personalidade dos filhos.

Efeito da rejeição

"Em meio século de pesquisas internacionais, nós não descobrimos nenhuma outra classe de experiências que tenha um efeito tão forte e tão consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade quanto a experiência da rejeição, sobretudo a rejeição dos pais na infância," relata o Dr. Ronald Rohner.

Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA), é coautor de uma análise que avaliou centenas estudos, de diversas partes do mundo, incluindo mais de 10.000 participantes, da infância até a idade adulta.

Amor de pai versus amor de mãe

Quando avaliaram separadamente o impacto da presença ou da ausência do amor do pai ou do amor da mãe, os pesquisadores encontraram uma diferença significativa.

A influência da rejeição pelo pai é significativamente maior do que a da mãe.
Os psicólogos levantam uma hipótese para explicar essa diferença: segundo eles, pode ser que as crianças e os adolescentes deem mais atenção ao pai quando este parece ter mais prestígio e poder interpessoal.

Assim, se uma criança percebe o pai como alguém de maior prestígio, ela pode ser mais influenciada por ele do que pela mãe.

Mas a equipe afirma que está realizando mais pesquisas para confirmar essa hipótese.

Além de Freud

A mensagem mais importante que se pode tirar dessas constatações, quaisquer que venham a ser suas explicações, é que o amor do pai é crítico para o desenvolvimento de uma pessoa, diz o pesquisador.

A importância do amor do pai deve ajudar a motivar os homens a se tornarem mais envolvidos no cuidado com os filhos.

Além disso, afirma ele, o reconhecimento de que a influência do pai é tão, ou mais importante, do que a influência da mãe, deve ajudar a reduzir a mania de colocar a culpa de tudo nas mães, uma tendência nas escolas de psicologia e psiquiatria desde Freud.

Consequências da rejeição pelos pais

"Crianças e adultos em todo o mundo - independentemente de diferenças de raça, cultura e gênero - tendem a responder exatamente da mesma forma quando percebem que estão sendo rejeitados pelos pais ou pelas pessoas que cuidam deles," elucida o pesquisador.

Nesses casos, as crianças sentem-se mais ansiosas e inseguras, e desenvolvem maior hostilidade e agressividade em relação às outras pessoas. Quando se tornam adultas, elas têm dificuldade em estabelecer relacionamentos firmes e de confiança com seus parceiros.

Estudos envolvendo neuroimagens mostram que a rejeição ativa as mesmas partes do cérebro que a dor física. "Contudo, ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição por anos a fio," disse o pesquisador.

Fonte: Unisite Saúde, em 14 de junho de 2012. Foto capturada no nesse link
Colaboração do perfil de Cyntia Bernandes, mestre em educação pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, em 06 de janeiro de 2014. In. Blog Educar sem Violência. Cida Alves. 2014. Disponível em:<http://toleranciaecontentamento.blogspot.com.br/>. Acesso em: 12 jan. 2013.