6 de dez. de 2011


Deputados devem votar nesta semana projeto que proíbe os castigos físicos e humilhantes


Gesto de paz
“A opção pela paz, nas esferas mínimas do cotidiano, é o sinal mais claro da civilidade de um povo”.
Paulo Afonso Guarrido de Paula

O Congresso Nacional deve votar nesta semana o projeto de lei que proíbe todo tipo castigo físico, ameaças e humilhações contra crianças e adolescentes. Quem desrespeitar poderá ser processado na Justiça e encaminhado para tratamento psicológico.
A psicóloga Ana Maria Berehoff diz que quando os pais usam a força para controlar uma criança, precisam voltar pra escola, como prevê o projeto “Não é porque a gente tem filho que a gente sabe educar filho. As pessoas muitas vezes não estão preparadas. O fato de dar à luz não significa que aquela pessoa tem condições mesmo de estar educando uma criança sem uma orientação. Se eu dou uma palmada e a criança para de ter o comportamento que eu estou querendo que ela pare, isso pra mim está sendo eficaz, então eu estou ensinando pra ela que ela pode usar de violência para ter o que ela quer, mesmo através da palmadinha”, afirma.

5 de dez. de 2011


Você deixaria que um professor castigasse fisicamente o seu filho para educá-lo?

Como pais, buscamos sempre a melhor educação para os nossos filhos. Antes de matricularmos nossas crianças em uma escola ou creche, pesquisamos com cuidado a proposta pedagógica que elas adotam, verificamos como os professores tratam e ensinam os seus alunos.
Conferimos como é o ambiente escolar, conversamos com outros pais sobre a opinião que eles têm da escola. Ou seja, só confiamos nossos filhos a uma instituição idônea, que não mal trata as crianças no processo de ensino e aprendizagem.
Com certeza, jamais colocaríamos nossos filhos em uma escola que adote a prática dos castigos físicos e humilhantes, como é o caso da escola do vídeo abaixo.






É difícil assistir esse vídeo até o final, não é mesmo?

Ante as imagens registradas, em especial a expressão de desamparo e desespero das pequenas crianças, deixo aqui algumas questões a para vocês, pais e familiares:
  • Você deixaria o seu filho ser educado desta forma?
  • Você aprova o uso de castigos físicos e humilhantes na educação?
  • Então porque você ainda educa seus filhos por meio de castigos físicos e humilhantes?
Preocupamo-nos tanto com a qualidade da educação formal de nossos filhos, será que não é hora de nos preocuparmos também com a qualidade da educação familiar oferecida por nós, pais e responsáveis?

Abaixo algumas reflexões de importantes pensadores
Final do século XVI Montaigne já era um tenaz crítico das práticas violentas na educação das crianças:

“Em vez de convidar as crianças para as letras, na verdade não se mostra a elas mais do que crueldade e horror. Eliminem a violência e a força: nada há, em minha opinião, o que envileça tanto uma natureza bem-nascida. Se desejas que sinta temor pela vergonha e pelo castigo, não lhe habitues a isso” (MONTAIGNE Apud, GIMENO SACRISTÁN, 2005)

“(...) por longos séculos, tem sido aceito o emprego de variadas formas de violência, uma vez que as crianças eram consideradas desprezíveis e propriedades paternas. E até hoje, curiosamente, a família, no âmbito privado, vem permanecendo como detentora legítima do uso da violência física” (ARIÈS, 1978).

“Na cabeça de muitos brasileiros, talvez até na maioria, os pais continuam tendo o poder de vida e morte sobre os seus filhos; crêem que a melhor educação só se consegue com a punição e humilhação; e persiste a idéia de que é necessário a violência física para conter a rebeldia dos jovens e crianças ” (MINAYO e SANCHEZ, 2004).


Vídeo enviado pela psicóloga e mestre em educação Mônica Café, em 22 de novembro de 2011.

Fonte: Blog Educar Sem Violência - Cida Alves - http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/2011/12/voce-deixaria-que-um-professor.html

1 de dez. de 2011


Pai mata filho de 3 anos ao colocar criança na máquina de lavar


"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia..."
José Saramago
Meu coração já não está aguentando sangrar todo dia por ver tanta criança sofrendo e morrendo em nome da falsa idéia de que castigos físicos e humilhantes educam.
Francês, que queria castigar criança por mau comportamento, foi preso
criançaassassinada françaVizinhos prestam homenagens à criança que foi morta pelo pai, com flores e um retrato da vítima
O francês Christophe Champenois, de 33 anos, é acusado de cometer um crime bárbaro: ele teria matado seu filho Bastien, de três anos, jogando-o numa máquina de lavar.
Morador de um prédio na cidade de Germiny L'Eveque, a 50 km de Paris, Champenois atirou a criança na máquina para, segundo informações do jornal Telegraph, castigá-la por mau comportamento. Ele tirou as roupas do filho e, em seguida, o jogou no aparelho de lavagem.
Acusado de homicídio, Champenois disse à polícia que a criança morreu ao sofrer um acidente caindo da escada de casa. A mãe ainda tentou salvar o filho, pedindo, desesperada, por socorro.
O pai, que recebia desde 2006 auxílio do governo francês por sofrer de problema psicológicos, foi preso. A mãe também acabou detida, como cúmplice.
Vizinhos contaram aos agentes franceses que o casal costumava bater no filho. Uma das testemunhas disse que Champenois chegou a trancar o filho no armário como punição.
Parentes do casal também acusam os dois de maltratarem a criança. De acordo com o jornal britânico, familiares contaram que achavam a criança "perturbada e deprimida" nos últimos meses.
Fonte: R7 Notícias em 29/11/2011 às 11h31min apud Blog - Educar Sem Violência - Cida Alves < http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/



Pronunciamento de Cida Alves no Fórum debates sobre o Projeto de Lei 7672-10 na Assembléia Legislativa de Goiás


Amig@s do Blog Educar Sem Violência,
Para o(a) leitor(a) do blog que mora foram de Goiânia e os(as) participantes do Fórum de debates que não puderam ficar até o final em razão dos atrasos na programação, posto abaixo o meu pronunciamento.
À medida que forem sendo editados, postarei também os pronunciamentos das palestrantes e das deputadas federais que participaram do Fórum de Debates sobre Projeto de Lei 7672/2010 na Assembléia Legislativa de Goiás, no dia 24 de novembro de 2011.



Meus sinceros agradecimentos ao amigo Ferraz Águia por sua contribuição na filmagem e na edição desses vídeos.
Abraços Carinhosos.
Cida Alves

Fonte: Blog - Educar sem Violência - Cida Alves

26 de nov. de 2011


VEM AÍ .....
NOS DIAS 28, 29 E 30 DE NOVEMBRO
A II MOSTRA DE CURTAS DO ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL
AS INTERFACES DAS BRINCADEIRAS E DA LITERATURA INFANTIL








Moradores de rua são assassinados em Goiânia


Extermínios de jovens em Goiânia
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GEDC0661
Aproveitando a presença das deputadas federais que compõem a comissão especial destinada a proferir parecer ao projeto de lei nº 7.672, de 2010, uma comitiva de profissionais da área da saúde e da assistência social  denunciam a prática de extermínio de moradores de rua na cidade de Goiânia.

GEDC0698
Elaine Mesquita,  lê o manifesto contra a violência que vem sofrendo os moradores de rua em Goiânia. O documento foi entregue as deputadas federais que compõem a comissão especial destinada a proferir parecer ao projeto de lei nº 7.672, de 2010, que visa “estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”,

GEDC0647

Manifestantes demonstram a sua indignação pela morte de Patrick e Pezin, garotos assassinados nas proximidades da catedral de campinas – Goiânia, Goiás.

 

 

Convocação para a manifestação diga não a droga da violência

 

          Prezados!

Goiânia amanhece de luto.
Manchetes de jornais noticiam 08 (oito) mortes por homicídio. Entre eles crianças em situação de rua.
Indignados com esta situação, convidamos toda a população de Goiânia a manifestar-se contra a violência.
Convidamos voce e sua família a encontrar-nos na porta da Assembléia Legislativa, às 14h, no dia de hoje (24.11.11).
Venha manifestar sua indignação com a violência, maus tratos, abusos e mortes contra a população em situação de rua - reconhecidamente o grupo mais vulnerável. Vamos identificar saídas e construir juntos alternativas de paz com a participação das diversas Instituições públicas e a população em geral.
Se puder ajudar, envie o convite para toda a sua mailing list.
Juntos somos fortes e podemos ser solidários.
Grande abraço e até lá.
Heloiza Massanaro
Coordenadora de Saúde Mental

 

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Oito são mortos em Goiânia e Região Metropolitana em menos de 12 horas


19 de nov. de 2011

Após mortes de crianças nos EUA, pastor defensor de palmadas fica na berlinda


Após mortes de crianças nos EUA, pastor defensor de palmadas fica na berlinda


Livro de Pearl que ensina pais a usar uma vara para disciplinar os filhos foi encontrado em casas de crianças mortas após agressão
Pastor na Berlinda
Michael Pearl na igreja Cane Creek, em Pleasantville, Tennessee
O clima pastoral nas colinas do Tennessee oferecia um contraste alarmante com a grande tempestade que abalou todo o país sobre os ensinamentos de Pearl sobre como disciplinar crianças, que defende o uso sistemático de uma "vara" para ensinar os pequenos a se submeter à autoridade. Os métodos, vistos como normais por alguns pais e como horríveis por outros, são "modelados", Michael Pearl gosta de dizer, sobre "os mesmos princípios usados pelos Amish para treinar mulas teimosas".
O debate sobre os ensinamentos de Pearl primeiramente tomou conta de sites cirstãos, mas ganhou nova intensidade com a morte de uma terceira criança supostamente nas mãos dos pais, que tinham em suas casas o livro de Pearl: "To Train Up a Child" ("Educar uma Criança", em tradução literal). Em 29 de setembro, os pais foram acusados de homicídio por abuso e estão aguardando julgamento.
Mais de 670 mil cópias do livro autopublicado de Pearl estão em circulação e ele é especialmente popular entre os cristãos que educam seus filhos em casa e o elogiam em suas revistas e sites. Pearl "fornece instruções sobre o uso de varas, a partir dos seis meses, para desencorajar o mau comportamento e descreve como fazer uso de implementos para bater nos braços, pernas ou costas, incluindo o uso de um cano flexível que, Michael Pearl diz, “pode ser enrolado e transportado em seu bolso".
O furor em parte reflete as divergências da sociedade sobre os castigos corporais, que os cristãos conservadores dizem ser adotado na Bíblia e que muitos americanos consideram razoável até certo ponto, enquanto muitos pais e pediatras o rejeitam. A questão foi levada a outro nível recentemente, quando um vídeo de um juiz do Texas chicoteando sua filha foi publicado online.
Michael Pearl, 66, e Debi Pearl, 60, dizem que culpar seu livro pelo abuso extremo de alguns pais instáveis é absurdo e que eles explicitamente aconselham contra agir com raiva ou deixar hematomas. Eles afirmam que seus métodos, quando usados corretamente, geram adolescentes em paz e felizes.
"Se você encontrar um livro dos 12 passos na casa de um alcoólatra você não iria culpar o livro", disse Michael Pearl em uma entrevista.
Mas ele reconheceu que os métodos não são adequados para pais fora de controle ou severamente sobrecarregados.
No caso mais recente, Larry e Carri Williams, de Sedro-Woolley, Washington, educavam seus seis filhos em casa quando adotaram uma menina e um menino da Etiópia, de 7 e 11 anos, em 2008. Os dois eram vistos por seus novos pais como rebeldes, de acordo com amigos.
Tarde da noite, em maio desse ano, a menina adotada, Hana, foi encontrada de bruços, nua e anormalmente magra no quintal da casa. Sua morte foi causada por hipotermia e desnutrição, determinaram as autoridades.
 
Estoque do livro do pastor
Estoques do livro de Michael Pearl e de sua mulher, Debi, To Train Up A Child

Segundo o relatório do xerife, os pais a tinham privado de comida por muitos dias seguidos e a faziam dormir em um celeiro frio ou em um chuveiro externo com uma mangueira. Muitas vezes, eles a chicotearam, deixando marcas nas suas pernas. A mãe havia elogiado o livro de Pearl e dado uma cópia para uma amiga, segundo o relatório do xerife.
Hana havia sido espancada no dia de sua morte, segundo o relatório, com o tubo de plástico flexível que é recomendado por Michael Pearl. "É um bom instrumento para algumas palmadas", disse ele na entrevista, "é leve demais para causar danos ao músculo ou ao osso".
Algumas das táticas do casal Williams também pareciam envolver conselhos de Pearl levados a extremos. Os Pearls dizem que "um pouco de jejum é uma boa formação", por exemplo, e sugerem molhar uma criança com uma mangueira caso ela esqueça de usar o banheiro corretamente. Os Williams se declararam inocentes e estão aguardando julgamento.
O promotor do Condado de Skagit disse que não iria acusar os Pearls de envolvimento no crime e que o caso de homicídio não dependia das leituras dos Williams ou de sua religião.
Mas o doutor Frances Chalmers, um pediatra que examinou o corpo de Hana para o Departamento de Serviços Sociais do Estado de Washington, disse sobre os métodos de Pearl: "Meu medo é que esse livro, embora talvez bem intencionado, possa facilmente ser mal interpretado e levar ao que eu considero um abuso físico e psicológico."
O mesmo tipo de tubo foi usado para bater na menina Lydia Schatz, de 7 anos de idade, adotada aos 4 anos da Libéria, que morreu em Paradise, na Califórnia, em 2010. Seus pais, Kevin e Elizabeth Schatz, tinham o livro de Pearl, mas ignoraram seu conselho contra a amarração prolongada ou machucados. Eles chicotearam Lydia por horas, com pausas para oração. Ela morreu de danos graves aos tecidos e sua irmã mais velha teve que ser hospitalizada, disseram as autoridades.
O Schatzes, que ensinavam seus nove filhos em casa, três dos quais adotados, estão ambos servindo longas penas de prisão depois que o pai se declarou culpado de assassinato em segundo grau e de tortura, e a mãe de homicídio voluntário e de castigos corporais. O promotor do Condado de Butte Mike Ramsey criticou publicamente o livro de Pearl como uma influência perigosa.
Os ensinamentos de Pearl também apareceram no julgamento de Lynn Paddock do Condado de Johnson, Carolina do Norte, que foi condenada por assassinato em primeiro grau de Paddock Sean, de 4 anos de idade, em 2006. Os Paddocks adotaram seis crianças americanas, algumas com problemas emocionais, e descobriram o site de Pearl na internet, disse Lynn Paddock.
Sean sufocou depois de ser enrolado em um cobertor. Seus irmãos testemunharam que eram espancados diariamente com o mesmo tubo flexível.
Alguns pais conservadores cristãos rejeitam os ensinamentos de Pearl e começaram uma petição pedindo que lojas como a Amazon não estoquem seus livros.
Crystal Lutton, repsonsável pelo Grace-Based Discipline, um dos vários blogs cristãos que se opõem à punição corporal, disse que o perigo com os métodos de Pearl é que, "se você não obtiver resultados, a única coisa a fazer é punir mais duramente".
Os pais que frequentam a igreja de Michael Pearl disseram que seguem a abordagem do casal e estão intrigados com a controvérsia. Os filhos dos Pearls também dizem que os ataques a seus pais estão equivocados. "Eu tive uma infância maravilhosa", disse sua filha Shoshanna Easling, 28, que está criando seus dois filhos da mesma maneira.
"Meus pais nunca falaram comigo com raiva e eu só consigo me lembrar de tomar uns tapas algumas vezes." Michael Pearl disse que Shoshanna apanhou provavelmente 50 vezes quando pequena, mas que isso logo se tornou desnecessário.
Por meio da venda de livro e vídeo, o Ministério da Grande Alegria dos Pearls gera US$ 1,7 milhão por ano, que eles dizem retornar para a causa.
Grande parte do seu conselho é padrão: os pais devem ser amorosos, passar muito tempo com seus filhos, ser claros e consistentes e nunca atacá-los por raiva. Mas, citando passagens bíblicas como: "Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho", eles fornecem instruções para usar a "vara" em crianças desafiadoras para proporcionar sua "limpeza espiritual".
Eles ensinam os pais a utilizar tapas leves para ensinar as crianças a não se desenrolar de um cobertor. Conforme as crianças crescem, os pais são incentivados a responder ao desafio de bater forte o suficiente para arder, seja com um cinto, uma colher de pau ou um tubo flexível.
Michael Pearl descreve a criação dos filhos como um teste. Se um aviso verbal não funcionar, ele disse, "você tem as sementes da autodestruição."
As três mortes conhecidas envolvendo crianças adotadas preocupam Lisa Dia Veleff, de Portland, Maine, uma mãe adotiva de duas crianças da Etiópia. "Essas crianças foram arrancadas de seu país de origem, de sua família, cultura e língua", observou. "A última coisa que elas precisam é apanhar de seus novos pais."
Michael Pearl disse que se opõe à adoção de crianças mais velhas. Mas sobre a questão central, ele e sua esposa não vacilam. "Abandonar o uso da vara seria para desistir de nosso pontos de vista da natureza humana, de Deus e da eternidade", escreveram.

Fonte: The New York Times | 13/11/2011 08:02 - Erik Eckholm
Enviado pela professora Dra. Silvia Rosa da Silva Zanolla do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás em 13 de novembro de 2011.

Fonte: Blog Educar sem Violência - Cida Alves -http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/