27 de nov de 2013

Pesquisa aponta fortes indícios de que ser vítima de punição corporal, quando criança, estimule o uso deste tipo de punição quando adulto(a), sugerindo um ciclo perverso de uso de força física.


O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), lançou a “Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar sobre Atitudes, Normas Culturais e Valores em Relação à Violação de Direitos Humanos e Violência – Um Estudo em 11 Capitais de Estado”
Entre outros dados o sumário apresenta:
A maioria dos entrevistados, tanto em 2010(70,5%) como em 1999 (79,6%), revelou ter apanhado quando criança. A punição física regular (quase todos os dias ou uma vez por semana) atingiu, em 2010, 20,2% dos entrevistados, ou seja, 1 em cada 5 entrevistados relatou ter apanhado regularmente quando criança.
Há forte evidencia que ter sido vítima de punição física quando criança pode redundar em um círculo vicioso no uso da violência sobre os filhos. Assim, os procedimentos adotados por uma geração podem afetar o modo como as próximas gerações serão tratadas.
Tanto em 1999 como em 2010, aqueles que responderam ter apanhado quando criança, se diferenciam dos que relatam não terem apanhado. Aqueles que relataram ter apanhado muito quando criança são os que mais escolhem a opção “bater muito” em seus filhos caso estes apresentassem mau comportamentos. São também os que mais esperariam que seu filho(a) respondesse com violência caso fosse vítima de uma agressão física na escola. Há fortes indícios de que ser vítima de punição corporal, quando criança, estimule o uso deste tipo de punição quando adulto(a), sugerindo um ciclo perverso de uso de força física.
Fica evidente a necessidade de enfrentarmos a banalização do uso dos castigos corporais e tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes, não só para garantir a integridade física e psicológica, mas também para a construção de uma sociedade menos violenta.
O sumário completo pode ser obtido em:http://www.nevusp.org/downloads/down263a.pdf
Fonte: Rede Não Bata, Eduque!. 2013. Disponível em: <http://naobataeduque.tumblr.com/>. Acesso em: 27 nov. 2013. 

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