14 de dez de 2011

A violência contra a criança e o adolescente


A violência contra a criança e o adolescente

Pai com o cinto
Por Eliana Lorenz


Tudo o que é feito ou deixado de fazer que provoque dano físico, sexual e/ou psicológico à criança ou ao adolescente é considerado uma violência.

Como exemplos temos, na violência física: beliscões, cintadas, chineladas, puxões de orelhas, uso da força física ao tocar na criança ou no adolescente; na violência sexual: manipulação da genitália, exploração sexual, ato sexual com ou sem penetração; na violência psicológica: rejeição, desrespeito, depreciação, rotulação, xingamento, cobrança e punições exageradas;  negligência ou abandono: falha ou omissão em prover os cuidados, a atenção, o afeto e as necessidades básicas da criança ou do adolescente, como saúde e alimentação.

A criança e o adolescente devem ser tratados como pessoa em condição diferenciada de desenvolvimento. Ter claro, querendo ou não, que nós somos um modelo para a criança e o adolescente e que é preciso avaliar sempre nossa atuação. Saber que rigidez, autoritarismo, gritaria não têm nada a ver com dar limites.

Ninguém precisa sentir dor para aprender: educar e ensinar limites são atos de amor e proteção, um dever importantíssimo dos pais; a educação baseada em violência, ameaças ou mentiras pode até ter resultados imediatos, mas ensinará apenas o medo e não o respeito. Poderá deixar marcas no corpo e na alma para o resto da vida; dizer sim ou não na hora certa, com firmeza e segurança; sendo firmes e constantes eles aprenderão o que é certo e o que é errado, dessa forma, estarão sendo preparados para a vida.

As crianças e os adolescentes se desenvolvem pelas mãos de seus pais e responsáveis, aprendendo com tudo o que ouvem e veem. É papel dos pais cuidar de seus filhos, promovendo sua saúde, estimulando seu desenvolvimento, ensinando regras de segurança, amor e respeito para que consigam crescer saudáveis e felizes.

Discuta com seus filhos as regras e limites que considera importantes na educação deles. Assim terão a noção da importância de seguir regras e respeitar limites.
Converse sobre a vida sexual de seus filhos; dê a eles informações sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. É melhor que eles procurem tirar suas dúvidas com você do que com um estranho.

Preste atenção ao comportamento de seus filhos; se houver mudanças, pergunte o que está acontecendo.

Não tenha vergonha, abra seu coração e se aproxime ao máximo de seus filhos, demonstre seu cuidado e preocupação; a melhor forma de educar é conversando, elogiando, incentivando e ressaltando tudo de bom que a criança/adolescente faz.

Para refletir:
  1. bater não é educar, pois mesmo que obedeça, a criança/adolescente não aprenderá verdadeiramente, apenas deixará de fazer certas coisas por medo de apanhar e não por respeito;
  2. apanhando, a criança/adolescente aprenderá a temer o maior, o mais forte ou o mais poderoso;
  3. aprenderá que a violência ou a força bruta é mais importante que a razão e o diálogo;
  4. pensará que ocultar ou esconder fatos pode dar bons resultados, evitando palmadas;
  5. verá o adulto, figura de quem a criança/adolescente espera proteção e amparo, como não sendo confiável;
  6. aprenderá que de quem se espera amor podem vir pancadas e agressões.
Texto extraído da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
Enviado por Rúbia Cristina Rodrigues, coordenadora do Gerarte I - Associação de Trabalho e Produção Solidária da Saúde Mental, em 13 de dezembro de 2011.
Fonte: Salve as Crianças – Ideias para uma Infância Feliz

Fonte: Blog Educar Sem Violência - Cida Alves

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