21 de abr de 2013

A importância do estágio supevisonado para a formação do educador


                                                                                                                           JORGE SILVA SOUSA*  

O estágio supervisionado é um importante espaço de formação que o futuro professor pode ter com o campo de atuação. Por meio da observação, da participação, da vivência e das regências o licenciado poderá refletir, planejar e replanejar suas ações pedagógicas.
Por meio das discussões, vivências e do estudo de vários teóricos vamos formando a nossa identidade enquanto educador. E para desenvolver uma prática pedagógica embasada no cuidar/educar na Educação Infantil, faz-se necessário estudar textos os quais servirão de apoio para desenvolver um trabalho pautado no cuidar/educar. O educar tem quer ter conhecimento e uma concepção pautada que o cuidar/educar são indissociáveis, que no momento de cuidar ele também poder educar. Segundo Rossetti–Ferreira (2003, p.12), “a identidade da criança também está sendo formada durante atividade de vida diária, como alimentação, banho.”
Com o estudo de alguns textos dentre eles, “Saberes sobre a infância” da Secretaria Municipal de Educação (2004), foi possível formar minha concepção sobre criança, por meio deste texto compreendi que a criança deve ser vista como um ser de direito, “essa concepção reconhece que a criança tem formas próprias de se relacionar com o mundo físico e social (sujeito, valores, fatos, natureza, objetos) o que a faz produtora de uma cultura específica” (GOIÂNIA, 2004, p.22).  Essa é a minha concepção, que ficou durante esse período de estudo sobre crianças de (0 a 5 anos). Porque antes do estágio não tinha concepção formada sobre os deveres e direitos da criança e considero que ela é importante, pois essa concepção enxerga a criança como um sujeito que tem direito, entre eles: direito ao contato com a natureza, direito a brincadeira, direito ao movimento em espaços amplos, direito a proteção, ao afeto e a amizade, direito a atenção individual, direito a um ambiente aconchegante e seguro, direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão, direito a desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa, direito a higiene e a saúde e direito a uma alimentação sádia.
No ambiente do estágio foi possível aprender e compartilhar novas experiências. No processo de planejar e replanejar as aulas, no desenvolvimento das aulas, no envolvimento/ participação dos membros do grupo de estágio. Alguns saberes teóricos e práticos que foram formados durante o estágio, que considero importantes no trabalho do professor de Educação Infantil, é a necessidade de planejar de acordo com a realidade da criança, replenejar aula se não houve envolvimento/participação das crianças, ser afetivo com as crianças, é importante que a criança tenham contado com coisas concretas, é preciso ter um olhar generoso, existe várias maneiras de registrar, o professor precisar ter a concepção e colocar em prática que existe diversas formas de proporcionar atividades significativas para as crianças e não apenas com atividade escrita. Segundo Corsino (2009, p.121), “planejar na educação infantil, então, é firmar um compromisso com as crianças e seu desenvolvimento.”
Enfim, o estágio supervisionado foi o ambiente onde aprendi novas concepções, compartilhei novos conhecimentos, adquire novas aprendizagens, coloquei em prática o que aprendi com o estudo dos textos. Assim, penso que no estágio comecei a formar minha identidade como educador, pois pude aprender com meus colegas de estágio e com os professores da Creche e da Pré-escola um pouco do ofício de ser professor.



Referências:


CORSINO, Patrícia. Considerações sobre o planejamento na educação infantil. In: CORSINO, Patrícia (Org.). Educação infantil: cotidiano e políticas. Campinas, SP: Autores Associados, 2009, p.117-121.

GOIÂNIA, Secretaria Municipal de Educação. Saberes sobre a infância, 2004, p. 19-57.

ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde. A necessária associação entre educar e cuidar. In: Revista Pátio Educação infantil. Ano I, n.1, abr/jul, 2003.

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